09de Dezembro,2019

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Tuesday, 06 December 2016 17:00

Clã-Destinos - #2 Amarante | Guimarães

Clã-Destinos, a rubrica trimestral que vos sugere a descoberta de caches, locais, aventuras e eventos nos distritos do Porto e Braga.

Sejam bem-vindos à segunda edição!

Depois de dedicarmos a primeira edição às capitais dos distritos, vamos descobrir outros recantos do Norte, igualmente cheios de história, paisagem, arquitetura e... caches, claro!

Relembramos que organizamos a rubrica em 3 tópicos principais: sugestão de rota ("Por ruas e ruelas"), caches de destaque ("Boua pa carago!") e eventos ("Bamos pó conbíbio"). Para os mais distraídos ou para os que pretendem recordar os objetivos destes tópicos: podem consultar a primeira edição aqui.

Com o frio e a chuva, pode reduzir a procura de caches, mas à mais pequena oportunidade, escolhe-se a hora e o local de encontro e, rapidamente, projeta-se mais uma (duas ou três) aventuras que se traduzem em sorrisos virtuais, mas principalmente, sorrisos reais e contagiantes. Porque não repetir essa experiência no Norte? Entre a descoberta de mais dois concelhos, caches memoráveis e convívios a recordar, propomos a possibilidade de terem um Norte mais perto...

Os Ventos de Norte desejam a todos boa leitura!

 


...::: POR RUAS E RUELAS :::...

ROTAS

 

Nesta segunda rubrica, vamos descobrir os concelhos de Amarante (Porto) e Guimarães (Braga).

E para conhecer um pouco mais estes concelhos, vamos espreitar algumas estatísticas gerais:

Amarante: (published) 465 caches; cache com mais visitas - (tradicional-) 200 anos da defesa da ponte de Amarante by Callaeci ((found) 644); cache com mais favoritos - (tradicional-) Memórias de uma P.... Velha (AMT) by matrixamp ((favorite)45); cache com mais fotos - (tradicional-) #37 Rota da Levada de Canadelo by Callaeci ((photo-) 209)

Guimarães: (published) 278 caches; cache com mais visitas - (tradicional-) #14 Capela de Santa Cruz by matrixamp ((found) 1327); cache com mais favoritos e mais fotos -  (earth-) Labyrinth of Rocks by razalas ((favorite)59, (photo-) 366)

Preparem a lancheira ou o merendeiro, confirmem horários, registem as distâncias e preparem-se para descobrir mais sobre Amarante e Guimarães.

 

- DISTRITO DO PORTO -

Rota: Amarante - Um destino óbvio

Vamos passear por terras de Amarante ao encontro da sua história, cultura e natureza.
Para quem gosta de apreciar a arquitetura antiga, ao longo desta rota, vai ter oportunidade de encontrar inúmeros exemplos do românico e ainda muitos edifícios da Idade Média, principalmente no centro histórico da cidade.
Pode desfrutar ainda, de grande beleza natural ao longo das margens do Tâmega, excelente gastronomia e de boas caches.
O percurso é de aproximadamente 60 Km e de dificuldade média.


1 - (tradicional-) MOSTEIRO DE TRAVANCA by eterlusitano
Esta é a primeira cache desta rota e mostra-nos o lindo e majestoso Mosteiro de São Salvador de Travanca. Classificado como Monumento Nacional desde 1916, alberga a importante Igreja do Divino Salvador, hoje em dia o mais importante templo românico beneditino da região de Amarante, e um dos mais antigos do País. Integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico.
O Mosteiro de Travanca impressiona pelas suas dimensões, sobretudo a Igreja, edificada no século XIII: no exterior da Igreja, de três naves, impõe-se o portal principal, rasgado em corpo saliente, encimado por cornija sobre modilhões retangulares e ornado com mísulas (pedras salientes de apoio) em forma de cabeças de bovídeo. As arquivoltas possuem toros diédricos e nos seus capitéis estão representados aves com pescoços enlaçados, serpentes, figuras humanas e monstros que tragam homens desnudos. O portal lateral norte mostra uma composição semelhante. O interior é composto por diversas soluções artísticas e arquitetónicas do período medieval e posteriores. A sacristia, cujo espírito barroco sobressai nos arcazes e pinturas do teto, assinala as grandes reformas iniciadas na Época Moderna.
É de salientar ainda, a torre isolada, considerada uma das mais elevadas torres medievais portuguesas. O seu ar militar é puramente simbólico, destacando-se o seu portal ricamente lavrado, cujo tímpano apresenta uma original representação do Agnus Dei (Cordeiro de Deus), erguendo uma cruz patada.


 

 

2 - (tradicional-) Antigos Paços do Concelho - Amarante by QuestionMan
Esta cache leva-nos aos antigos Paços do Concelho, em Vila Meã.
Trata-se de uma construção dos fins do século XVI e princípios do século XVII, sob o reinado de Filipe III de Portugal.
Edifício de estilo barroco, planta longitudinal de dois pisos e constituída por um corpo retangular com alpendre adossado. Portal com remate elevado em volutas e constracurvas.
As fachadas principais (oeste) e lateral (norte) ostentam várias peças de granito trabalhado que dão um toque senhoril àquele edifício municipal, que tem sido tomado por baluarte de defesa do regresso de Vila Meã à categoria de sede do concelho, tal como sucedeu até 25 de outubro de 1855.
Testemunhos de pessoas, já falecidas, que nasceram pouco depois da extinção do concelho e que diziam falar pela boca dos seus pais, garantiam que ali funcionou o Tribunal (no 1.º andar) e a Cadeia (no rés do chão).
Atualmente no edifício está instalada uma extensão da biblioteca municipal de Amarante.
Aqui também podemos apreciar o pelourinho de Santa Cruz de Riba Tâmega. Data o século VI, de coluna com fuste liso e cilíndrico, que se eleva sobre três degraus e base quadrados. O pelourinho encerra numa superfície quadrada com toros de remate piramidal nos cantos e um outro de formato idêntico mas de muito maiores dimensões ao centro.

3 - (tradicional-) Igreja Matriz de Real, Amarante by QuestionMan
Esta Igreja Matriz de Real é uma Igreja que serve as 4 freguesias de Amarante e tem uma arquitetura moderna. Este local tem muitas oliveiras e um parque para crianças.

4 - (tradicional-) UMA CACHE NA VELHA DE REAL by CozinheiroT
A Igreja do Salvador situa-se na freguesia de Real, no extremo sudoeste do concelho de Amarante. Nas inquirições de 1258, a freguesia encontra-se designada por São Salvador que, sendo o orago, era por estes tempos o nome da localidade.
Existia, porém, o lugar de Rial. No caso desta freguesia, a designação de Real não provém, como à primeira vista possa parecer, de um termo ligado à realeza, derivando sim de rial, conjunto de várias nascentes, uma derivação de rigu.
A topografia e a localização da Igreja do Salvador comprovam-no: a freguesia está enquadrada num vale muito estreito, formado a nordeste por cumes ou cabeços e a Igreja encontra-se edificada numa pequena chã da encosta, em local isolado e ladeada por linhas de água.
Segundo as Inquirições de 1220, onze dos casais desta freguesia pertenciam a esta Igreja e os restantes aos Mosteiros de Mancelos, Travanca, Bustelo e à Igreja de Vila Cova.
Construída no primeiro quartel do século XIV e com alterações significativas na Época Moderna, este imóvel poder-se-á inserir no intitulado românico tardio.
No século XVIII, este espaço de culto estava devidamente embelezado e arranjado, transparecendo do elogio feito ao padre da freguesia pelo Visitador de 1760, quando refere o zelo colocado no arranjo da igreja.
Com a construção da nova igreja paroquial, em 1938, a Igreja do Salvador de Real cai no esquecimento coletivo, ressuscitando da deslembrança em finais da década de 80.

