12de Agosto,2020

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Carlos Costa

Carlos Costa

Thursday, 19 February 2015 17:15

Anúncio das Nomeadas dos Prémios GPS 2014

Tudo a postos para a edição de 2014 dos Prémios GPS. Começa a contagem decrescente para o anúncio das Nomeadas, a acontecer no dia 19 de Fevereiro a partir das 21 horas.

O processo de votação vai decorrer basicamente nos mesmos moldes do ano passado, até 24 de Agosto.

As Regras de Votação serão as mesmas do ano passado, e relembrando os aspectos essenciais, cada Geocacher poderá votar em metade das caches encontradas da Lista de Nomeadas até um máximo de 20.

Se não tiverem encontrado 40 caches dessa lista, poderão votar em metade das encontradas, sendo que em caso de número ímpar, o número de votos disponíveis será arredondado para baixo. Neste caso, os pesos dos votos a atribuir serão os mais baixos, podendo progressivamente atribuir os votos mais altos, à medida que forem encontrando mais caches da Lista de Nomeadas.

Tal como no ano passado, mantém-se a possibilidade de categorizar cada cache encontrada dentro de três categorias previamente estabelecidas (Local, Aventura e Recipiente) e posteriormente ordená-las dentro de cada categoria assinalada.

As 5 caches Finalistas de cada distrito serão conhecidas a 26 de Agosto a partir das 21 horas, e a Cerimónia de Entrega dos Prémios GPS acontecerá no dia 5 de Setembro no Auditório do Centro Cultural Municipal de Mirandela.

Os dados estão lançados, as expectativas são elevadas, dia 20 de Fevereiro será aberto o processo de votação.

 

Critérios de Pré Selecção

Este ano mudou-se bastante os critérios, no pressuposto verificado que a Classificação GCVote e o Comprimento médio dos Logs já não são bons indicadores da qualidade de uma cache. Assim foram abandonadas as fórmulas anteriormente utilizadas tendo os critérios sido bastante simplificados.

Assim o critério principal é claramente o rácio de favoritos / founds PM, sendo complementarmente utilizados também o número absoluto de favoritos e o rácio de fotos por found.

Assim chegou-se às 370 nomeadas pelos seguintes critérios

- Caches com rácio de favoritos >= 66,66%. Total de 294 caches.

- Caches do Top 100 de favoritos desde que com rácio >= 33,33% e não incluídas no critério anterior. Total de 44 caches.

- Caches do Top 50 de rácio de fotos desde que com rácio >=33,33%, mínimo de 5 founds e não incluídas nos critérios anteriores. Total de 19 caches. 

- Foi excluída uma cache arquivada por não ter respeitado as guidelines e três por terem tido menos de 91 dias de vida.

- Pelos critérios anteriores quatro distritos não atingiriam o mínimo de 8 nomeadas não arquivadas. Assim foram repescadas 17 caches prioritizadas por rácio de favoritos, total de favoritos e rácio de fotos dentro de cada um dos distritos em causa.

Os valores de rácios de favoritos para inclusão automática ou exclusão já tinham sido utilizados nas duas últimas edições dos prémios mas sendo aplicados à posteriori sobre os resultados das fórmulas. Agora o que se fez foi considerá-los de base.

Deixou de haver número mínimo de founds excepto para o critério de rácio de fotos. Isto por se considerar que embora este critério seja o único que se mantêm válido como critério de qualidade de uma cache em adicção aos favoritos, não deixa de ser um critério que poderia introduzir distorções em caches com muito poucos founds. Uma alteração que foi feita e já está refletida no excel do IAAN foi deduzir no número total de fotos as colocadas pelo owner da cache.

Os valores escolhidos para os critérios complementares Top 100 de favoritos (>= 27) e Top 50 de rácio de fotos (>=3,00) tiveram em conta chegar-se a um valor de nomeadas um pouco abaixo das dos anos anteriores o que se espera faça aumentar um pouco a qualidade média.

Os números de caches arquivadas nomeadas (12) e incluidas por quotas (17) são equivalentes a anos anteriores.

Thursday, 05 February 2015 14:30

Cache em destaque: Mal Pica no Tejo - GC4DAR2

Bem vindo/a a esta cache que o leva a conhecer o cais e ancoradouro de Malpica do Tejo, no rio com o mesmo nome, em Castelo Branco.

Uma cache de natureza, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional, onde a paisagem é a grande mais valia deste local, e que vale bem a pena a deslocação. Um local onde a floresta se conjuga com o leito do rio Tejo, aqui represado pela barragem de Cedillo.

O local e a História

Estamos naquele que talvez seja dos menos visitados Parques Naturais do nosso país, o do Tejo Internacional, talvez por estar longe dos grandes centros urbanos e fora das rotas turísiticas, é um dos Parques que partilhamos com Espanha. Aqui, num local que não é de passagem e onde só vai quem realmente quer conhecer, há imenso por descobrir!

