Guias Essenciais - Geopt.org - Portugal Geocaching and Adventure Portal - Geopt.org - Portugal Geocaching and Adventure Portal http://geopt.org Tue, 20 Oct 2020 18:07:22 +0100 Joomla! - Open Source Content Management en-gb 5 Dicas para a Criação de uma Cache de Qualidade http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/2400-5-dicas-para-a-criacao-de-uma-cache-de-qualidade http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/2400-5-dicas-para-a-criacao-de-uma-cache-de-qualidade 5 Dicas para a Criação de uma Cache de Qualidade

Foto por acaferreira

Já as encontraste, leste em blogs, ouviste-as de outros geocachers e viste um monte de Favoritos ali mesmo ao lado dos seus nomes. O que são? São a nata das natas: geocaches espectaculares. O tempo e esforço despendido na criação destas caches é incrível.

Em cada Geocache of the Week escolhida é perguntado ao criador da geocache “Que critérios utiliza para garantir que as geocaches que cria são espectaculares?”. Pegamos nestas respostas e criamos uma combinação com as respostas de geocachers acerca do que proporciona um grande found. Então criamos as 5 Dicas para a Criação de uma Cache de Qualidade.

1. Gosta a tua Geocache

Se gostares da tua geocache, os outros provavelmente também vão gostar. Mostra que gostas dela mantendo-a bem cuidada. Isto inclui manter o logbook seco, o container em boa forma, manter os detalhes da geocache actualizados e responder aos logs de “Needs Maintenance” pronta e rapidamente. Isto torna-se mais fácil quando a geocache está colocada perto de casa ou um local de fácil acesso.

2. Sê Criativo

Algumas geocaches simplesmente existem para garantir o found e isso não tem problema nenhum. Cada um joga como quer. Mas uma grande geocache consegue despertar uma reação e emoção no geocaher. Por vezes é riso e outras é um “Oh Meu Deus!”. O geocacher Ecylram tem um grande conselho: “O found tem que proporcionar algo de único ou incomum no geocacher e a experiência tem que ser memorável.” Pensa deste modo: a geocache é como uma obra de arte. Pode não ser ao gosto de todos mas se causar uma reação ou emoção – é uma obra-prima. Então sê criativo e sai da zona de conforto do tupperware.

3. Local, local, local

Com certeza já sabias que esta estaria na lista. Os geocachers adoram descobrir novos locais. Apesar daquele corrimão não ter uma micro escondida, achas que os geocachers vão gostar da localização? Pensa em parques que poucos conhecem, pérolas desconhecidas da tua área, aquele espaço espectacular para ver o pôr-do-sol, vistas panorâmicas e outros locais do género.

Foto por trinamixx

 

4. Se puderes aposta em grande

Todos gostamos de trocar trackables e escrever bons logs. Infelizmente, as geocaches mais pequenas não conduzem muito a estes atos. Então, se o local permitir, coloca o maior tamanho que for possível, desde que fique bem escondida. Isto significa evitar esconder geocaches muito pequenas num espaço de floresta abundante, por exemplo. Maiores tamanhos darão possibilidade aos geocachers de trocar items e trackables.

5. Boas Geocaches Merecem Boas Descrições

Pensa na descrição da geocache como tua afirmação artística. Alguns geocachers criam histórias épicas acerca das suas geocaches ou uma aventura para que outros geocachers possam participar. Mesmo que não tenhas que ir para muito longe para colocar a geocache, um bom parágrafo ou dois introduzindo a geocache, descrevendo a área, dando dicas subtis e disponibilizando detalhes importantes, bastam.

Vemos constantemente grande criatividade na comunidade de geocaching. Mesmo assim, ainda ficamos maravilhados com a reflexão e dedicação que vemos no nosso hobby favorito. Agora que já leste as 5 Dicas para a Criação de uma Cache de Qualidade gostaríamos de ver os teus exemplos de grandes geocaches e ler as tuas dicas.

Fonte: http://blog.geocaching.com/2013/07/top-five-tips-for-creating-a-world-class-cache/
Tradução: Mariana Almeida

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no-reply@geopt.org (Mariana Almeida) Guias Essenciais Thu, 18 Jul 2013 06:00:00 +0100
5 dicas para o teu próximo log http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/2336-5-dicas-para-o-teu-proximo-log http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/2336-5-dicas-para-o-teu-proximo-log 5 dicas para o teu próximo log

Aqui encontras 5 ideias rápidas para inspirares os teus amigos geocachers com o teu próximo log. E também é fácil de partilhar. Basta encaminhares estes conselhos para os teus amigos geocachers e observares como se espalha a gosto por logs com conteúdo.

