03de Dezembro,2022

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15 Aug Written by 

Faz Hoje… anos a Nunca percas o Norte!!

Multi-cacheNunca percas o Norte!! by lynx pardinus, na serra de Grândola, distrito de Setúbal.

Tiago!!! Não é por ai!!!

not recommended at night takes more than 1 hour no campfires bikes allowed may require wading watch for livestock scenic view hike greater than 10km hunting area thorns!

 

Found it July 19, 2009 by MightyReek

Depois de longa espera eis que o Anel Um veio finalmente parar às minhas mãos. 
Apesar de estar de sobreaviso, grande era o seu poder e em tudo me impedia de levar esta Missão para a frente.

E grande foi o meu esforço, mas contei com a preciosa ajuda de muitos povos que não hesitaram perante o chamamento. Entre Elfos, Anões, Homens e Hobbits muito foram os que compareceram e puderam dar a sua preciosa contribuição.

De um modo completamente aleatório pudemos contar com a presença de:
Bolacha, Bolachinha e Sandra
AJSA
TMPinho & CNP
BMRatinho e CFSTEAM
nunotvedras
plnauta
Lopesco e Cris
Dakidali
e ainda um reforço de última hora convidado pelo TMPinho, o sr. Fernando.

A coisa até nem começou mal!
A força do Anel puxava com toda a força e foi só desengatar a Toyota e deixa-la ir… O pior foi quando o acesso que eu queria subir tinha uma placa “Caminho privado e tal e tal…”. Barraca armada… Ou talvez não! A alternativa era estreita, cheia de calhaus e silvas, mas a Toyota portou-se muito bem e ainda em 2WD liderou o grupo de ataque sem hesitações. 

Na expectativa de deixar os carros um cadinho mais perto subimos um monte onde havia restos de um sobreiro no meio da estrada que foram prontamente removidos. Sem mais percalços chegámos a cerca de 200 metros do ponto inicial e seguimos a pé.

Mal parámos pude verificar qual não seria o melhor acesso. 
Depois de toda a gente descer dos veículos e se preparar, partilhei com toda a gente a minha opinião de qual o caminho a seguir. 
Logo algumas vozes discordantes se levantaram: 
Por aí? És maluco? Andar 20 metros para trás e para o lado? Contornar? Nah… Não se contorna nada, a seta aponta para ali…

Meus amigos, sigam… E nós fomos à volta… escusado será dizer que quando chegámos ao ponto inicial os “seguidores da seta” começaram a voltar para trás e dar a volta por onde tínhamos vindo. 

O 1º recipiente estava impecável e foi facilmente encontrado. Sacámos as instruções e o logbook e deixámos o recipiente escondido para que os retardatários pudessem fazer a sua descoberta.
Entretanto íamos adiantando trabalho já com a carta militar aberta e as traiçoeiras instruções do owner.

Com mais ou menos precisão, a projecção do Norte acabou por bater mais ou menos certa com as dos GPSr presentes. Claro que marcar pontos numa carta, traçar azimutes e converter distâncias de metros em centímetros traz sempre muitos erros relacionados com arredondamentos e com escalas insuficientes do esquadro de coordenadas (para já não falar da grossura do lápis utilizado).
Posso dizer que a projecção que fiz no meu GPSr deu a cerca de 10 metros do local onde estava o 2º ponto.

O pior foi para lá chegar! Uiii! Isso foi o mais complicado. Mas vamos devagar! Voltámos aos carros e depois de uma subida brutal que nos separava das viaturas apetecia era comer qualquer coisa. Entre melão e maçãs, o nunotvedras decidiu petiscar uma vespa que prontamente lhe deu a saber que não estava para ser comida… Pelo menos não sem antes o ferrar no lábio, que é por causa das coisas… 

Com tudo aquilo lá tiveram que tirar à força a comida da frente do AJSA senão ficávamos ali o resto do dia…

De volta aos carros e com as manobras de inversão de marcha terminadas seguimos o trilho que nos levara ao cimo do monte e depois continuámos para Sul. Aí começaram as complicações relativamente ao caminho. Da imensidão de estradas que nos apareciam pela frente, as que pareciam levar-nos para onde desejávamos não levavam e as que parecia que nem por isso, eram as acertadas. 