5 - (tradicional-) Lusitani: Tamega by Callaeci  
Esta cache faz parte de um grupo de 30 caches espalhadas por Portugal, uma em cada região.
Encontra-se na Praia Fluvial de Gatão, junto ao Rio Tâmega. No percurso até à praia, podemos apreciar a beleza do vale do Tâmega e conhecer alguns monumentos, nomeadamente a milenar Igreja de São João Baptista, classificada como Monumento Nacional desde 1940 e integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico.                      
Esta igreja está isolada na paisagem, é uma edificação que estende a sua cronologia de construção pelos séculos XIII e XIV. Na cabeceira encontram-se os elementos românicos mais expressivos. Além da fresta rasgada na parede fundeira, destaca-se, em ambos os lados, uma banda lombarda. Este modelo de cornija sobre arquinhos conheceu um particular acolhimento no românico do Tâmega e Sousa. Da época medieval são também as estreitas frestas da nave, o portal lateral sul e o arco triunfal. Composto por duas arquivoltas quebradas, mas facetadas e lisas, este é envolvido por um friso enxaquetado.
Na Época Moderna efetuaram-se as intervenções mais profundas, nomeadamente no exterior da fachada principal, com o acrescento da galilé e da torre sineira. Quer na nave, junto ao arco triunfal, quer na capela-mor, subsistem significativos trechos de pintura mural a fresco realizados nos séculos XV e XVI, onde se destacam representações do Calvário, da Coroação da Virgem, do martírio de São Sebastião, Santa Catarina de Alexandria e Santa Luzia.

6 - (tradicional-) Memórias de uma P.... velha (AMT) by matrixamp 
Esta cache proporciona-nos aventura e adrenalina. É um local que não é para todos, principalmente para quem tem vertigens. Trata-se de uma P…. velha, já desativada.

7 - (multi-) Porto Challenge - Amarante by QuestionMan / 8 - (multi-) AMARANTE É MÚSICA PRÓS NOSSOS OUVIDOS by eterlusitano / 9 - (multi-) Amarante é Linda! by QuestionMan 
Estas Multi Caches levam-nos a conhecer os recantos desta bonita cidade. Proporcionando-nos bons momentos e podem ser feitas em simultâneo. É uma verdadeira visita guiada, pois leva-nos a conhecer os seus principais monumentos, museu, jardins e a linda margem do rio Tâmega.

A Igreja de São Pedro está situada no Largo de São Pedro e foi construída no local da antiga capela de São Martinho e concluída em 1727. É uma igreja barroca do século XVIII. Da frontaria irrompe, ao centro, uma torre, acompanhada de dois patamares balaustrados, encimados com as imagens de São Pedro e de São Paulo. No topo da torre sobressai a mitra papal com a cruz de três braços transversais, de tamanhos decrescentes. No interior de nave única - coberta por abóbada de berço em estuque e revestida, na base, com azulejos - destaca-se o altar-mor, em talha dourada, onde figuram as imagens (século XVIII) dos quatro evangelistas São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João e nas capelas laterais, São Martinho e Nossa Senhora da Conceição. No entanto, do ponto de vista artístico, ganha protagonismo o teto da sacristia, revestido em talha de madeira, em cor natural, constituindo, no género, um dos melhores do país.
O Mosteiro de São Gonçalo de Amarante foi fundado em 1543 por João II. Tanto a igreja como o mosteiro foram concluídos durante o ano 1620. Este complexo monumental arquitetónico é conhecido pela sua fotogénica e gradual porta lateral do Renascimento italiano. Logo acima desta porta, existe uma galeria abobadada com cerca de 30 metros de altura, decorada com estátuas do século XVII, de João II e outros reis que governaram durante a construção do mosteiro, como Sebastião, Henrique e Felipe I.
No seu interior encontra-se um impressionante altar barroco, dourado e sustentado por gigantes com cauda de peixe, e o túmulo de Gonçalo, localizado numa pequena capela. A torre do sino do mosteiro foi adicionada durante o século XVIII.
Ao passear junto do convento, principalmente ao fim de semana, vai reparar nas barracas dos vendedores dos doces de S. Gonçalo que, por terem um aspeto fálico, são sempre motivo de curiosidade e de grandes gargalhadas. O nome dos doces também ajuda… chamam-se popularmente “quilhõezinhos de S. Gonçalo”. A tradição manda que, nas festas de S. Gonçalo, em junho, os rapazes ofereçam às raparigas que querem conquistar. Assim era antigamente, hoje em dia já não é bem assim. Mas, segundo a lenda, quem quer arranjar noivo tem de tocar no túmulo de S. Gonçalo, vai daí… que se assuma o santo como casamenteiro… mas das mulheres mais velhas.


“São Gonçalo de Amarante,
Casamenteiro das velhas.
Porque não casais as novas,
Que mal vos fizeram elas?”


Num dos claustros do mosteiro está alojado o Museu Amadeo de Souza-Cardoso. Foi fundado em 1947 por Albano Sardoeira. Este museu tem uma coleção eclética de arte moderna e contemporânea, e é uma verdadeira surpresa para os seus visitantes.
O nome deste museu deve-se ao filho favorito da cidade, Amarante Souza-Cardoso, um dos mais famosos artistas do século XX em Portugal. O museu exibe vários desenhos, retratos, caricaturas e pinturas abstratas; mas também tem outras importantes obras de artistas locais.
A Igreja de São Domingos está localizada abaixo da Igreja de São Gonçalo. Construída pela Ordem Terceira de São Domingos e concluída em 1725. É uma igreja redonda, de estilo barroco. O seu interior ilumina-se com a decoração em talha dourada (século XVIII). No altar-mor o conjunto do Calvário (século XVIII) estabelece o enquadramento, com a imagem, ao centro, de Cristo Crucificado – Nosso Senhor dos Aflitos – em pasta de papel policromada, ladeada por Nossa Senhora, São João Evangelista e Santa Maria Madalena, em madeira estofada a ouro e policromada. A imagem de Nosso Senhor dos Aflitos, outrora na capela do Pópulo, na igreja de São Gonçalo, por pertencer à ordem Terceira, foi trasladada em grande solenidade para a nova igreja que a irmandade construiu para o efeito. A ladear o arco que delimita a capela-mor podem ver-se dois serafins-tocheiro, datadas do século XVIII.

Atualmente esta igreja abriga o Museu de Arte Sacra, num espaço contíguo à mesma, onde é exposta a riqueza do legado patrimonial religioso. Este museu está dividido em dois pisos: no primeiro, com os espaços das artes decorativas, pintura, paramentaria e alfaias litúrgicas e, no segundo, com as salas de imaginária dos séculos XVI-XVIII e de imaginária do século XIX.
O Solar dos Magalhães é um edifício histórico que pertenceu à família Magalhães. Este edifício está em ruínas desde 1809, quando foi incendiado por tropas francesas durante as segundas invasões francesas. Conta-se que por cada dia que a resistência à ocupação francesa atrasava a passagem pela Ponte de São Gonçalo, a caminho de Vila Real, o General Loison retaliava incendiando uma casa nobre. Contrariamente à maioria das casas que foram incendiadas, o Solar dos Magalhães nunca foi reconstruído, permanecendo as suas ruínas testemunho dos violentos ataques. Hoje, é uma das principais atrações turísticas da cidade, e é outro símbolo de resistência e luta contra os invasores franceses.
Podemos ainda, usufruir de belas paisagens sobre a margem do rio Tâmega e aproveitar para tirar lindas fotos.

10 - (tradicional-) 200 anos da defesa da ponte de Amarante by Callaeci
Esta cache leva-nos à ponte de São Gonçalo. De acordo com a tradição local, por volta de 1250 o beato Gonçalo de Amarante terá construído ou reconstruído esta ponte, com os recursos oriundos de esmolas por ele obtidas na região.
Em 10 de fevereiro de 1763, essa ponte, onde a meio se erguia um cruzeiro, desmoronou devido a uma cheia excecional do rio. O cruzeiro, ou Senhor da Boa Passagem, conseguiu ser retirado uma hora antes desse acontecimento e, mais tarde, foi colocado na janela de um recanto da Igreja de São Gonçalo, ficando a Mãe de Deus a proteger o trânsito. É a imagem da Senhora da Ponte.
Em 1782 foi iniciada a reconstrução da ponte com projeto de Carlos Amarante, vindo a ser aberta ao trânsito em 1790. No ano de 1791 foi completada com dois pares de coruchéus, dois adornos em forma de urna eleitoral e uma bancada em cada varandim.
No contexto da Guerra Peninsular (1807-1814), quando da Segunda Invasão Francesa a Portugal, foi palco, durante 14 dias em 1809, da heróica defesa da Ponte de Amarante, contra as tropas napoleónicas em retirada para Trás-os-Montes.
Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910.