Felizmente que o Geopark Naturtejo veio dar a conhecer alguns dos tesouros que estavam esquecidos nesta região beirã do nosso país, mas alguns ainda ficaram por divulgar. Este foi um deles!

Nos arrabaldes de Malpica do Tejo, este é o ponto de contacto desta aldeia de Castelo Branco com o rio Tejo. É aqui que se situa o seu cais e o seu ancoradouro, onde os locais podem navegar nas águas da barragem de Cedillo, mesmo em frente à localidade espanhola de Herrera de Alcântara, e ao seu cais e ancoradouro. É também um dos mais bonitos locais da nossa fronteira com Espanha, onde literalmente a mesma se confunde e onde nos sentimos do lado de cá, quase que desafiando eles, os espanhóis, que estão do lado de lá.

Local de rica fauna e flora, não é de estranhar encontrar por aqui veados, javalis, abutres e outros animais que não estamos habituados a ver no campo.

E porquê se chama a este local Malpica do Tejo? Pois bem, a história está reflectida no nome desta cache, Mal Pica no Tejo, e o local onde está....

Conta-se que há muito, muito tempo, se fixou neste local, nas margens do Tejo e quando ainda não havia barragem, um pequeno povoado. Este povo, gente humilde e nómada, habituados a dificuldades, encontraram aqui um porto de abrigo. Refugiados das guerras e da fome, estavam ali num local onde ninguém os encontrava, ninguém os incomodava, pois tal era a dificuldade em ali chegar, que a unica maneira era pelo reino vizinho de Castela, nessa altura em guerra com o jovem reino de Portugal, e atravessando o rio. Bom, também do outro lado do rio se tinha fixado em tempos um povoado, que na mesma situação deste vivia isolado e longe de tudo e todos. Estes dois povos partilhavam o rio de onde tiravam o seu sustento, e usavam-no para comunicar entre si, partilhando bens e outras mercadorias. Mas, não durou muito tempo que o reino de Castela obrigou o povoado amigo a fechar a fronteira aos nossos, pois os nossos estavam do lado português, do lado do inimigo Portugal. Assim, terminaram anos e anos de sã convivência, e os que antes era amigos eram agora inimigos, mesmo que obrigados. A guerra tinha finalmente chegado ali. Os portugueses tiveram que construir uma fortaleza, uma torre de vigia, a que hoje chamamos a Torre da Atalaia ou Torrinha, pois precisavam de vigiar os seus antigos amigos. Mas....algo de terrivel estava para acontecer: como agora já não podiam trocar bens com o outro lado da fronteira, só podiam alimentar-se com o peixe do rio e alguma caça que por ali havia. E contam os antigos que eles tanto pescaram, tanto pescaram, não tardou a que os pescadores dissessem "o peixe mal pica no Tejo, o peixe mal pica no Tejo, já não há peixe, temos que sair daqui!". E foi por isso, que esse povo abandonou as margens do Tejo e subiu para a colina para fazer um novo povoado, onde hoje é Malpica do Tejo, nome esse que teve então origem na malfadada sorte que tiveram enquanto estiveram nas margens do Tejo...

 

A Cache

Esta é uma cache tradicional que o leva a conhecer o cais e ancoradouro de Malpica do Tejo. Para lá chegar, prepare-se para uma pequena aventura!:)

Dirija-se a Malpica do Tejo e no centro da aldeia vá em direcção ao Rio Tejo. Não deixe de percorrer com calma e aprecie este local onde o tempo parece ter parado. Hoje muitas das casas estão vazias pois os locais em busca de um vida melhor há muito que partiram e emigraram. Ficaram as marcas de um passado não muito longínquo onde se trabalhava a terra e se lutava pelo pão do dia a dia com muita dificuldade. Ao fundo do lugar vai apanhar uma estrada de terra batida que começa a descer em direcção ao vale do Parque Natural do Tejo Internacional. Siga o caminho, e prepare-se para percorrer quilómetros e quilómetros de caminhos por montes e vales, por meio de florestas, até chegar perto do seu destino. Se tem uma viatura ligeira que não seja 4x4 deixe a sua viatura no miradouro antes da descida acentuada para o cais, de onde se tem uma vista priveligiada sobre todo o Tejo e as duas margens. Do outro lado fica Herrera de Alcântara e em baixo fico o cais e ancoradouro dessa mesma localidade, mesmo em frente a nós. Caso seja inverno e o caminho esteja enlameado é preferível deixar o carro antes de começar a descer, a cerca de 1km da cache. A partir daqui vá a pé e desfrute, mas guarde energias e fôlego para a subida no regresso! :)