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1) Conta a tua história - O log que escreves é uma espécie de resumo de um filme. Estás a contar aos restantes geocachers uma aventura que poderiam ser eles a vivenciar. Talvez a tua viagem te tenha levado a ver as primeiras flores da Primavera, ao topo de uma montanha ou a um encontro com outros geocachers no caminho. Os teus logs ajudam outros geocachers a decidir se a geocache parece divertida e emocionante o suficiente para que possam ir à procura.

 

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2) Acrescenta uma Foto
- Uma fotografia de um geocacher com um sorriso rasgado após encontrar a geocache diz muito acerca da mesma. É fácil fazer o upload das fotos com o Geopt.org Geocaching Tools. Se estás com dúvidas acerca do poder que pode ter uma foto num log, dá uma vista de olhos às 1000 imagens adicionadas em logs mais recentes. É uma galeria sem fim de fotografias de geocaching de todo o Mundo.

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3) Indica alguns nomes - O geocaching assenta na comunidade. Partilha os nicks dos geocachers que se juntaram a ti no terreno. É um modo rápido de construir uma comunidade local de geocaching e torna mais fácil conhecer outras pessoas em Eventos e Mega Eventos.



8865251534 03c92c34924) Dá um Favorito - Os Favoritos permitem-te elogiar o criador da geocache e incentivar outros geocachers a prestar mais atenção à mesma. Apenas os Membros Premium podem ganhar e atribuir Favoritos, mas todos podem vê-los. Geocaching.com Presents: “Favorites”



5) Agradece - É fácil. Por exemplo, "Obrigada por ler estes pequenos conselhos". Sabe bem. Quando fazes o log de uma geocache e agradeces isso significa muito para o geocacher que escondeu e mantém a geocache. E não te esqueças, se a geocache necessita de manutenção, efectua um log de "Needs Maintenance".

 

Traduzido do Original por Kim13. Fonte: Latitude 47

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no-reply@geopt.org (Mariana Almeida) Guias Essenciais Thu, 30 May 2013 07:00:00 +0100
Geocaching no Inverno - A Cache http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1997-geocaching-no-inverno-a-cache http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1997-geocaching-no-inverno-a-cache Geocaching no Inverno - A Cache

Com o advento da chegada das chuvas, as caches ficam sujeitas às intempéries e às inundações e por isso existem alguns pontos a ter em consideração, tanto enquanto geocachers que procuramos caches, como enquanto owners que temos as nossas “meninas” sujeitas aos caprichos do Outono e Inverno.

 

8227564283 Ece3f80694 ORecipiente

O mais importante no que toca a manter a água do lado de fora do recipiente, é o próprio recipiente em si.
Todos já vimos dezenas, centenas ou milhares de recipientes diferentes, uns de melhor qualidade, outros mais bem disfarçados ou outros ainda com alta-tecnologia envolvida. Seja como for, uma das principais preocupações ao escolher um recipiente é se vai ser submetido às forças da natureza, e se assim for convém que seja estanque à água.8228632540 Dc8d65a58f O

As melhores opções passam sempre por um recipiente que tenha sido concebido para conter precisamente líquidos. Se foi desenhado para ter líquidos lá dentro sem derramar, também será capaz de os manter do lado de fora sem problemas.

Se temos dúvidas relativamente à concepção do recipiente, devemos concentrarmo-nos em verificar se tem um vedante que trate do isolamento da tampa. É importante que o vedante fique sob pressão de ambas as partes para que vede eficazmente. Por outro lado se for muito duro e não se moldar à pressão, não irá vedar convenientemente.

8228653560 93908ee6db OSaco plástico exterior

 

Outra das coisas que se vê muito nas caches é o eterno saco de plástico que as envolve. Um saco de plástico pode até ajudar a manter a água fora do recipiente mas devemos ter em conta que estando no meio de pedras ou troncos, ao fim de meia dúzia de visitas vai-se rasgar, a água vai entrar e então o saco além de ser permeável à água passa a ter o efeito contrário: deixa-a entrar para junto do recipiente e não a deixa sair. Por isso, se pudermos, mais vale investir num recipiente melhor do que num saco de plástico que ao fim de algumas utilizações passa a ser lixo em vez de um elemento de valor na nossa cache.


