30de Junho,2022

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08 March 2012 Written by  António Almeida

Fotografar com iPhone, GPSr e afins - Parte I

Na apresentação que fiz no evento Let's Talk about Geocaching à velocidade da luz sob ameaça do Migueis e da Lusitana Paixão para despachar, ou iríamos comer o lombinho de porco frio, fiz uma ligeira abordagem à importância da fotografia para um melhor Geocaching, mais apelativo e rico em comunicação visual.

Isto é um pouco como ir de férias e não tirar umas quantas fotografias para mais tarde recordar nem que seja apenas a uma morenaça que sai da água em topless trajando um pequeno fio dental branco transparente. Tu vais desejar ter uma potente lente com Zoom e com toda a certeza que não queres perder os momentos da saída de água nem tão pouco a altura em que se afasta e fica voltada de costas para ti… É como se fosse o nascer e o pôr-do-sol, mas a cores!

No Geocaching é a mesma coisa e são inúmeros os momentos que merecem ser contemplados com calma, descontraidamente e guardados em excelentes memórias fotográficas mas que muitas vezes ficam perdidos debaixo do argumento que apenas tens a máquina fotográfica do iPhone, do GPSr, do Android ou até mesmo do pequeno telefone.

É um falso argumento!
Não tens cão? Caça com gato!

Obviamente que, como diz o povo, cada macaco no seu galho, e o galho destes equipamentos não é propriamente o da fotografia mas se prestares atenção a alguns pormenores irás ver que os resultados serão surpreendentes e dignos de orgulho. Memoriza, treina e utiliza os seguintes conselhos nas tuas fotografias iChickenLittle.

É uma câmara fotográfica? Trata-a como tal!

O erro comum na utilização dos celulares (irei utilizar este termo mas englobo iPhones, Androides, GPRs, Tablets e o diabo a quatro), como dizia, o erro comum de utilização dos celulares, e até mesmo das máquinas fotográficas compactas, está logo na forma como seguras o equipamento.
Ora bolas! Se queres fotografia, segura-o lá como equipamento fotográfico. Sei que são engraçadas as caras que fazes quando afastas o celular para fazer uma fotografia, mas com um equipamento destes qualquer vibração, por mais pequena que seja, é meio caminho andado para arruinar um bom momento fotográfico.

Aproxima o celular do teu corpo segurando-o com as duas mãos. Tenta que o cotovelo do braço oposto ao que carrega no obturador se apoie no teu tronco ou inclusivamente poderás apoiá-lo num muro ou qualquer suporte firme.
Não hesites em fazer um apoio, por exemplo com um livro aberto em forma triangular, para imobilizar o celular utilizando o temporizador para o momento final. Este é um bom método para fotografia de paisagem, por exemplo.

Zoom? C’a zoom, encosta-te a mim!

Zoom com celulares? Esquece, isso é coisa de ficção cientifica utilizada no Espaço 1999 para fotografar a Maya quando se transformava em minhoca.
Zoom, só com sistemas ópticos feito com conjuntos de lentes que utilizam as leis da física para “aproximar” assuntos distantes. É impossível criar tal sistema nas reduzidas dimensões dos equipamentos celulares, quem sabe no futuro com materiais da nanotecnologia, mas no presente o zoom dos celulares é 100% digital.
Quando pedes para fazer zoom num celular o equipamento irá fazer exatamente o mesmo que tu quando fazes zoom sobre uma fotografia num programa de imagem como o Paint do Windows, por exemplo. A partir de determinado momento a imagem transforma-se em pontinhos, os píxeis, que a compõem. Mais tarde, em casa com o teu programa favorito, fazes o tratamento que desejas da forma mais eficiente e com a possibilidade de cancelar se não for do teu agrado. Com o celular uma vez fotografado com zoom e o ficheiro de imagem criado, já não há nada a fazer. Esquece lá o zoom celular e aproxima-te do assunto até teres a composição que desejas. Queres fazer uma macro duma flor, encosta-lhe bem o celular, quem sabe ela não faça um telefonema.

Isto é Hi-tech, pá! Usa a máxima resolução.

Fotografar com celulares estás logo à partida condicionado a um conjunto de limitações, como o caso da ausência de zoom óptico. Deixa que as limitações fiquem pelo que ainda está imposto pelo estado tecnológico e aproveita ao máximo todas as capacidades disponíveis no teu celular.
Não sejas poupado com a memória. Aos preços que estão os cartões de memória no mercado, não se justifica abdicar da resolução máxima. Esta é uma lei de ouro que deverás respeitar.
Quanto maior for a resolução, maiores são as possibilidades de execução de pós-produção no computador de forma a corrigir algumas lacunas que o equipamento não pode contornar.
Certifica-te nas definições do celular que fotografas por norma com a máxima resolução fotográfica.

Limpeza cirúrgica da lente

Qualquer grãozinho ou partícula que assente na lente resulta inequivocamente em manchas e pontos inestéticos que podem comprometer com “gravidade” a fotografia perfeita.
Nos celulares esta questão é ainda mais importante não só pela reduzida dimensão da lente na qual a mesma partícula ocupa um maior espaço na composição relativamente a uma DSLR, por exemplo, mas essencialmente porque ainda não perdeste a mania de pousar o celular na mesa do café em cima das migalhas, na mesinha de cabeceira a levar com o lençol polar em cima, dentro do bolso juntamente com quilos de coisas que vão deste restos de tabaco a bocadinhos de lenços de papel e sabe-se lá mais em locais por entre os meandros do interior das malinhas de senhora.
As lentes do celular estão sempre muito sujas. Esta é uma observação a executar de forma constante para os resultados ideais.

Luz, câmara… Acção!

A fotografia consiste em pintar com luz pelo que esta característica é crucial para toda e qualquer foto.
Sem possibilidades de acoplares um flash ao celular, e esquece a emulações atualmente existentes que iluminam pouco mais de meia dúzia de centímetros, é fundamente que estudes o assunto que estás a fotografar e verifiques se está bem iluminado, sem sombras projetadas nele, por exemplo a tua e qualquer outro efeito luminoso que resulte de forma negativa.
A não há flash de enchimento pelo que está completamente fora de questão fotografar em contraluz, seja ela proveniente do sol ou do farol dum automóvel.
Obviamente que deves explorar as fotografias noturnas e silhuetas. A criatividade começa quando ignoras as regras impostas.

Notas finais

Esta é a primeira parte de dois artigos que dedico à fotografia com equipamentos que não foram especificamente desenvolvidos para esta atividade como o iPhone, GPSr, Android, Telefones Celulares, Tablets entre outros.
No Geocaching muitas vezes é mais confortável utilizar este tipo de equipamentos mas depois surgem muitas vezes os argumentos que não se consegui os melhores resultados por causa dos mesmos.
Tal não é verdade e não precisas de ir já a correr comprar o topo de gama das DLSR. Acredita em ti, segue estes questões e não tarda irás queres exibir os teus trabalhos com orgulho.



2 comments

  • Comment Link António
Almeida 08 March 2012 ajsa

    Juro por tudo quanto é mais sagrado que a minha ideia para o artigo de hoje estava entre a utilização de filtros ou fotografar paisagens primaverais.

    Não resisti e escrevi este artigo precisamente a pensar em ti. :)
    Agora já não tens desculpa. No próximo mês quero ver grandes fotos tuas a concurso para justificar à minha filha os meus pedidos manhosos de poses com um Android. hehehehe

    Estou a brincar contigo. ;)

  • Comment Link Luís
Silva 08 March 2012 lgass

    ando eu a queixar-me disto... só para me fazeres passar mais vergonhas tu :p

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