A cache está junto ao cais flutuante, no cimo da encosta. Se for verão, não deixe de aproveitar para um banho no rio. E também leve um pic nic para desfrutar com a família ou amigos enquanto aprecia a calma deste local. Vá com tempo, aprecie a paisagem e os monumentos. Por fim pegue na cache,  faça o log e desfrute! Do outro lado, em frente do cais, quase a meio do rio, sobressai das águas a antiga construção a que se chama a Torre da Atalaia ou Torrinha. A Oeste do cais, na margem do rio, a uns 50m deste e à direita quando se está de frente para o rio, estão as ruínas de antigas habitações. Se for verão ou o nível das águas estiver baixo poderá visitá-las. Era aqui o local que conto na história acima. Ah, é verdade...a história fui eu que inventei, mas podia muito bem ser verdade! :)

A cache tem logbook, stashnote, um pequeno lápis e algumas prendas. O material de escrita não é para levar, e deixe algo de valor semelhante ao que levar. Partilhe depois a história da caçada no seu log.

Espero que gostem!:)

Esta cache é um tupperware de tamanho Small de medidas +/- 12x8x8cm.

Deixe-a exactamente como a encontrou, colocando-a também da mesma maneira, no mesmo local e bem tapada. Verifique que não está a ser observado enquanto retira e coloca a cache no sítio. Do seu cuidado depende a boa saúde desta cache. Obrigado.

Geocache: Mal Pica no Tejo

 

 

 

Wednesday, 28 January 2015 12:30

Gato Maltês found O Menir

 

 

 

#624 - 17:18

Hoje, a terceira segunda-feira de 2015 terá sido, atendendo ao que dizem os entendidos, o dia mais infeliz do ano. Conjuntada com esta premonição “blue”, que é como quem diz triste em português e também porque fica sempre bem expressar-se em inglês nestes relatos, ainda que na ligeireza de um vocábulo único, o meu signo do Zodíaco tinha-me reservado um cardápio daqueles que nem aos mais azarados se destina. Se por acaso, obra do destino ou mesmo do demo, ou apenas porque sim, eu me tivesse apercebido de tudo isto logo de manhãzinha, a esta hora ainda estaria com as fuças enfiadas na almofada, no escuro protegido do quarto e com um colar de alhos ao pescoço. 

Nestas coisas de premonições proféticas, previsões que os cometas e as estrelas escrevem nos céus, cartas da Maya e outras “sui generis”, eu acredito e respeito-as piamente. Acredito tanto como a tribo, de um famoso e gordo gaulês que carregava pedras como as que dão o nome a este tesouro, acreditava que o céu lhes poderia cair em cima. 

Por isso, sinto-me abençoado e protegido por não sei bem quem, mas certamente alguém com muito poder. É que ao longo dos quase 65 quilómetros, por trilhos escorregadios e empinados que pedalei, não caí nem desmontei, nenhum pneu furou e a bicicleta não avariou.

Sem não esquecer que a previsão “mentirológica” também falhou e nem um pingo de chuva me brindou nesta sortida.

Além do mais, no dia de maior infelicidade do ano, eu e os meus amigos do pedal, fomos sempre, quando a inclinação orográfica não nos atrapalhava o fôlego, numa galhofa à séria. Bem, tirando a parte em que o céu ficou mais escuro e carregado e eu, ou o que resta da minha reencarnação gaulesa, só pensava – Tomara que o céu não me desabe em cima! – É que enfrentar um firmamento carregado de ameaças do deus Thor e sem ajuda da poção mágica não deve ser tarefa facilmente exequível. 

Mas adiante, porque nestas coisas de superstições e futurologia cada qual acredita e é seguidor apenas se assim quiser. O mesmo se passa nesta “cena” de procurar plásticos, no que se refere à cegueira pelos caracteres numéricos que traduzem a grandiosidade, supremacia e sabedoria extrema dos seus prosélitos. A numerologia, para mim, é interessante apenas pela revelação das grandezas da distância percorrida e altimetria acumulada neste género de aventuras pedalísticas. O resto, como cantava a alegre Rita Lee, que se dane. Por isso, nesta jornada, o objectivo era visitar o local onde se encontra esta cache e relembrar tempos idos, nos quais, cada volta de BTT para estes lados tinha sempre paragem obrigatória neste fantástico miradouro. Além de servir para descansar um pouco e retemperar as forças, a paragem também servia para contemplar as vistas que se alcançam dali. 

Já conheço este local muito antes do Dave Ulmer ter escondido algo especial e hoje revisitei-o para o revelar aos meus companheiros do pedal. Sempre pensei que merecia uma cache e ainda bem que alguém se encarregou de a colocar, pois este é um local que merece ser partilhado.

A dignitária estava bem de saúde e apareceu, seguindo a dica, com relativa facilidade. 

OPC – TFTC

NO TRADE (Nem pegadas deixamos)

PS: Há “blue Mondays” bem coloridas e felizes e esta foi uma delas.

 

Log.

 

 

 

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