11 - (tradicional-) Os Encantos do Tâmega by QuestionMan
Esta cache leva-nos a conhecer uma pequena ilha do rio Tâmega. É um local de belíssimo encanto, o qual deve ser aproveitado para tirar belas fotos e apreciar a paisagem.

12 - (tradicional-) Parque Florestal de Amarante by QuestionMan
O Parque Florestal de Amarante debruça-se sobre o rio Tâmega, ocupando mais de 5 hectares de terreno, em Amarante.
A sua plantação teve início em 1916 com o objetivo de florestar a serra do Marão e a serra da Meia Via. No entanto, em 1985 um incêndio consumiu significativamente parte da serra do Marão.
Este parque é muito procurado, sobretudo no verão, para lazer, passeios pedestres e desporto. Alberga no seu interior importantes espécies vegetais, como o Ginkgo, surgido há 200 milhões de anos e considerada a árvore mais antiga do mundo.

13 - (tradicional-) Moínhos do Olo by Callaeci
O Rio Olo nasce no Parque Natural do Alvão, num local conhecido por "Fisgas" e desagua no Rio Tâmega.
A nascente do Rio Olo é próxima do lugar de Meroicinhas, freguesia de Lamas de Olo, concelho de Vila Real. A extensão do Rio Olo é de cerca de 36km até à sua confluência com o rio Tâmega, a jusante da Ponte do Borralheiro.
Durante este percurso banha território das freguesias de Rebordelo e Fridão na margem direita e território das freguesias de Canade/Olo e Vila Chã do Marão na margem esquerda, todas pertencentes ao concelho de Amarante.
No percurso dentro do concelho de Amarante, o Rio Olo foi desde tempos imemoriais aproveitado para mover inúmeros moinhos de rodízio. A água armazenada em açudes (paredes transversais) e conduzida para o "inferno" do moinho onde fazia girar as "penas" do rodízio e movimentar a mó movente que triturava o cereal!
Existe ainda no percurso final do Rio Olo uma Central Hidroelétrica construída durante a 1ª República, por iniciativa do presidente da Comissão Municipal Republicana, Dr. António do Lago Cerqueira, e que a partir de 1917 passou a assegurar a iluminação elétrica da Vila de Amarante.
O Rio Olo é um rio de pesca abundante e ali pontificam espécies como a truta, a boga, o escalo e o barbo. É também conhecido como rio “truteiro” pela abundância de trutas no seu caudal.
É um lugar muito bonito, que pode ser aproveitado para descansar e tirar boas fotos.

14 - (tradicional-) Amarante: Canadelo e Rebordelo by Callaeci
Esta cache leva-nos a duas belas aldeias de Amarante, junto ao rio Olo: Canadelo e Rebordelo.
Canadelo é uma aldeia preservada, com 12,92 km² de área e 121 habitantes (2011). Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Olo, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Olo e Canadelo com sede em Olo. O topónimo Canadelo está relacionado com uma antiga medida de líquidos, tal como a Canada. Canada possui, também, o significado de passagem ou caminho entre paredes ou estacas nos rios e ribeiros para o gado atravessar. Canadelo, como diminuitivo de canda, significa azinhaga ou carreiro.
Rebordelo é uma freguesia, com 15,66 km² de área e 365 habitantes (2011). O topónimo principal, Rebordelo, é um diminutivo arcaico, também medieval, que vem do singular latino robur – espécie de carvalho, a cuja criação o local se prestava. Rebordelo terá sido assim, em tempos remotos, um terreno onde proliferavam os carvalhos.

15 - (multi-) MARANCINHO by eterlusitano 
Multi simples a iniciar num belo Mosteiro e que nos leva a conhecer a simpática freguesia de Gondar e uma pequena parte do seu vizinho Percurso Pedestre "Rota do Marancinho".
A Igreja Velha de Gondar, também conhecida como Mosteiro de Gondar é de facto o que resta de um mosteiro beneditino, fundado por volta do século XII em honra de Santa Maria. No século XIV torna-se igreja paroquial. Chega ao século XX em estado de degradação sendo alvo de uma intervenção de conservação.
Inicialmente foi pertença de um mosteiro feminino da Ordem de São Bento, fundado no século XII. Todavia, a extinção do mosteiro, em 1418, e a consequente construção de uma nova igreja paroquial ditaram a sua paulatina ruína. Apesar das transformações sofridas no século XVIII, a fábrica original desta Igreja, de pequenas dimensões, constitui um bom testemunho de arquitetura românica tardia, conforme atesta o seu portal principal. É de realçar a cachorrada, de decoração geométrica, os seus alçados laterais e as mísulas que acusam a existência de um alpendre no lado sul da Igreja.

16 - (tradicional-) ABOADELA by eterlusitano 
Aboadela é uma freguesia rural atravessada pelo Rio Ovelha, é uma das maiores em extensão do Concelho de Amarante.
As primeiras referências históricas a esta freguesia datam das Inquirições de 1220. Ao longo da sua história, Aboadela recebeu diversos forais, sendo o último em 1514, atribuído por D. Manuel I.
Pode-se apreciar uma linda ponte românica, sendo um dos símbolos mais importantes da aldeia, e um dos exemplos mais importantes da arquitetura românica da região, quer pelo seu notável estado de conservação quer pelas suas características.
A ponte foi construída por volta de 1630. Na mesma época de construção do cruzeiro e pelourinho.
Está construída sobre o rio Ovelha, um dos principais afluentes do rio Tâmega, é uma das ligações entre as duas margens de Aboadela.
Enquadra-se num meio rural, isolado, num vale rodeado por uma zona montanhosa da serra do Marão. Do lado esquerdo da margem a ponte é antecipada por um cruzeiro do século XVII e o acesso é feito por uma rua onde existe um conjunto de casas na sua maioria edificadas no século XVIII e XIX. Na outra margem o acesso está circundado de quintas e terrenos agrícolas, que se alarga junto à ponte, criando um espaço para estacionamento, com uma fonte e algumas árvores, aqui também se localiza uma praia com areal e onde funciona ocasionalmente um bar. A jusante da ponte existem várias plataformas com pequeno tanque e canais de condução de água, em cantaria. Próximo, na margem direita, ergue-se um velho moinho.
A ponte enquadra-se no estilo Românico, construída em granito e juntas preenchidas com argamassas e seixos, possui quatro arcos de volta perfeita de diferentes tamanhos sendo o segundo a contar da esquerda consideravelmente mais alto que os restantes, (os arcos laterais são mais achatados que os centrais), sobre os arcos assenta um tabuleiro plano no centro e rampeado nas extremidades, com pavimento lajeado de granito. Entre os arcos, para o lado da nascente, existem três talha-mares agudos interrompidos, a jusante, talhantes de planta retangular. Os parapeitos laterais são formados por duas fiadas de cantaria sobrepostas. Arcos apresentam com aduelas estreitas e compridas, de diferentes tamanhos, apresentando agulheiros do cimbre.
Depois de 2000 a ponte sofreu obras de restauro sobretudo ao nível da pavimentação, onde se procedeu à substituição do lajeado, recolocação de algumas pedras dos parapeitos, assim como a limpeza e remoção da vegetação que se tinha acumulado ao longo das últimas décadas.

17 - (tradicional-) Igreja de Santa Maria de Jazente by Callaeci
A Igreja de Jazente, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1977, integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico. Edifício com caraterísticas que se incluem na categoria de românico tardio, a Igreja de Jazente apresenta-se como um importante registo histórico nos antigos limites da diocese do Porto. A fachada é dominada pelo portal, um dos elementos que melhor denuncia a sua edificação tardia, mas é no seu tímpano que reside a sua maior originalidade. Aqui observamos uma cruz patada vazada sobreposta a um motivo idêntico, gravado no lintel que a sustenta. Na parte final do românico verifica-se uma tendência para furar o tímpano, não só com vazamento de cruzes, mas também com outros orifícios. Assim o confirmam as cinco aberturas em círculo em forma de cruz e envoltas por um duplo círculo gravado no granito, no portal lateral sul. No interior destaca-se a escultura gótica que representa o orago da Igreja, a Virgem com o Menino Jesus ao colo, dita de Jazente. Trata-se de um trabalho em calcário policromado onde Mãe e Filho transparecem amor filial e maternal. Jazente é, ainda, reconhecida por ter sido abadia de Paulino Cabral (1719-1789) que aqui paroquiou entre 1752 e 1784, do Arcadismo, movimento de letras classicista que teve o seu expoente em Bocage.