8228657766 9a294fcc41 OLogbook

O logbook em si também pode ser à prova de água. Existem marcas que vendem blocos de notas resistentes à água (por ex: Rite in the Rain) mas têm um custo bastante mais elevado que um normal bloco de notas e por isso nem toda a gente está disposta a abrir os cordões à bolsa. Assim, a melhor opção para proteger o logbook é colocá-lo dentro de um saco zip-loc de modo a protegê-lo da humidade que poderá entrar dentro do recipiente.


8228661658 7e792f8a50 OAdsorvente

Há que goste também de incluir um saquinho de sílica-gel junto do logbook para eliminar a humidade. É um bom procedimento até certo ponto. Devemos ter em conta que a sílica-gel retém até um máximo de 30% do seu peso em humidade, por isso nunca irá compensar a entrada de água dentro do recipiente, apenas será útil relativamente a alguma humidade que possa aparecer no junto ao logbook. Mais que isso irá ficar ensopada e perde completamente a sua capacidade adsorvente (a sílica-gel pode ser regenerada sob algumas condições, mas perderá sempre capacidade adsorvente).


Material de escrita

8227599223 6d6b1f08f6 ORelativamente ao material de escrita, o que melhor para colocar numa cache que um lápis? As esferográficas acabam por secar ou rebentar o que ainda é pior. Pessoalmente acho que é mais fácil que quem procura a cache tenha um bom material de escrita que lhe faça o serviço na perfeição, do que esperar que o material de escrita que está na cache o salve de um eventual logbook encharcado.

Existem várias opções à escolha, umas mais eficazes que outras.
Na base das opções temos o lápis. É barato, simples de usar, escreve até de cabeça para baixo, mas não escreve em papéis molhados (excepto em papéis do tipo Rite in the Rain, onde continuam a funcionar na perfeição). É a melhor opção para colocar dentro de uma cache.

Depois temos as simples esferográficas, como a eterna BIC por exemplo. É uma opção barata mas dentro de uma cache irá acabar por secar ou rebentar se tiver muito calor e também não escreve em papel molhado porque a sua tinta é à base de óleo.
8227603943 45a1062967 OA opção seguinte são as canetas do tipo roller-ball com tinta à base de água, que escrevem em papel molhado e são uma excelente opção para se ter enquanto caneta pessoal, mas demasiado caras para serem encontradas dentro das caches.

Depois temos canetas com tinta de gel. Escrevem bastante grosso e têm um consumo de tinta bastante grande, mas também escrevem em papel molhado. Ter uma destas enquanto caneta pessoal é só uma questão de preferência.

Existem ainda canetas de feltro. Há com bico fino, outras com bico mais grosso, também escrevem em papel molhado e só dependem do gosto pessoal para se usar uma destas.

No topo da lista de preços e, pessoalmente, completamente fora das escolhas estão as canetas de tinta permanente, ou canetas de pena ou de fonte como são chamadas. São caras e pouco práticas porque largam tinta por todo o lado. São mais dignas de figurar num escritório no seu suporte do que num casaco e muito menos dentro de uma cache.


Items de troca

8229274117 330199a567 OOs objectos de troca, algo tão pouco usual hoje em dia, também podem fazer a diferença no que toca a manter o interior de uma cache seco.
Objectos construídos em materiais absorventes (uma boneca de tecido ou outro artesanato do género) apesar se poderem ser bons enquanto objectos para uma troca, se entrar água dentro do recipiente vão absorve-la e ficam ensopados, garantindo assim uma permanência de água lá dentro. Muitas vezes, quando abrimos uma cache que tenha agua no interior, é muito simples com um lenço de papel limpar meia dúzia de bonequitos de plástico e uma moeda ou outra, e ficam secos. Se houver um folheto de papel ou uma boneca de tecido só se conseguem secar ao sol (se houver), e se os deixarmos na cache a água continuará lá dentro.


