26de Maio,2022

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11 September 2011 Written by  Flora Cardoso

Geotalk - Cacheiros Viajantes

Com 5 nomeações e uma cache galardoada no projecto Prémios GPS, Os Cacheiros Viajantes terão seguramente alcançado o estatuto de owners de sucesso graças à extraordinária consistência nas caches publicadas, com listings particularmente cuidadas a promover destinos de excepção. O GeoPt.org quis conhecer melhor esta equipa vencedora!


• Os Cacheiros Viajantes são Owners de 10 caches, publicadas entre 2005 e 2008, todas elas activas e de boa saúde! Mas afinal, quem são as personagens escondidas atrás deste nick name no plural?

Vamos lá começar pelo princípio! Eram os idos anos de 2005, e as caches em Portugal eram umas poucas centenas. Foi o Cachapim o primeiro a descobrir o Geocaching, após ter recebido um GPS como prenda de casamento. Rapidamente aliciou o Cache-a-lote e os Ouriços Cacheiros para as suas excursões em busca de caixinhas de plástico. O Robin da Mata, mais cético, foi o último a alinhar nas aventuras. O núcleo duro dos Cacheiros são assim quatro antigos colegas de curso, amigos de há 27 anos.
Pouco tardou até o mesmo Cachapim sugerir a colocação conjunta de uma cache, num bonito recanto da Serra de Arga. Surgiu assim o coletivo Os Cacheiros Viajantes, tendo como objetivo exclusivo a criação de novas caches.

 

 • Todos os elementos da vossa equipa têm perfil individual no geocaching.com. Qual é o vosso ritmo actual na prática da actividade?

O ritmo de cada um varia com a disponibilidade pessoal. Não somos praticantes intensivos.

• Continuam atentos à evolução da modalidade? Combinam preferencialmente o geocaching com outras actividades de ar livre?

Seguimos com particular interesse a colocação de caches em zonas naturais (ex: Gerês, Alvão, Estrela, Arga, Freita, etc). Dessa forma aliamos o interesse por caminhada em montanha, canoagem ou observação botânica com o prazer de visitar locais que de outra forma desconheceríamos.

The Lost Nazi Mine foi recentemente eleita a melhor cache do ano de 2005 pela comunidade! Esta forma de reconhecimento tem para vocês um sabor especial? Como é que acolheram este prémio?

A atribuição do prémio foi a confirmação do prazer que outros geocachers tiveram em fazer esta cache. Isso é, para nós, motivo de grande satisfação.

• Esta cache tornou-se um ex-líbris incontornável no panorama do Geocaching em Portugal! Referenciada em 24 bookmarks, já conta com 55 favoritos e um álbum notável, que ultrapassa as 300 fotografias. Do vosso ponto de vista, o que é que faz da The Lost Nazi Mine uma cache de excelência?

A surpresa de vislumbrar uma paisagem idílica no final de um túnel escuro e frio explica grande parte do fascínio desta cache. Mas com certeza que o contexto geográfico e histórico também contribuem para o interesse geral.

• A descoberta desta cache assemelha-se a uma pequena lição de história contemporânea! A listing numa linguagem simples e cativante, transporta-nos para o tempo da segunda guerra mundial, e a visita ao ex centro mineiro de Rio de Frades é uma surpreendente aula ao ar livre! Foi nesse espírito que criaram esta cache?

Essas razões contribuíram muito para o nosso interesse na criação da cache. É um período muito difícil do nosso passado recente, pleno de misérias e incertezas, que se revela nos meandros destas minas. Mas foi também importante o fato de a Serra da Freita ter sido o local das primeiras explorações de montanha de alguns dos Cacheiros Viajantes, recordando tempos de aventura e descoberta.

• Muitos Geocachers elegem esta cache para comemorar uma efeméride especial, foi o caso do Migueis a comemorar os seus 400 founds, o Lmpinto a comemorar os 500, ou mais recentemente o Prodrive a festejar o dia de aniversário neste belíssimo cenário. Continuam a acompanhar estas aventuras e a ler os logs das vossas caches com entusiasmo?