 

 18 - (tradicional-) Parque de Merendas de S. Simão by Callaeci
Mais um belo parque de merendas.
Um lugar envolvido em natureza…muito verde e muita água límpida. Propicio a descansar e a reforçar as energias.
É um local acolhedor que pode proporcionar bons momentos de convívio entre pequenos e graúdos, principalmente na época de calor.

 19 - (tradicional-) SRª DO CASTELO by eterlusitano 
Mais um cantinho deslumbrante! Fica numa aldeia muito pequena, meio perdida, mas encantadora… Carvalho de Rei. Foi uma freguesia deste concelho com 7,27 km² de área e 187 habitantes (2011). Era uma das poucas freguesias portuguesas terrotorialmente descontínua, consistindo em duas partes de extensão muito diferente: a parte principal (90% do território da freguesia) e um enclave (lugar de Pardinhas) a leste, quase encravado na antiga freguesia de Bustelo, não fosse uma pequeníssima confrontação a leste que, apesar de não ultrapassar umas centenas de metros, ainda era dividida entre a antiga freguesia de Carneiro (Amarante) e a freguesia de Loivos do Monte (Baião).
À medida que se caminha em direção à Senhora do Castelo, pode-se apreciar uma linda vista sobre a cidade e observar alguns espigueiros sobreviventes. Ao chegar ao cimo do monte, lá está a pequena capela acompanhada de uma vista fantástica! Pode-se subir, mais um pouco até ao miradouro… e a paisagem permanece deslumbrante! Bom local para umas boas fotos…

20 - (tradicional-) Parque de Merendas de Carvalho de Rei by Callaeci
Numa aldeia tão pequena, meia perdida… vamos encontrar mais um local interessante, propicio ao descanso e envolto numa paisagem magnífica. Lugar muito bem cuidado, onde se constata a grande devoção deste povo.

21 - (tradicional-) CANDEMIL: FLUVIAL E MOINHOS by eterlusitano
Candemil é mais uma das 26 freguesias do concelho de Amarante.
Localiza-se nas abas da serra do Marão entre a união de freguesias de Bustelo, Carneiro e Carvalho de Rei; Várzea; Ansiães e o concelho de Baião.
Caminhando para o Gz desta cache, avista-se os moinhos enquadrados no cenário da mini hídrica e da linha de água. Mais um belo local para descobrir.

22 - (tradicional-) Igreja de Ansiães _Amarante by asribeiro
Ansiães é mais uma das freguesias do concelho de Amarante, com 27,19 km² de área e 623 habitantes (2011). É a maior freguesia Amarantina.
Ansiães começa a ser citada como paróquia independente no início do século XIV. A antiga freguesia de S. Paio de Ansiães era vigararia anexa à abadia de Bustelo, e da apresentação da mesma abadia, pertenceu ao concelho de Gestaçô até Outubro de 1855, data em que este foi extinto. Assim, passa a Freguesia e a integrar definitivamente no Concelho de Amarante. O seu orago é S. Paio.


A beleza e as sensações que Amarante nos oferece não conseguem ser todas transmitidas em palavras, nem em imagens, o melhor é ir conhecer este magnifico concelho e sentir … ver…  apreciar… tudo o que ele nos tem para oferecer!
Assim terminamos mais uma proposta de rota, sem conseguir esgotar o que de bom Amarante tem para nos dar….



- DISTRITO DE BRAGA -

Rota: Guimarães - Aqui nasceu Portugal

 

Bem-vindos à cidade Berço de Portugal!

Para início da aventura, sugerimos que deixem o cachemobil no Parque de estacionamento das Hortas (N 41º 26.501 W 008º 17.295). As caches que vos propomos para o período da manhã podem ser feitas a pé, durante um agradável passeio pelos jardins, praças, ruas e ruelas desta bela cidade medieval (Cache 1 a 6), cujo percurso é de aproximadamente 3 km. Sugerimos que recorram, posteriormente, ao cachemobil e continuem a viagem com ele, pois prevê-se a realização de cerca 68 km (Cache 7 a 19). Desta vez, sugerimos a Penha como local para almoço, por isso, não se esqueçam da merenda e roupa bem quente!

1 - (multi-) E Aqui Nasceu Portugal [Guimarães] by Pedro_Alvares_Cabral

Sugerimos que a rota seja iniciada com esta cache, que nos leva a fazer um pequeno percurso por locais emblemáticos do início da nacionalidade, tais como o Castelo de Guimarães e a Igreja de São Miguel, onde terá sido batizado Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.

A Igreja de São Miguel foi mandada construir do século XII, provavelmente pelo Conde D. Henrique, sendo um templo de estilo românico, de pequenas dimensões e de grande simplicidade arquitetónica. Tem um grande simbolismo pela sua ligação histórica ao período da fundação da nacionalidade e à tradição de ter sido aí batizado D. Afonso Henriques.

2- (unknown-) #223 | Castelo de Guimarães by matrixamp

O primitivo Castelo de Guimarães terá sido construído no século X, por ordem da Condessa Mumadona, pois os constantes ataques por parte dos mouros e normandos levaram à necessidade de se construir uma fortaleza para defender os monges e a comunidade cristã que viviam em seu redor. No século XII, com a formação do Condado Portucalense, foram viver para Guimarães o Conde D. Henrique e D. Teresa, que mandaram realizar grandes obras no Castelo de forma a ampliá-lo e torná-lo mais forte. Entre os séculos XIII e XV vários reis contribuíram com obras de melhoramento e restauro do Castelo. Contudo, perdida que foi a sua função defensiva, o Castelo entrou num processo de abandono e degradação progressiva até ao século XX, altura em que foi declarado Monumento Nacional, tendo sido efetuadas obras de restauro por essa ocasião.

3 - (earth-) The Castle's Cannonball Holes by Pessoal Da Terra

Esta Earthcache pretende dar a conhecer uma curiosidade geológica a que em Portugal é dado o nome de Pias. Estas podem ser encontradas na Colina Sagrada, junto ao Castelo de Guimarães. Devido à sua localização, as lendas e mitos locais referem que as mesmas foram provocadas pelas balas de canhão que eram disparadas contra o castelo.

4 - (tradicional-) #14 - Capela de Santa Cruz by matrixamp

A Capela de Santa Cruz, situada nas traseiras do Paço dos Duques na Colina Sagrada, foi construída no séc. XVII e é um excelente exemplar da arquitetura rural seiscentista. De planta retangular, é antecedida por um alpendre, muito semelhante a outros existentes em capelas da cidade e da região. Este desenvolve-se no eixo da igreja, sendo definido por pilares nos cantos e colunas nos intervalos, formando, no interior, uma espécie de bancada. Na fachada principal, em empena rematada por cruz, destaca-se o púlpito lateral em granito, e uma Santa Cruz, do mesmo material, situada do lado oposto. No alçado lateral, virado para o Castelo, ergue-se uma pequena torre sineira.

5 - (multi-) Da Oliveira à Penha II [Guimarães] by hfilipe, Lenan2do, Pedro Alvares Cabral and Pascoa

Esta multi-cache irá leva-los a conhecer 15 pontos fundamentais do Centro Histórico de Guimarães, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2001. Guimarães, cidade de origem medieval, tem as suas raízes no remoto século X. Ao longo dos séculos, Guimarães foi-se expandindo e organizando, sendo então rodeada por uma muralha defensiva. No decorrer dos séculos XVII e XVII construíram ainda algumas igrejas, conventos e palácios, surgiu o Largo da Misericórdia (atual Largo João Franco), mas a estrutura da vila não sofreu grande transformação durante este período. Só a partir de finais do século XIX, com as novas ideias urbanísticas de higiene e simetria, que a vila, elevada a cidade em 1853 pela Rainha D. Maria II, sofreu uma grande revolução urbanística. Foi autorizado e fomentado o derrube das muralhas, foram construídos os Largos do Carmo (hoje Largo de Martins Sarmento) e Condessa do Juncal, houve a abertura de ruas e grandes avenidas e posteriormente a parquização da Colina da Fundação e a abertura da Alameda. No entanto, quase tudo foi feito de um modo controlado, permitindo assim a conservação do seu magnífico Centro Histórico.

