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22 April 2011 Written by 

GeoTalk - Paulo "The_Ateam" Pache

Owner e co-owner das caches nomeadas aos Prémios GPS, Tripeirum, One for the road Fonte Fria, PNPG's MasterDegree, XXL Challenge - [Mina dos Carris], Irmandade do Ponto Z e O Nome da Rosa

Como é que o geocaching apareceu na tua vida?

Algures em Fevereiro de 2007 tinha acabado de instalar o TomTom no meu Nokia 6600 equipado com um GPS Zappa. Procurava algures no portalppc POIS de supermercados, restaurantes, radares… e encontrei uma categoria chamada “Geocaching”. Fui googlar o que significava tão esquisito nome e dei de caras com uma página da Wikipédia que me despertou a atenção… qualquer coisa como:

“Geocaching é um passatempo e desporto de ar livre no qual se utiliza um receptor de navegação por satélite (por enquanto apenas Sistema de Posicionamento Global - GPS) para encontrar uma "geocache" (ou simplesmente "cache") colocada em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa (ou tupperware), fechada e à prova de água, que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis, moedas ou bonecos para troca.”

Ora… achei tão interessante que andei a cuscar o que havia pelo Porto e fiquei entusiasmado por saber que poderia procurar cerca de 10 caches no Porto e arredores. Para não ir fazer figura de urso, decidi convidar o Sérgio, e fomos numa tarde de Sábado procurar 4 caches entre Leça e Matosinhos. Mais tarde juntou-se o Manel e o Miguel e voi lá… the_Ateam!

Como é que o geocaching apareceu na tua vida?

Algures em Fevereiro de 2007 tinha acabado de instalar o TomTom no meu Nokia 6600 equipado com um GPS Zappa. Procurava algures no portalppc POIS de supermercados, restaurantes, radares… e encontrei uma categoria chamada “Geocaching”. Fui googlar o que significava tão esquisito nome e dei de caras com uma página da Wikipédia que me despertou a atenção… qualquer coisa como:

“Geocaching é um passatempo e desporto de ar livre no qual se utiliza um receptor de navegação por satélite (por enquanto apenas Sistema de Posicionamento Global - GPS) para encontrar uma "geocache" (ou simplesmente "cache") colocada em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa (ou tupperware), fechada e à prova de água, que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis, moedas ou bonecos para troca.”

Ora… achei tão interessante que andei a cuscar o que havia pelo Porto e fiquei entusiasmado por saber que poderia procurar cerca de 10 caches no Porto e arredores. Para não ir fazer figura de urso, decidi convidar o Sérgio, e fomos numa tarde de Sábado procurar 4 caches entre Leça e Matosinhos. Mais tarde juntou-se o Manel e o Miguel e voi lá… the_Ateam!

Daí para a frente não mais parou, tornando-se até um vício… felizmente acho que estou curado e já tomo a coisa com moderação!

PNPG - Tem um significado muito importante para ti e uma das caches nomeadas é sem dúvida o reflexo disso. Porquê?

No PNPG respira-se vida! Das primeiras caches que fiz no Gerês foi a Fenda da Calcedónia, durante o evento de Geoacampamento de 2007. E trepar a fenda com um grupo de cerca de 25 pessoas e encontrar uma vista de cortar a respiração, sentir o silêncio, olhar o infinito… foi fantástico. Mais tarde fiz a primeira caminhada a sério… ir à “Tou às Aranhas”, um desafio de 26km que me deixou de rastos no dia seguinte, mas que na segunda-feira me deixou à procura de outros desafios semelhantes… Mais tarde a Stairway to Heaven e como tinha companhia que partilhava comigo o mesmo gosto de andar por aí a percorrer quilómetros de paz por trilhos fantásticos… ficou decidido que o meu objectivo “profissional” de Geocaching era “limpar” a zona verde do Gerês.

Quando o consegui, cerca de um ano depois de mo propor, decidi criar a MasterDegree precisamente no dia em que o mapa ficou cheio de smiles com fundo verde. Não é mais do que uma tentativa de promover as caches fantásticas que fiz ao longo do tempo naquele espaço fantástico. Não é mais do que um agradecimento ao Geocaching por me ter oferecido tantos e bons quilómetros de trilhos nas pernas, não é mais do que viver a parte melhor disso tudo - os bons amigos.

Porque gosto do PNPG? Porque lá sou feliz!

Para além de caches nomeadas no Porto, como é o caso da Tripeirum, tens mais caches nomeadas noutros distritos como é o caso da tão emblemática Irmandade do Ponto Z no distrito de Aveiro.
Como surgiu essa cache e o fascinio pelo Urbanex.

Urbex… também eu já cometi esse erro “gramatical”

Lembro-me de ter visitado a primeira vez o Convento de Seira (Convent of Storkes) e o meu camarada de cachadas ed10 me tentar arrastar para a exploração… na altura não acedi porque estava com pressa… mas fiquei com aquela sensação de curiosidade ) Felizmente já lá regressei e pude vasculhar cada centímetro.) Prometi a mim mesmo não voltar a dizer que não a uma exploração… e desde então tudo que são mansões, fábricas, espaços abandonados, de facto fascinam-me… Não é mais do que fechar os olhos e imaginar como seria a actividade naqueles locais no passado… como seria antes de ter ficado degradado, ao abandono…. É o sonho secreto de encontrar uma passagem escondida, escavada por um qualquer louco do século passado, que nos leva a descobrir um tesouro… não necessariamente um Tupperware com um logbook e um lápis lá dentro. Ou um artefacto, um papel, um calendário de mil novecentos e carqueja… e é isto que me faz sorrir.

