19de Maio,2022

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26 Aug Written by 

Faz Hoje… anos A Torre do Bugio

Traditional CacheA Torre do Bugio by Tiago.ok & xuxumafas , a meio das águas da foz do rio Tejo, distrito de Lisboa.

Terrain:5 out of 5

not available for winter not recommended at night not wheelchair accessible no snowmobiles scenic view takes less than 1  hour boat required

Atenção que não se pode ir de mota de neve Found it

Foi nesta cache e neste dia que tive a honra de conhecer os Corvos. O log esse ainda está por escrever. Muito obrigado ao Tiogo.ok por ter colocado a cache e organizado o passeio que finalmente me fez vir ao Forte de São Lourenço do Bugio.


Found it Found it corvos

July 30

A visão que temos da Torre do Bugio vista da costa é como se tratasse de um pau de canela enfiando num pudim flan e o rio o seu molho.

Sempre tivemos uma enorme curiosidade em visitar este espaço de base circular, chegar até lá não era impossível, mas conhecê-lo tornava-se mais difícil, com a ajuda do Tiago Ok e dos amigos da Associação Espaço e Memória, o impossível tornou realidade.

Visto da Cova do Vapor, parece que penetramos pelo rio adentro e mais duas braçadas estávamos lá, mas hoje já não existe a Cabeça Seca que formava como uma língua de areia. Hoje é visto como um Farol ou mesmo um Forte, no fundo é como está, preso aos interesses dos faroleiros ou dos marinheiros sem saber em que direcção devem içar as suas velas .

Mas existe sempre alguém que ama o que faz, e Joaquim Boiça é disso exemplo. Agarrado ao livro e encostado a uma das paredes, viajámos desde a sua construção até à indefinição dos nossos dias, não fosse ele filho e neto de faroleiros.

Falou-nos das três funções que serviram esta obra, dos seus criadores, bem como sentimos na descrição do tsunami as três ondas que passaram ao largo deste espaço, sendo uma causadora do terramoto de 1755 .

Chamou-nos a atenção da importância da cisterna e a sua construção tendo prendido a atenção de todos os que o ouviam atentamente.
Dois aspectos não passaram despercebidos os presos, uns que conseguiram fugir deste espaço e do mouro que para poder fugir deste degredo se converteu ao cristianismo.

Por fim, falou-nos da importância de conhecer esta zona, pois quando o mar beija o rio Tejo só os verdadeiros pilotos a conseguem atravessar em segurança.

Esta explicação só é tão perfeita pois foi dada por quem ali passou a sua infância e ama aquele espaço como ninguém, motivo pelo qual organiza este passeio para que - «o que está longe da vista não esteja longe do coração».

Mentiríamos se disséssemos que não pretendíamos logar esta cache para obter um smile na confluência do mar e rio em Lisboa. Durante a visita tivemos conhecimento que da cache só a tampa existia, mas o owner já está preparado para estas eventualidades e colocou outra em sua substituição, outro geocacher arranjou um logbook e assim todos pudemos registar a nossa presença.

Um obrigado especial ao Tiago Ok, por ter colocado esta cache neste local magnifico e por ter conseguido levar uma séria de geocachers inseridos no passeio da associação, o que não foi tarefa fácil.

O tempo passou a correr e quando vagueávamos pelo Forte, soou um alarme a informar que só tínhamos mais dez minutos para desfrutar da paisagem e daquele local, onde a água límpida já batia com bastante força de modo a criar pequenas ondas junto das muralhas.

Colocados naquela embarcação que parece voar sobre água, ainda fomos brindados com velocidade e cortes das ondas, para gáudio de todos os que lá vinham. 
Obrigado a todos os geocachers presentes. corvos
1045corvos201107301331

 

Única cache que serviu para comemorar uma milestone simultânea entre os dois primeiros no ranking de founds (por enquanto Found it)


Found it Found it hulkman

 

 

October 1, 2010

#4000, 01-10-10 19:35, Found it with Cachebox!

