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28 January 2015 Written by 

Gato Maltês found O Menir

 

 

 

#624 - 17:18

Hoje, a terceira segunda-feira de 2015 terá sido, atendendo ao que dizem os entendidos, o dia mais infeliz do ano. Conjuntada com esta premonição “blue”, que é como quem diz triste em português e também porque fica sempre bem expressar-se em inglês nestes relatos, ainda que na ligeireza de um vocábulo único, o meu signo do Zodíaco tinha-me reservado um cardápio daqueles que nem aos mais azarados se destina. Se por acaso, obra do destino ou mesmo do demo, ou apenas porque sim, eu me tivesse apercebido de tudo isto logo de manhãzinha, a esta hora ainda estaria com as fuças enfiadas na almofada, no escuro protegido do quarto e com um colar de alhos ao pescoço. 

Nestas coisas de premonições proféticas, previsões que os cometas e as estrelas escrevem nos céus, cartas da Maya e outras “sui generis”, eu acredito e respeito-as piamente. Acredito tanto como a tribo, de um famoso e gordo gaulês que carregava pedras como as que dão o nome a este tesouro, acreditava que o céu lhes poderia cair em cima. 

Por isso, sinto-me abençoado e protegido por não sei bem quem, mas certamente alguém com muito poder. É que ao longo dos quase 65 quilómetros, por trilhos escorregadios e empinados que pedalei, não caí nem desmontei, nenhum pneu furou e a bicicleta não avariou.

Sem não esquecer que a previsão “mentirológica” também falhou e nem um pingo de chuva me brindou nesta sortida.

Além do mais, no dia de maior infelicidade do ano, eu e os meus amigos do pedal, fomos sempre, quando a inclinação orográfica não nos atrapalhava o fôlego, numa galhofa à séria. Bem, tirando a parte em que o céu ficou mais escuro e carregado e eu, ou o que resta da minha reencarnação gaulesa, só pensava – Tomara que o céu não me desabe em cima! – É que enfrentar um firmamento carregado de ameaças do deus Thor e sem ajuda da poção mágica não deve ser tarefa facilmente exequível. 

Mas adiante, porque nestas coisas de superstições e futurologia cada qual acredita e é seguidor apenas se assim quiser. O mesmo se passa nesta “cena” de procurar plásticos, no que se refere à cegueira pelos caracteres numéricos que traduzem a grandiosidade, supremacia e sabedoria extrema dos seus prosélitos. A numerologia, para mim, é interessante apenas pela revelação das grandezas da distância percorrida e altimetria acumulada neste género de aventuras pedalísticas. O resto, como cantava a alegre Rita Lee, que se dane. Por isso, nesta jornada, o objectivo era visitar o local onde se encontra esta cache e relembrar tempos idos, nos quais, cada volta de BTT para estes lados tinha sempre paragem obrigatória neste fantástico miradouro. Além de servir para descansar um pouco e retemperar as forças, a paragem também servia para contemplar as vistas que se alcançam dali. 

Já conheço este local muito antes do Dave Ulmer ter escondido algo especial e hoje revisitei-o para o revelar aos meus companheiros do pedal. Sempre pensei que merecia uma cache e ainda bem que alguém se encarregou de a colocar, pois este é um local que merece ser partilhado.

A dignitária estava bem de saúde e apareceu, seguindo a dica, com relativa facilidade. 

OPC – TFTC

NO TRADE (Nem pegadas deixamos)

PS: Há “blue Mondays” bem coloridas e felizes e esta foi uma delas.

 

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