Aconselhamos a fazer todo o percurso, conforme a planta que se encontra disponível na listing para maior usufruto do local. Antes de se dirigirem ao Monte da Penha podem realizar as duas caches que se seguem... e para os que procuram um desafio maior e uma experiência memorável, porque não aproveitar a boleia do teleférico para subir ao monte?

6 - (multi-) #05 - Convento Sta. Clara / B.M.R. Brandão by matrixamp

O convento de Santa Clara situa-se em pleno coração da cidade de Guimarães, a meio da rua de Santa Maria. O seu fundador foi Baltazar de Andrade, mestre-escola da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, que em meados do séc. XVI deu início à obra e onde mais tarde criou uma instituição religiosa em honra da Virgem Santa Clara. O edifício tem uma fachada majestosa Barroca, bastante decorada e dividida em três corpos, tendo ao centro a figura da padroeira, num nicho, sobre o portal de entrada. O claustro de dois pisos é de tipo clássico. A extinção das ordens religiosas em 1834 levou ao abandono do convento. Em 1891 foi instalado o seminário de Nossa Senhora da Oliveira, a cuja inauguração esteve presente o rei D. Carlos sendo algum tempo depois o rés-do-chão adaptado a liceu e o 1º andar a internato municipal. Com a extinção da Colegiada em 1910 deu-se a oficialização do liceu. Desde 1975 até à atualidade funciona nas suas instalações a Câmara Municipal de Guimarães.

7 - (tradicional-) #02 - Teleférico by matrixamp

O Teleférico foi inaugurado a 11 de março 1995 e está em funcionamento durante todo o ano. Faz o transporte entre a cidade de Guimarães e a Montanha da Penha e proporciona uma viagem de 1.700 metros, vencendo uma altitude de 400 metros em apenas alguns minutos, onde se situa um extraordinário local de culto - o Santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha.

O Monte da Penha dispõe de espaço de restaurantes, hotel, bares, mini-golfe, circuitos de ciclo-cross, rotas pedonais e um magnífico Parque de Campismo de montanha que extasiam os milhares de visitantes anuais. A Penha é igualmente conhecida pelas suas magníficas caraterísticas naturais: autêntico santuário de vida natural com as melhores vistas sobre a região, até ao mar, dispõe de um monumental conjunto de rochas que convidam a uma visita demorada e de uma notável diversidade de espécies arbóreas.

Sugerimos que façam aqui a vossa pausa para o almoço. Podem optar por um dos restaurantes existentes ou simplesmente levar o farnel pois não faltam agradáveis espaços para piquenique.

8 - (tradicional-) ONDE MELHOR SE VÊ GUIMARÃES by eterlusitano

Deste fantástico miradouro é possível alcançar uma vista privilegiada sobre a cidade de Guimarães e de uma vasta região envolvente, que se estende até ao Oceano.

9 - (wig-) Black Box by WherigoTeam

Esta cache leva-os a percorrer vários pontos da Penha. Para os amantes das wherigo, ou simplesmente para os que queiram conhecer mais profundamente este magnifico Santuário e área envolvente, deixamos mais esta sugestão.

10 - (earth-) Labyrinth of Rocks by razalas

A beleza das geoformas graníticas, a sua diversidade em tipos, dimensão e abundância na área são uma atração para o público que visita o Monte da Penha. Elas resultam das caraterísticas do granito de Guimarães e dos processos de meteorização e de erosão diferencial que sobre ele atuaram ao longo do tempo. Na Penha existem quatro domos, que caraterizam a área e orientam a organização espacial, nomeadamente no que diz respeito a estradas principais, parques de estacionamento e a localização de infraestruturas religiosas, que se destacam nas zonas mais elevadas. O volume das geoformas é uma das caraterísticas que facilmente o público identifica, favorecido pela baixa densidade de fraturas na rocha granítica. Não são somente os domos que possuem grande dimensão, vários metros de diâmetro e altura, mas também os tor, pilares, bolas e blocos, alguns do tipo laje em várias posições e de curvatura diversa, a eles associados ou por vezes um pouco mais isolados. Os blocos mais exóticos são os suspensos, denominados de “penedo suspenso”. Há zonas com muita abundância de grandes blocos resultantes de fraturação do domo inicial, local. Nessas, os imponentes blocos encontram-se ainda muito próximos uns dos outros, de tal modo que é reconhecível a fratura comum, sendo o espaço entre eles estreito, interligado, criando a sensação para quem o percorre de um labirinto com desfiladeiros. Ocorrem também geoformas de pormenor, do tipo: pseudoestratificação; escamas; pias; oriçangas; e grãos eriçados.

Terminada a estadia na Penha, e no caso de terem usado o carro como meio de transporte, em vez do teleférico, sugerimos ainda que façam um pequeno desvio para ir conhecer o Santuário de Nossa Senhora da Lapinha.

11 - (tradicional-) Santuário Nossa Senhora da Lapinha by p_sa

A Lapinha situa-se na encosta nascente do Monte da Penha, na freguesia de Calvos e debruçada sobre o vale de Vizela, distando cerca de 10 km da cidade-berço. Neste polo de atracão de uma zona rural desenvolveu-se uma simbologia da cultura popular que envolve o culto daquela Senhora. A santa é padroeira e protetora das culturas, corporizando uma ligação estreita com a agricultura. A devoção também se evidencia, no dia da ronda (procissão que se realiza no Domingo a seguir ao dia 13 de junho), através da colocação no seu andor das primeiras uvas pintadas e da espiga madura, bem como de objetos de valor, numa manifestação de agradecimento pelas graças concedidas. Tudo acontece no decurso da ronda, que leva a Senhora da Lapinha de visita à sua irmã fidalga, Senhora da Oliveira. Ou seja, o povo simples da aldeia percorre dez quilómetros em procissão até à cidade, proporcionando o encontro das santas, mas dialogando simultaneamente e construindo um percurso antropológico indissociável da festa religiosa.

Sugerimos agora que se dirijam para norte, na direção da Vila de São Torcato, local onde selecionamos 2 caches.

12 - (tradicional-) Senhora dos Caminhos by nogs47e48

Esta cache tem como objetivo chamar a atenção para a imagem da Sra. dos Caminhos, que geralmente passa despercebido à maioria das pessoas que visitam S. Torcato. Este monumento, reconstruído no ano de 1988, é a primeira imagem a receber os visitantes e a dar-lhes as boas-vindas. Junto da imagem existe lápide, onde está gravada a seguinte frase: “S. Torcato a teus pés”. Despercebida pode, também, passar a cache se não houver olhares bem atentos.

13 - (tradicional-) Parque de S. Torcato by nogs47e48

O Parque de São Torcato está situado no centro da localidade e tem uma área de aproximadamente 3 ha. É um espaço amplo e muito agradável, onde passa um curso de água sob uma pequena ponte. O Parque possui um lago artificial, percursos pedonais e equipamentos de apoio, designadamente, um restaurante/bar e um parque de estacionamento. Detentor de uma fauna e flora diversificada, destaca-se um pequeno zoo de aves. O visitante do Parque tem ainda a possibilidade de apreciar, na escadaria que lhe dá acesso, seis magníficos painéis em azulejo que retratam, entre outros, alguns dos milagres atribuídos a S. Torcato.

No cimo do parque podem ainda visitar o Santuário de S. Torcato, um templo de estilo híbrido, com elementos clássicos, góticos, renascentistas e românticos. O imponente edifício encontra-se todo construído em cantaria de pedra de granito da região, sendo uma obra-prima do neomanuelino, cuja construção se iniciou em 1871 e estende-se até aos dias de hoje. O gosto eclético, surge dentro do contexto da época, com predomínio de elementos decorativos neo-românicos. A fachada é constituída por duas torres e um corpo central. Em planta, o templo tem a forma típica da cruz latina. No interior da Igreja encontra-se o corpo incorrupto de São Torcato.