Já lá vão quase quatro anos de andanças nisto do geocaching, e apesar de não ligarmos muito a isto das milestones, o facto desta milestone coincidir com a #5000 da Team Prodrive, fez-nos procurar uma cache que em conjunto nos enchesse as medidas! Depois de algumas hipóteses, todas muito meritórias, resolvemos vir até esta cache para comemorar este marco dos 4000 caixotinhos encontrados!

O Gustavo ficou encarregue de organizar com o skipper Bruno Martinho a logística para que tal fosse possível! De um dia para o outro estava tudo combinado e só faltava mesmo chegar a hora para podermos iniciar a aventura!

Saímos do trabalho e seguimos directos para a marina de Oeiras, onde encontrámos o Gustavo, o Hugo e o Ricardo já à nossa espera. Burocracia tratada, barco verificado e atestado e lá seguimos nós em direcção ao farol! Nunca pensei que pudéssemos ir até ao farol... e muito menos comemorar o found #4000 numa cache lá!

Apesar dos avisos que nos íamos molhar, rapidamente percebemos que a ondulação estava baixa e que não iria haver problemas relativamente a isso! Em menos de nada estávamos no "cais" do farol... Aqui a adrenalina dispara, pois o barco não atraca... fica ali perto e temos que perceber o momento certo para irmos saindo, sem que o semi-rígido se desfaça de encontro às rochas!

Estávamos todos fora do barco, e por nossa conta! Metemo-nos a explorar um pouco da ilha, e seguimos em direcção à cache! Na exploração ainda consigo apanhar com um pouco de uma onda que resolveu saltar para as rochas... felizmente levei a bolsa impermeável do PDA, senão neste momento provavelmente estaríamos ainda a tentar encontrar a cache sem gps! Lá seguimos até à cache, sempre apreciando a beleza do lusco fusco neste local tão mítico! Bela forma de comemorarmos esta efeméride! Encontrada a cache, e feito o log, lá seguimos novamente em direcção ao "cais". Desta feita, a adrenalina dispara ainda mais, pois as correntes insistiam em não deixar o barco aproximar-se de forma segura do cais... Num momento em que está próximo a Maja é a primeira a regressar ao barco. Novamente as correntes afastam o barco, e na próxima tentativa é uma manobra acrobática do nosso skipper que nos possibilita o regresso ao barco em segurança, mesmo tendo de fazer algumas acrobacias para lá chegarmos !

Depois, restou-nos apreciar o belíssimo passeio já com a noite a pôr-se até à praia de Carcavelos! Esta marginal já de noite e vista do mar é realmente muito bonita! Estava na hora de regressarmos e terminarmos esta aventura!

Resta-nos agradecer ao owner pela excelente cache, ao nosso skipper pela possibilidade de fazermos esta cache, e ao Gustavo, Hugo e Ricardo (e Elsa que desta feita não pôde ir) da Team Prodrive com quem já partilhámos excelente momentos de geocaching desde que nos conhecemos há uns anos atrás!

TNLN.

 

Found it Found it Prodrive
October 1, 2010

19H30M
#5000

Quatro anos depois de ter começado esta actividade, surge o momento da celebração do Found #5000. Confesso que nunca liguei em demasia a estas efemérides, mas o capricho matemático desta celebração coincidir com o Found #4000 do Team Hulkman com quem temos partilhado inúmeras destas aventuras, fez-nos preparar algo de diferente.

No cardápio das possibilidades para esta celebração, havia escolhas de luxo, cada uma mais aliciante que a anterior, entre elas, fazer a caminhada da Far Away So Closed na companhia dos próprios GreenShades, descer A Fenda na companhia dos owners, juntar-me à Irmandade do Ponto Z na companhia de JC e os seus 12 discípulos ou até mesmo assinar o log-book em queda livre a 4200 metros de altitude. Tudo possibilidades muito tentadoras que nos encheriam a alma, mas que devido a incompatibilidades de agenda, foram sendo descartadas. Felizmente há outros números redondos, e outros quadrados para celebrar nesta cruzada até ao infinito e mais além .

Tendo a celebração do Found #1000 sido feita num parque ambiental (Paúl da Tornada), o #2000 na Serra da Arrábida (Half a Mountain), o #3000 nuns palmos debaixo de terra (Grutas da Salustreira) e a #4000 num local perdido (Convento do Monfurado), havia a vontade de assinalar esta Milestone com uma cache diferente das outras quatro grandes celebrações anteriores.