Há logs que proporcionam leituras muito interessantes e demonstram bem o entusiasmo e prazer dos geocachers. Para além da The Lost Nazi Mine, inúmeros logs das nossas caches no Gerês são longas e aliciantes narrativas de aventura e perseverança, que se leem com prazer.

• Nas palavras do Cachapim durante a cerimónia de entrega dos prémios GPS, “Numa altura em que Portugal está a passar por um período problemático (…) temos um país tão bonito, de norte a sul, que vale muito a pena descobrir”. Na vossa opinião este também é um dos objectivos do Geocaching? Valorizar e partilhar o que de melhor Portugal tem para oferecer?

O Geocaching tem contribuído inegavelmente para a descoberta de muito do Portugal desconhecido. Talvez não seja esse o objetivo primordial da modalidade, mas é uma vertente que devemos valorizar.

• The Lost Nazi Mine é a vossa menina dos olhos, ou há alguma outra cache em que tenham mais orgulho do que nesta, e que considerem ser merecedora de igual destaque?

Orgulhamo-nos de todas as 11 (atualmente) caches que colocamos. Tendo graus de dificuldade e contextos distintos, todas nos deram prazer em criar e têm um significado especial, seja por apelarem a memórias coletivas mais ou menos remotas ou por representarem locais que nos atraíram pelas suas características históricas ou naturais. Podendo parecer imodestos, achamos que cada uma das nossas caches apresenta motivos de interesse que poderão satisfazer os que se propuserem fazê-las.

• Os Prémios GPS de alguma forma vos motivaram para retomar a colocação de caches, partilhando assim mais alguns paraísos perdidos do nosso país que a generalidade das pessoas desconhece?

Após os Prémios colocamos a Valley of Darkness, terminando a Trilogia das Trevas. Tê-lo-íamos feito mesmo na ausência do prémio. Fomos motivados pelo prazer da descoberta de novas paisagens no Gerês. Continuaremos a colocar caches, sem pressas, sempre movidos pelo desejo de partilhar fascínios e encantamentos.

• Enquanto Geocachers, os Prémios GPS também vos motivaram para procurar algumas das Nomeadas, Finalistas e Vencedoras, ou vocês já tinham uma lista bem definida e referenciada daquelas que queriam visitar?

As caches destacadas pelos Prémios GPS permitem orientar as nossas seleções com base em critérios de qualidade bem estruturados. Numa altura em que abundam caches de pouco interesse, a existência de indicações fiáveis sobre a qualidade das caches é muito bem-vinda.

• Como é que vêm a tendência de crescimento exponencial do Geocaching em Portugal? Isto de alguma forma afecta o vosso Geocaching?

A expansão desta atividade era inevitável. Sem dúvida que isso tem tornado difícil o planeamento de uma jornada dedicada ao Geocaching. São usuais as desilusões, mas vão surgindo também novas caches muito interessantes, que justificam o esforço e os quilómetros percorridos. No final, a memória filtra as experiências menos boas, e ficam as recordações de descobertas marcantes e momentos bem passados.

• Que conselhos é que dariam a um Geocacher que agora quisesse esconder uma cache com aspirações a cache de excelência?

Quem somos nós para dar conselhos? Mas lá vai. Deem prioridade à vossa própria descoberta. O prazer que sentirem em planear e colocar uma cache será provavelmente partilhado pelos que se propuserem descobri-la.

Obrigada Cacheiros Viajantes pela disponibilidade, e especialmente pelo valioso contributo dado ao Geocaching nacional!



2 comments

  • Comment Link Carina Marú 14 September 2011 marú

    Este pessoal são uns "Senhores"...

    As caches deles são autênticos desafios da Natureza :)

  • Comment Link Pache 11 September 2011 Pache

    Caches como Temple, Heart of Darkness, Pé do Cabril e Escape from Mysterious Island.... são muito mais "CACHE" que a LostNazi... mas pronto, não ganhou!

    A Valley já está na lista ;)

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