Sugerimos agora que deixem a vila de São Torcato e rumem ainda mais a norte, já muito perto do limite com o concelho de Braga. Aí podem descobrir a Citânia de Briteiros e as fantásticas paisagens que dali podemos observar.

14 - (tradicional-) Prehistory Repeating by Ricardo Salta (adopted by musa)

Classificada pelo IPPAR como Monumento Nacional desde 1910, a Citânia de Briteiros é um sítio arqueológico da Idade do Ferro, situado no alto do monte de São Romão, na freguesia de Salvador de Briteiros, concelho de Guimarães. As ruínas foram descobertas pelo arqueólogo Martins Sarmento em 1875. Nos dias de hoje podemos ainda encontrar os restos de uma povoação, com traços culturais celtas, protegida por um conjunto de três muralhas, com dois metros de largura, em média, e cinco metros de altura. A influência da romanização naquele povoado, no século I a.C., é evidenciada em numerosos vestígios, tais como inscrições latinas, moedas da República, do Império, fragmentos de cerâmica importada, vidros, etc. Revela-se nesta cultura traços da influência indígena no dispositivo topográfico da povoação, no traçado das muralhas, na planta circular das casas, no processo da sua construção e na decoração com motivos geométricos. Um dos monumentos pré-romanos mais curiosos é um balneário, constando de uma pequena câmara redonda ligada a um recinto quadrangular. Os dois compartimentos eram divididos por uma estela de forma pentagonal, com uma pequena abertura no fundo para se poder passar de um para o outro. Uma das câmaras servia para se tomarem banhos de vapor, a outra para se tomarem banhos de água fria. As «mamoas» nas vizinhanças da citânia e as gravuras rupestres nas encostas dos montes próximos mostram ainda a existência de uma cultura autóctone anterior à romana. Esta citânia deva ter sido definitivamente abandonada no século III.

15 - (tradicional-) Vês o Vale 360? by rocktop

Muito próximo da Citânia de Briteiros, convidamos-vos a conhecer mais um miradouro natural, onde nos prometem ter uma vista panorâmica de 360º. E porque estamos na zona norte do concelho, não poderíamos deixar de visitar a maior vila do município vimaranense - Caldas das Taipas.

16 - (multi-) Passeio pela Vila by Frutas Soraiamgp K!nder

Esta multi-cache convida-vos a uma caminhada pela vila de Caldas das Taipas, passando por pontos essenciais da sua história e da atualidade. Caldelas é uma freguesia portuguesa do concelho de Guimarães, com 5 723 habitantes, elevada a vila em 1940. A sede da freguesia de Caldelas é conhecida por Caldas das Taipas, devido às termas reconhecidas desde a presença romana. Da época dos romanos, que utilizavam as águas com qualidades medicinais, ficaram alguns testemunhos, como a Ara de Trajano, com inscrições ao imperador. Foram encontrados diversos vestígios dessa época no local onde se instalou o primeiro balneário, que entretanto foi reconstruído para o que hoje é conhecido como Banhos Velhos. A descoberta de novas nascentes de água e a necessidade de construção de novas instalações para as termas, determinaram a localização do que ficou desde então conhecido como Banhos Novos. Depois de um período de interregno, as termas retomaram o seu funcionamento nos anos 80 e têm vindo a desenvolver melhorias técnicas, com objetivo de alargar os serviços. A vila teve um grande crescimento quer em termos de população residente, quer em termos de aglomerado urbano. Este crescimento explica-se, num primeiro momento pela instalação expressiva da indústria de cutelarias e num segundo momento, pelo facto da proximidade de duas importantes cidades – Braga e Guimarães e da melhoria das facilidades de acesso às cidades. Para além das termas, existe na localidade um parque de campismo, um complexo de piscinas e um parque natural que margina o rio Ave, que em conjunto, vincam a forte vocação turística da vila, que é ainda potencial e expectante.

Saídos das Taipas e rumando para sul, sugerimos uma paragem na Veiga de Creixomil para visitar a Ponte da Pisca e o Laboratório da Paisagem, uma belíssima recuperação de uma antiga unidade industrial situada na margem do Rio de Couros.

17 - (tradicional-) #23 - Ponte Romana Pisca by matrixamp

Embora conhecida localmente por Ponte Romana, a Ponte da Pisca é na verdade de origem Medieval, podendo denotar-se, ainda hoje, algumas caraterísticas construtivas típicas deste período, como o perfil do tabuleiro em cavalete. O arco mais pequeno é de volta quase perfeita ao passo que o arco maior é ligeiramente apontado, respondendo às necessidades estruturais próprias deste tipo de ponte. Localizada sobre o rio Selho, a ponte da Pisca servia a estrada que ligava de Guimarães a Vila do Conde. Esta via, que passava ainda pela ponte de Serves, era de extrema importância para a urbe vimaranense pois, por ela, se podia abastecer a cidade de produtos vindos do litoral.

Edificado junto à margem do Rio Selho e da Ponte da Pisca, o que lhe garante uma localização privilegiada, o Laboratório da Paisagem é um espaço que tenta consagrar a promoção do conhecimento e a inovação, a investigação e a divulgação científica, contribuindo para uma ação integrada e participada das políticas ambientais e do Desenvolvimento Sustentável. De uma antiga instalação fabril, nasceu a vontade de, combinando um trabalho multidisciplinar pensar e difundir ações e metodologias que contribuam para a construção de cidades ecológicas e sustentáveis, promovendo a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável em meio urbano. Pretendendo ser um espaço de produção de conhecimento, mas ao mesmo tempo um espaço público aberto à sociedade civil, o Laboratório da Paisagem tenta ser também, por excelência, um espaço de lazer e encontro, contribuindo para a reabilitação e revitalização da Veiga de Creixomil onde está inserido.

Continuando para sul, na direção do Alto da Senhora dos Montes, sugerimos que façam uma paragem junto do belíssimo exemplar da arquitetura religiosa medieval que é a Igreja de Serzedelo.

18 - (tradicional-) Igreja Românica de Serzedelo (Guimarães) by hfap

A construção do conjunto monumental de Santa Cristina de Serzedelo perde-se no tempo. De grande austeridade arquitetónica, com características românicas, provavelmente dos séculos XII-XIII, foi nos anos cinquenta do século XX restaurado pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. A igreja tem uma só nave, retangular, com capela-mor também retangular, cobertura de madeira e uma "ante-igreja" destinada a espaço funerário. Foi profundamente decorada com frescos, sendo especialmente digna de menção a Anunciação originalmente colocada sobre a fresta entaipada da capela-mor.

19 - (tradicional-) ALTO DA SRª DOS MONTES by eterlusitano

Para os amantes de vistas panorâmicas, sugerimos o término deste roteiro por Guimarães no Alto da Senhora dos Montes, onde existe um pequeno santuário, localizado num local muito ermo, no extremo das freguesias de Gandarela, Nespereira, Serzedelo e S. Cristóvão. Façam uma paragem e disfrutem das diversas vistas panorâmicas que este local proporciona, enquanto aproveitam para recarregar energias, antes do regresso a casa.

Assim termina a nossa proposta de viagem por Guimarães. Um local cheio de história, paisagens deslumbrantes e outros recantos para descobrir seja de verão ou de inverno.

 

Na próxima rubrica vamos descobrir as ruas e ruelas de Vila Nova de Gaia e Vila Nova de Famalicão.

 


 

...::: BOUA PA CARAGO! :::...

Caches em Destaque

 

Segue mais uma lista de 10 caches boas pa carago para visitar nos distritos de Braga e Porto. Claro está que não podiam faltar as duas vencedoras dos prémios GPS de 2015! Parabéns a todos pelos momentos que nos proporcionam... caches com locais inigualáveis, histórias memoráveis e significados profundos.