Chegar até à decisão de celebrar na Torre do Bugio ambas as Milestones, foi um processo tortuoso de eliminar as inúmeras possibilidades, que tal como esta nos deixariam extremamente realizados pela conquista.

Decidido que estava o local da efeméride, faltava apenas colocar a logística em marcha para conseguir encontrar a cache, e a opção de contactar o skipper Bruno Martinho (917537788 para os interessados ), também ele Geocacher, não se poderia ter revelado mais feliz. De um dia para o outro tínhamos assegurado o transporte para 5 pessoas desde a marina de Oeiras até ao Farol do Bugio. Um número perfeito que permitia levar para além do João e da Maja (Team Hulkman), o Prodrive Jr e também o meu irmão Ricardo, que no fundo foi o iniciador de toda esta loucura que tem sido para nós o Geocaching.

Chegara então o momento de meter o semi-rígido dentro de água e dar início à aventura. A ameaça de grande ondulação prometia uma viagem bastante molhada, mas assim que fizémos a primeira milha, rapidamente percebemos que o mar estava flat e que o risco de nos molharmos à séria seria bastante baixo.

A luminosidade do entardecer, com o sol perto da linha do horizonte dava a este passeio uma tonalidade magnífica, propício para algumas belas fotos apesar da trepidação provocada pelo embate do zebro nas ondas a uma velocidade de cerca de 40 kms/h. Ainda assim, o resultado fotográfico foi bastante satisfatório.

Rapidamente estavamos a desembarcar no pequeno cais do Bugio. Uma manobra que provoca alguma adrenalina devido ao improviso com que foi feito. Ainda assim ninguém caíu ao rio, e a água que nos molhou era apenas resultado do embate das ondas contra o cais, muito mais meiguinhas que as marés vivas de Inverno que proporcionam grandes imagens ao esmagarem-se contra a fortaleza do farol parecendo fazê-la desfazer-se em milhentos bocados.

A partir de aqui estávamos por nossa conta e risco. Apesar do skipper conhecer bem o esconderijo da cache, deixou-nos sozinhos à mercê da seta do GPS. Enquanto uns a seguiram, outros não quiseram desperdiçar esta oportunidade, quiça única, para poder explorar cada recanto desta ilhota que é bem maior que aquilo que parece quando vista a partir da costa.

Passados alguns minutos já estávamos todos concentrados no Ground Zero para a grande celebração. A busca não era muito insistente. Estavamos mais empenhados em registar fotograficamente o momento e em explorar cada recanto que propriamente em procurar a cache, mas já que lá tínhamos ido, não poderíamos regressar sem assinar o log-book. Mais um pouco de empenhamento e o container estava nas nossas mãos.

A magia do Bugio está em nos sentirmos isolados quais prisioneiros de Alcatraz, naquele local remoto onde o Tejo abraça o Oceano Atlântico, e poder apreciar toda a tranquilidade envolvente, sobretudo aqueles cinco, sete minutos de lusco fusco em que o sol se esconde no horizonte. Sabia bem estar ali bastante mais tempo eventualmente a olhar as estrelas ao som das ondas a embater nas rochas, mas era tempo de regressar.

Embarcar no pequeno zebro foi outra aventura, mas com a perícia e alguns números acrobáticos do nosso skipper, foi possível fazê-lo sem a necessidade de gritar "Homem ao mar".

Como bónus ainda tivémos um pequeno passeio até à Praia de Carcavelos e uma perspectiva diferente do Forte de S. Julião da Barra, já com a marginal toda iluminada ao melhor estilo da Côte d'Azur. Que bela que é a linha costeira ao longo do Tejo, vista à noite, do rio.

Mais umas milhas nocturnas de passeio pelo Tejo e era hora de voltar à marina de Oeiras onde terminaria esta pequena aventura que assinalaria a nossa Milestone das 5000 caches encontradas.

Que as próximas sejam tão memoráveis como estas! TFTC. TNLN.

Team Prodrive

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