Com a Toyota sempre a abrir caminho (sim, e ainda em 2WD) lá seguimos as instruções do AJSA, que vinha no último carro, refastelado como um Lorde no a/c… E os meus ocupantes aos saltos e apanhar pó de todos os lados…

Depois de algumas tentativas e de ter que voltar para trás 2 ou 3 vezes devido a supostos enganos, perante a dificuldade de algumas subidas lá decidi passar de uma vez por todas para o modo 4WD-H.

Conseguimos, depois de uma volta do caraças, chegar ao desejado 2º ponto. Houve um carro que ficou quase em cima do recipiente e depois de alguma busca lá foi encontrado.

Numa altura em que já todos usavam unicamente os GPSr lá peguei na carta e tentei explicar calmamente ao Bolachinha como marcar um ponto e como ler as coordenadas na carta. Projectámos o ponto final e partimos no seu encalço. 

Este último troço foi como que uma revelação. Passámos onde antes tínhamos andado às aranhas e as exclamações mais ouvidas eram do género “Olha! Há bocado passámos aqui…” e “ Xiii… A volta que fomos dar…”.

Além disso tive que fazer uma demonstração do poder trepador da Hilux quando, numa subida que era preciso ser feita devagar, se “jogou ao chão” e não queria subir… 
Até aquele momento nunca tinha necessitado de chegar àquilo apesar de já ter ouvido o meu pai falar de algumas façanhas… E foi muito fácil. Bastou mudar a alavanca da caixa de transferências de 4H para 4L e… foi vê-la subir como um tractor! Mesmo! Fiquei realmente impressionado com a diferença pois nunca antes tinha necessitado das “baixas”. 

E depois dessa subida nada como umas boas sombras para parar e almoçar.
Rapidamente surgiram 2 mesas cheias de iguarias e os taipais da Toyota foram abertos de par em par para proporcionar mais mesas e até uma robusta cama!
O Toninho atirou-se a tudo e mais alguma coisa, era vê-lo sempre com pelo menos 3 qualidade de comida ao mesmo tempo. Até lhe brilhavam os olhos diante de tanta comida.

Os restantes foram-se deliciando com as iguarias que iam sendo partilhadas entre todos. 
Depois de todos encherem a pança e se refastelarem à sombra, e depois de eu ter consultado a carta mais uma vez para ver que caminho tomar, continuámos a nossa trepidante viagem passando por caminhos onde anteriormente tínhamos passado mas desta vez já com a certeza do melhor caminho a seguir.

A meio caminho encontrámos um local privilegiado para tirar umas boas fotos da paisagem e foi parar para que os mestres pudessem fazer o gosto ao dedo.

Depois de mais essa pequena pausa, o resto do trajecto foi muito calmo pela cumeada até ao nosso destino sempre com o mestre plnauta tal Gandalf a dar preciosas indicações acerca do caminho a seguir.

No ponto final a cache apareceu facilmente, a hint é bastante reveladora.
Depois foi altura de mais fotos e galhofa como foi durante todo o percurso. 
Penso que com o calor que estava ninguém ficou arrependido de termos decidido ganhar em fôlego e usar as viaturas. Pudemos desfrutar da paisagem e pelo menos quem viajou na caixa da minha carrinha não perdeu o mínimo contacto com a natureza. Que o diga o plnauta a quem uma silva mais atrevida quase arrancava um olho! 

A cache é estupenda, está muito bem delineada e o owner está de parabéns. Esta é decididamente uma cache muito especial e com certeza uma referência no geocaching nacional. Conto voltar a fazer o percurso e explorar mais a fundo os sombrios caminhos desta fabulosa Serra de Grândola.

O caminho de regresso também foi muito calmo e sem incidentes de maior através de uma descida serpenteante e coberta de caruma. 

O meu muito obrigado a todos os que puderam estar presentes e que nunca hesitaram em alinhar nesta investida.
Espero ter estado à altura da vossa companhia.
Um abraço

19 de Julho de 2009, das 09:30 às 16:00

Team Geo-Cricket
MightyReek

Classificação GCVote: Obviamente 5 estrelas


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