(letter-) Anita e o verdilhinho by quemprocuraacha, Sa.J.A e Artpins

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A maior parte das pessoas da nossa geração e da geração anterior lembra-se com certeza dos livros da Anita. Mais populares entre meninas do que meninos foram, ainda assim, uma marca da nossa infância. Esta personagem dos livros infantis foi criada em 1954 mas é ainda hoje lembrada. Esta letterbox traz-nos a vivência na primeira pessoa, da aventura da Anita e o verdilhinho. De ponto em ponto a aventura anima, com o objetivo de ajudar a Anita, com containers bem engraçados que nos levam o mundo das imaginário, desafios acessíveis mas bem conseguidos que fazem a delícia de miúdos e graúdos. A caminhada proporcionada na realização desta geocache é de alguma exigência mas completamente realizável e no final aconselhamos a não perder as belas paisagens que se podem contemplar no Santuário do Sameiro e Bom Jesus, de grande proximidade a esta Letterbox.


(tradicional-) Caminho Português da Costa by Paulo618

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O Caminho Português da Costa acompanha o Atlântico e as suas belas praias, ligando as cidades e vilas com forte ligação ao mar até encontrar, em Redondela, o Caminho Central que leva os peregrinos a Santiago de Compostela. Esta cache está colocada durante este mesmo percurso na margem esquerda do Rio Neiva que segue até ao Atlântico e que nos permite deslumbrar com a paisagem estuarina deste rio, local onde muitas aves migradoras encontram refúgio. Além de nos poder proporcionar um excelente passeio rodeados pela mãe natureza, também nos proporciona um sorriso gigante. Uma geocache com uma qualidade indubitável, um engenho artesanal que preza pela originalidade indiscreta com que se apresenta.

 

(unknown-) Despojos de Belinho by Paulo618

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Foram as violentas tempestades que se deram sobre a costa portuguesa em 2014 que permitiram um achado, quando puseram a descoberto mais de 1000 peças e fragmentos de naufrágios ocorridos entre o século XVI e XVII, estes despojos foram descobertos na Praia de Belinho em Esposende. Mesmo não sendo incomuns os materiais encontrados, pela sua quantidade e diversidade tornou-se um achado inédito no país e esta geocache chama-nos a atenção para a importância arqueológica desta descoberta. Uma geocache que nos presenteia com uma puzzlebox de fabrico artesanal de resolução curiosa, em que pacientemente se deve estudar o funcionamento do mecanismo. Um container construído com astúcia e que de forma simples se torna num excelente desafio para o aventureiro que o tentar abrir.


(tradicional-) O Bombardeiro by Bioengineer

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Esta cache leva-nos até um dos acessos à Praia da Apúlia, localizada na vila da Apúlia no concelho de Esposende. Uma praia com uma beleza singular onde poderemos ainda hoje contemplar o mar com um colorido dos barcos de pesca que se encontram espalhados pelo areal. A cache conta-nos uma história do passado dos habitantes desta vila, sobre a queda de uma aeronave nazi em 1942. O aeroplano de modelo "Condor" transportava 7 pessoas que não sofreram ferimentos, no entanto, despertou a curiosidade de muitos apulinenses que ainda hoje recordam esse dia. O desafio que a cache nos propõe é sem dúvida interessante, sendo necessária alguma destreza e paciência. A simplicidade do seu engenho chega a ser um desafio à nossa motricidade.

 


(tradicional-) Wish You Were Here by d3vil's Friends

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O conjunto serrano da Peneda-Gerês é uma das maiores atrações naturais de Portugal, pela rara e impressionante beleza paisagística, pelo valor ecológico e pela variedade da fauna. Para os geocachers acresce ainda ser o local onde se encontra a geocache vencedora dos Prémios GPS 2015 pelo distrito de Braga. Uma cache dedicada ao geocacher Roberto a.k.a. D3vil, onde lhe foi ceifada a vida, nesta mesma Serra. A geocache encontra-se localizada num local que inspira magia, à semelhança do que este geocacher inspirava aos seus mais próximos, familiares, amigos e conhecidos. Uma caminhada em modo aventura é o que espera a quem quiser descobrir este tesouro. E que fantástico tesouro... Em tudo uma homenagem, com uma geocache de sabor intenso, porém amargo pelo que o fez nascer e doce pelo que nos faz lembrar. Um logbook em versão de memórias e aventuras vividas pelo homenageado que leva o mais perfeito desconhecido ao sentimento puro de saudade.

 

(letter-) Ali Baba e os 7 Anões by OS CIVITAS

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Vencedora dos prémios GPS 2015, impossível não a destacar!
O que dizer?! A realçar a listing ... simples mas original, apropriada a qualquer idade... que leva qualquer geocacher a entrar no imaginário e a envolver-se na história preparada por esta fantástica letterbox.
O local proporciona um ambiente bem alusivo ao tema, envolvendo-nos ainda mais na história… uma autêntica floresta dos contos de fadas…
Uma letterbox muito bem elaborada com pormenores engraçados, que culmina com containers requintados. Altamente recomendável mesmo para os mais novos, devidamente acompanhados, claro!
O percurso é curto e razoavelmente acessível e a envolvente natural acrescenta à história.


(wig-) Porto's Templar Secret by Silvana & Mightyreek

(found) 302 (favorite) 140

Esta Wherigo é um verdadeiro guia turístico da cidade do Porto. Aceitar este desafio é a garantia de excelentes momentos passados na nossa sempre belíssima e nobre cidade invicta.
A história é fantástica, muito bem construída permitindo-nos uma viagem no tempo e enquadra-se na perfeição com os locais escolhidos! Locais estes emblemáticos e com muita história. É fascinante percorrer as ruas e ruelas, e apreciar pormenores fantásticos da história e arquitetura desta cidade.
Esta cache demonstra um grande trabalho de investigação sobre a cidade, e leva-nos de facto a viver um período importante da sua história.


(earth-) Dobras - Canyon do Rio Sousa by Pirat@

(found) 64 (favorite) 25

Esta earthcache leva-nos a um pequeno paraíso para observar um fenómeno geológico (dobras).
Após estacionar o veículo, no local indicado, e começar a percorrer o trilho até ao GZ é fascinante ver como a natureza têm a capacidade de se moldar de forma tão estranha e ao mesmo tempo, tão bela.
É um local fascinante, transborda frescura e beleza… é ótimo para tirar boas fotos!

(multi-) Monte de São Felix [Póvoa de Varzim] by SFMBR

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O monte de São Félix fica no concelho de Povoa de Varzim, na freguesia de Laúndos. Apesar da sua altura modesta, possui uma vista panorâmica magnífica sobre a cidade e as suas praias. Encontra-se no topo do monte o miradouro virado para a Planície Litoral e para a cidade.
Este monte possui vários elementos religiosos, como o Santuário da Senhora da Saúde no sopé e a Capela de São Félix no cume, ligadas por um escadório ajardinado pela encosta do monte. Quando cai a noite, o escadório é iluminado sendo facilmente visível a partir da cidade.
Alguns dos tradicionais moinhos aí existentes, foram convertidos em residências de férias e num bar.

(multi-) CONVENTO DE ALPENDURADA by eterlusitano

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Localizado na bonita freguesia de Alpendurada e Matos, no lindíssimo concelho de Marco de Canaveses, o Convento de Alpendurada é uma histórica construção, numa zona de grande beleza natural.
O Convento terá sido fundado no século XI, servindo a Ordem Beneditina, mantendo ainda hoje as celas dos monges a austeridade de outros tempos, embora que num enquadramento bem diferente.
O Convento sofreu trabalhos de restauro nos séculos XVII e XVIII, contudo ainda mantém muitos dos seus traços Românicos de grande beleza e importância, como na cozinha medieval, onde hoje se organizam ceias medievais.
Vale a pena fazer esta multi-cache e conhecer esta lindíssima construção situada num local idílico de grande beleza, entre uma zona de floresta e o fantástico rio Douro, respirando história e paz de espírito.
Atualmente, esta bonita construção está transformada numa unidade de turismo, oferecendo diversos serviços, mas enquadrando o valor patrimonial e traça original.


 

...::: BAMOS PÓ CONBÍBIO :::...

Eventos

 

(evento-) Saiu Agosto entrou Setembro by Batman03  (attended) 19

No passado dia 2 de setembro Batman03 resolveu reunir os geocachers em Paredes para se despedirem do mês de agosto, partilhando as histórias e experiências vividas.
Foram muitos os que atenderam à chamada e festejaram mais uma milestone do geocacher Mangusto73.