Ainda tenho na memória os 250km que fiz depois de um dia de trabalho para ir explorar um sanatório em Paredes de Coura – Os Geocachers devem estar loucos. Foram 3horas de exploração que me fizeram sorrir e muito. Mais uma vez: a companhia também ajuda, e muito

Podemos esperar o regresso da Irmandade?

A história do nascimento da Irmandade vem do gosto por locais desconhecidos… Num passeio, sem que nado o fizesse prever, descobri-mos a quinta… Num fim de semana seguinte voltamos para explorar o local… e depois regressamos novamente para explorar aquele túnel que nos ficou gravada na parte do cérebro que deseja aventura, adrenalina, gosto pelo desconhecido. Quando entramos por aqueles túneis, e no fim, depois de passar por água até ao joelho e dar de caras com o “templo”… fiquei estarrecido… tinha acabado de encontrar a passagem, o meu maior segredo, o sonho de qualquer puto… tinha de o partilhar, não só com a equipa fantástica que reuni nesse sábado para a exploração. Mais uma vez… os amigos!

A cache teve tanto sucesso que nem eu esperava… recebi uma vez uma chamada da Portokeil a contar-me que estavam lá famílias inteiras para fazer a cache. Naturalmente, como qualquer lugar remoto, abandonado, quando têm demasiado movimento levanta ondas de desconfiança nos locais e o resto da história é já conhecida.

No entanto, e por ser uma cache que me diz muito… ainda não desisti dela. Confesso que sou avesso à burocracia, e tendo em conta também a distância, ainda não me dediquei a 100%… mas quem sabe.

A Tripeirum foi uma das primeiras Wherigo nacionais, criada numa altura em que eram poucos os dispositivos compatíveis para a tornarem possível encontrar. Qual a aceitação que este tipo de caches teve na altura e qual a evolução que podemos esperar?

Deu muito gozo fazer a Tripeirum. Sou um tipo com pouca criatividade, mas tinha ao meu lado o meu sócio que é um perfeito idiota (gajo com muitas ideias). Foram cerca de 2 meses de código, problemas com o motor de programação, testes no local, muitas viagens de barco! Podia até ter sido a 2ª cache Wherigo a aparecer, mas foi melhor assim. Ficou pelo menos um pouco mais perfeita!

Por ser algo diferente na altura, a malta tinha curiosidade, mas os problemas que os dispositivos móveis têm em correr a aplicação demoveu alguns. As ferramentas para as tornar mais uma cache feita no sofá, e a quantidade de caches que já nasceram entretanto, torna-as em apenas mais umas.

Evolução? Bem, se pensar-mos que o Builder mais actual continua a ser “Alpha” e data de Maio de 2008… não me parece que tenha havido grande evolução ou vontade de evoluir por parte de quem faz o jogo realmente mexer. As capacidades são muitas, mas podiam ser ainda mais, tornando a experiencia de jogo ainda mais interessante.

De minha parte, há duas Wherigo novas no forno para atirar cá para fora… mas falta-lhe ali algum sal… pode demorar um mês, ou um ano… vamos a ver.

Das várias histórias que vivenciaste no geocaching qual a que mais te marcou?

Dificil… Aldeia da Pena, As expedições à Serra da Estrela com bombos, as Travessias do Gerês, as caminhadas nocturnas no Gerês, as lagoas do Gerês, os 2300km do Camino Del Rey, os 45Km da Linha do Douro, as 6 subidas à Fenda da Calcedónia, os trilhos e as levadas com montes de paragens para ver estações e apeadeiros, as explorações de locais abandonados e minas, as portas de carros fechadas com chaves lá dentro, os pedidos de casamento em pleno Rio Mondego, são tantas… Não consigo distinguir apenas uma. Ao fim de mais de 2000 caches foram muitas… e muito boas. Há é sempre um denominador comum entre elas: os amigos!

Quem tem paciência para ler os meus logs, já terá apanhado uma série de aventuras e desventuras… quem sabe um dia não sairá um livro com esses logs.

O que pensas dos Prémios GPS e de que forma é que achas que estes podem influenciar a maneira de preparar as "cachadas" de fim de semana dos geocachers nacionais?

Faço parte daqueles que pensam que “antigamente é que era”. Tenho saudades de ter poucas caches no mapa para escolher e a possibilidade de encontrar algo que realmente faça valer a pena sair de casa. Com o aparecimento deste grupo de caches “nomeadas”, filtradas, distinguidas, permite-me encarar essas mesmas caches como um objectivo. Se alguém gostou foi por alguma razão, foi porque valeram a pena…

Já não organizo as cachadas que organizava no passado, mas as que organizo tem normalmente pelo menos uma como objectivo principal, e essa “uma” é quase de certeza uma cache nomeada. Para teres uma ideia… as férias da páscoa foram pensadas para fazer uma volta por Évora e Beja com base nas caches nomeadas da região, podendo aliar num só fim de semana o que de melhor o Geocaching me ofereceu: Locais abandonados, caminhadas, locais fantásticos para tomar banho, e claro, levar os amigos!

Obrigado Paulo pela partilha e um forte abraço!



2 comments

  • Comment Link Bolacha 08 May 2011 bolacha

    Tanta lenga-lenga para dizer que gosta de visitar caches boas.
    E depois vai visitar caches "One for the road" sem GPS :-*

  • Comment Link Paulo
Hercules 28 April 2011 paulohercules

    Sócio por favor estou concentradíssimo! lol

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