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27 October 2019 Written by 

Caminito del Rey

O Caminito del Rey é um percurso espetacular com cerca de 8 km que acompanha um canal de água sobre o rio Guadalhorce, cravado em desfiladeiros, perto de El Chorro, Málaga, Espanha. O caminho vertiginoso foi criado para facilitar o acesso à hidroelétrica construída a montante do desfiladeiro, tendo sido inaugurado pelo rei espanhol Afonso XIII em 1921. Desde então, após décadas de abandono, as estruturas ficaram degradadas e o caminho transformou-se num ícone para atividades radicais, sendo considerado um dos mais perigosos do mundo.

Este caminho foi um projeto adiado durante demasiado tempo. Há cerca de 10 anos passamos pela região e ficamos a conhecer a sua existência, mas sem material de segurança a aventura não era obviamente viável. Fomos depois adiando algumas idas com colegas. A partir de 2015 deixou de ser possível percorre-lo na sua versão original, pois foi recuperado. Curiosamente, esta foi também a principal razão para nos convencer que não poderíamos continuar a adiar a visita.

Em rota pelo sul de Espanha, após uma estadia na encantadora Ronda, seguimos para o desfiladeiro. Sendo um percurso linear, é necessário pensar o regresso ao local de partida. Sugere-se a utilização do autocarro disponibilizado pela organização. Em boa hora, optámos por deixar o carro no final do percurso, El Chorro, e seguimos de autocarro para o início.

O percurso divide-se em várias partes. Depois de uma caminhada com cerca de 2 km até ao posto de controlo, contorna-se a represa e entra-se no desfiladeiro Gaitanejo. O passadiço serpenteia nas encostas vertiginosas dos penedos gigantes. Tudo é espantoso e digno de registo; o mais difícil é mesmo conseguir que a paisagem abissal caiba entre as quatro linhas da fotografia. Segue-se um percurso plano pelo vale escondido, avançando então para o fabuloso desfiladeiro Gaitanes, com passagem por chão em vidro sobre o abismo e a ventosa ponte Colgante. Na outra margem, a linha de comboio vai acompanhando a nossa viagem. Após a vertigem, o final está à distância de um quilómetro calmo.

O percurso é avassalador, agora menos radical e mais seguro. Qualquer relato ou fotografia ficará sempre aquém da sensação de o viver. Tendo em conta a procura elevada, especialmente durante os períodos de férias, o melhor é tratar da reserva com antecedência. Qualquer dúvida, pela Internet existem inúmeros sites com boas dicas para programar a experiência. Boas vertigens!

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

 



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