(evento-) As Helveticas no Porto - Swiss Girls in Porto by by Funny52 (attended) 23

Chegaram a Portugal no dia 30 de setembro para descobrir o Porto e o Minho através do Geocaching! Começaram por organizar este encontro de geocachers para partilhar as suas experiências e conviver com os geocachers portugueses.
Foi uma noite cheia de animação, petiscos e trocas de experiências.

 
(evento-) GeoFrancesinha de Outono by dpainem  (attended) 23

No dia 18 de novembro, Dpainem resolveu reunir os amigos geocachers para degustar uma francesinha e partilhar as experiências desta paixão que é o geocaching.
Ao sabor da francesinha, e não só, falou-se de novos projetos, de experiências vividas e de caches feitas.
Foi uma noite agradável e muito concorrida.
Durante a noite ainda fomos surpreendidos com a publicação de uma cache mesmo ali ao lado.


(cito-) Limpeza na Portela de Leonte by joom (attended) 6

Portela de Leonte, localizada na freguesia de Vilar da Veiga no concelho de Terras de Bouro. Foi este o local escolhido para um evento em modo CITO (Cache In Trash Out), realizado a 17 de setembro e que contou com a participação de alguns geocachers apaixonados pela natureza e que deitaram mãos à obra para ajudar a limpar um espaço que é de todos nós. Foi assim que este evento marcou a sua passagem pela Portela de Leonte, limpando o lixo que marca a passagem de outros menos civilizados. O evento teve continuidade com um piquenique que depois do trabalho promoveu um convívio com o tema do costume, o geocaching. São estes eventos que nos fazem recordar que "Onde existe preservação da natureza, existe futuro. (Paola Rhoden)".

 

(evento-) Festival de Horrores by InvisibleCatchers (attended) 19

Este foi um evento que marcou a noite de Halloween a 31 de outubro. O objetivo era os participantes vestirem-se a rigor e trazerem a sua abóbora para esventrar. Teve uma adesão em pleno com bruxas e magos, vampiros e zombies, esqueletos e ensanguentados. Concurso de esventramento das abóboras, um dos momentos altos da noite, onde vários dos participantes dedicaram o seu tempo e criatividade a fazer de uma abóbora uma verdadeira obra prima. Quanto ao concurso de disfarces, este promoveu uma curta passagem de modelos seguido de votação por todos os presentes. No final foi hora de atribuir os prémios dos respetivos concursos, parabéns aos vencedores. Uma noite de imenso horror com um logbook temático que satisfez os presentes.

 

(evento-) GIFF Film Festival 2016 - Póvoa de Lanhoso - Portugal by Moraysbrun (attended) 28

GIFF Luzes... Câmara... Geocaching... O já conhecido evento anual GIFF (Geocaching International Film Festival) voltou e contou com 16 Filmes numa duração total de cerca de 1 hora. Na Póvoa de Lanhoso reuniram-se vários geocachers para a transmissão destas fantásticas curtas-metragens. Nada melhor do que o testemunho na primeira pessoa, do geocacher joom, do que foi o evento:

E finalmente chegou o fim-de-semana do tão esperado evento, o GIFF, neste caso no distrito de Braga e de novo na Póvoa de Lanhoso. Este ano com uma mudança de instalações de modo a permitir maior audiência. Estavam assim reunidas as condições para todos participarmos num evento global e assim termos a sensação de pertença a uma comunidade mundial. Estava muita coisa a acontecer ao mesmo tempo.

Desligada a música, distribuídas as pipocas e diminuída a luz ambiente tinha finalmente chegado o momento esperado e aquele que fez com que viéssemos aqui: a mostra dos 16 filmes finalistas.

Com a sala apinhada, houve necessidade de a última hora aumentar o número de filas na plateia, com a colaboração de todos, até foi formado um primeiro balcão para aqueles que tiveram que ficar em pé, estávamos prontos para entrarmos na sétima arte. Aquela que é nos capaz de transportar para outras histórias e, por vezes, despertar a imaginação e o espírito aventureiro presente em cada um de nós. De facto os filmes foram muito bem escolhidos, alguns capazes de arrancar ruidosas gargalhadas à audiência, outros a mostrar magníficos locais, e ainda outros que mostram o que tem de melhor o geocaching. O ir aos locais encontrar a cache, o sair da casca e da redoma, a superação de obstáculos supostamente inatingíveis, a partilha com os outros com algo útil (leia-se o log) e acima de tudo usufruir da vida. A mensagem é clara: o que vale a pena é ir mesmo viver o geocaching e não uma realidade virtual onde quem perde mais é quem encontra as caches sem lá ir. Ao menos tocar no plástico, como se costuma ouvir.

Acabada a sessão cinematográfica e depois de umas palavras do organizador, o incansável Moraysbrun, recebidas por uma mais que merecida salva de palmas, houve tempo para um sorteio que bafejou com várias peças o Barquenses. Uma boa iniciativa, esta das rifas, e que serve para todos contribuírmos.

Fantástico evento. Daqueles em que saímos e queremos ir a algum local encontrar uma cache memorável. Ou despertar o Spielberg que se calhar há por aí. Venha daí o GIFF 2017. E como curiosidade o filme vencedor foi este A life of a 'Change'.

Por motivos de confidencialidade, por estar a negociar uma nova carreira artística no mundo dos duplos de cinema, o nome do geocacher, que mergulhou por iniciativa própria do palco, foi omitido. Todos esperamos que tenha recuperado de alguma mazela sofrida.

 

(evento-) 11ª Edição do GEOMAGUSTO - Bruxaria à solta! by Pika7, ClCortez, Sagitario, Rei, W.Hunter & Silvana (attended) 48    

Como já vem sido hábito, e este ano não faltou à regra, uma nova edição do GEOMAGUSTO. Evento que se realiza desde 2006, cada vez mais reboscado. Este ano foi realizado em Póvoa de Lanhoso, no Hotel Rural Maria da Fonte, um local de charme e requinte. O evento não ficou atrás pois requinte não lhe faltou com a maioria dos presentes vestidos pela temática da noite, contou com diversos disfarces de regalar os olhos e claro com a realização de algumas atividades, desde o tradicional Magusto com castanhas e Jeropiga, a Bênção dos GPS's onde a criatividade na oração esteve presente. Durante um jantar bem servido com excelente gastronomia, foi um dos momentos altos da noite a troca de monos, o famoso bibelot inútil que tornou alguém um feliz contemplado. A diversão e boa disposição não faltou, boa conversa e troca de experiências geocachianas e para encerrar a noite a famosa Bruxa Galega livrou os presentes de todos os agoiros com o seu esconjuro, numa representação muito bem conseguida. Depois foi diversão pela noite dentro, com música para todos os gostos onde os amantes da dança fizeram abanar os seus esqueletos até quase o raiar do dia.

 

(evento-) Meeting com sabor a castanhas by anjomaco (attended) 7

Este é um evento mensal que se realiza à quarta feira da segunda semana de cada mês sempre no mesmo espaço. Trata-se de um evento já conhecido pela malta do Minho mas muito acolhedor a quem vem de fora da região. Neste dia não foi diferente, com a presença de vários participantes teve um gosto especial, ou não fosse S. Martinho, o sabor das castanhas esteve sempre presente e em formas diversas, bolo, bolachas, biscoitos... Com o bico adoçado foi uma noite de mais partilha de experiências e aventuras geocachianas como já é habitual.

 

 

PRÓXIMOS CONBÍBIOS

Porto:

(evento-) 30/12/2016 PatrulhaFalcaodaN8 em Vila do Conde

(evento-) 31/12/2016 PatrulhaFalcaodaN8 em Porto

Braga:

(evento-) 11/12/2016 Vamos celebrar o Dia Internacional das Montanhas

(evento-) 14/12/2016 Meeting... Porque é Natal!

(evento-) 24/12/2016 Moscatel Abananado 2016

 

Terminamos por aqui esta edição e até à próxima desejamos a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Quanto às previsões!? Mantêm-se fortes, os Ventos de Norte! ;) Até já!

 

 

Fonte: referências de diversos sites, municípios, turísticos etc.

Agradecemos a todos os que participaram de forma direta e indireta para este resultado e disponibilização de fotografias.

Nota: Alguns termos utilizados são expressões nortenhas e palavras escritas conforme a pronunciação.

 

 

Published in Clã Destinos
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