8227614887 E40f91629e OO local do recipiente

O owner é soberano no que toca à colocação do recipiente, mas por vezes pode não prever o efeito das chuvas no que toca a manter o seu recipiente fora do alcance da água. Obviamente nesta secção não se pretende abordar os recipientes submersos propositadamente. Nesses o owner provavelmente terá tido o cuidado de utilizar um recipiente perfeitamente estanque. Relativamente aos outros:
Será sempre de evitar locais cuja função seja passar lá a água. 8227615043 Ed1343e93d OTenho visto várias caches colocadas dentro de canais de escoamento de água. A sério, se existe um muro que separa um terreno alto de um mais baixo, vai ter buracos deixados em aberto que servem para que a água passe sem derrubar o muro. Ao colocar lá uma cache, é o mesmo que colocá-la no leito de um rio. O mesmo se passa se colocarmos a cache num buraco cavado numa rocha e que fique voltado para cima (as marmitas por exemplo). Se não houver uma abertura por baixo a água não terá por onde sair, vai encher o buraco e submergir o recipiente.
A escolha ideal será sempre um local abrigado da chuva e onde o recipiente fique fora do alcance da água que possa eventualmente acumular-se. Por vezes basta colocá-lo por cima de uma pedra para que não fique em contacto com o solo que é mais susceptível de ensopar.


A posição do recipiente

Aqui está uma coisa tão simples e que muitas vezes simplesmente não nos lembramos.
Se colocarmos o recipiente com a tampa para baixo minimizamos a quantidade de água que ele é capaz de acumular no seu interior, caso ela entre. Por exemplo: um recipiente de 2 litros na sua posição normal tem uma capacidade para manter 2 litros de água no seu interior. Um recipiente de 2 litros virado de cabeça para baixo apenas mantém no seu interior a quantidade de água que a sua tampa retiver...


8228709460 7469337250 OAo procurar uma cache

Por vezes, ao retirarmos uma cache do seu esconderijo e ao abri-la estamos a sujeitá-la à chuva ou à humidade que eventualmente esteja depositada no seu exterior. Neste caso não há nenhum truque ou qualquer outra medida a tomar que não seja o termos cuidado para minimizar esse efeito. Tentar fazer o possível para não molhar o logbook com as nossas mãos molhadas de revirar folhas e pedras para encontrar a cache e tentar que o recipiente não apanhe chuva no seu interior...

Manutenção

A8228709400 3769786588 O manutenção, é um factor bastante importante para manter uma cache activa. Estar atento aos registos online, principalmente na época das chuvas é um passo importante para uma manutenção rápida e eficiente de modo a que a cache esteja o menor tempo possível desactivada.
Apesar de muita tinta correr relativamente à manutenção de caches alheias, não me parece que alguém reclame por limparmos a humidade do interior de uma cache e colocarmos um logbook de emergência novinho em folha dentro de um zip-loc, se tivermos um disponível.

 

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no-reply@geopt.org (Filipe Nobre) Guias Essenciais Thu, 13 Dec 2012 06:00:00 +0000
Geocaching no Inverno - O Frio http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1979-geocaching-no-inverno-o-frio http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1979-geocaching-no-inverno-o-frio Geocaching no Inverno - O Frio

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Com a chegada do Inverno existe outro factor a que nos expomos além da chuva: o frio!
As baixas temperaturas trazem bastante desconforto e é bastante importante proteger as mãos, pés, orelhas e rosto, pois o corpo tem tendência a reduzir o fluxo sanguíneo nas suas extremidades para garantir o correcto funcionamento dos órgãos vitais.


Existem dois grandes perigos quando nos expomos ao frio extremo: ulceração e hipotermia.


A hipotermia consiste na queda de temperatura do corpo abaixo de 36ºC e começa por reflectir-se com tremores, entorpecimento, sonolência, fala ininteligível, desorientação e dificuldade em caminhar devido a fraqueza muscular. A hipotermia requer atendimento médico e se não for combatida com um reaquecimento pode levar mesmo a uma paragem cardíaca. O reaquecimento deve ser feito gradualmente e não repentinamente. A pessoa deve ser movida para um local quente, coberta com cobertores e, caso esteja consciente, beber uma bebida quente e não-alcoólica (as bebidas alcoólicas tendem a aumentar a perda de calor do corpo).


Como dito anteriormente as extremidades são as zonas mais vulneráveis e as células da pele podem chegar a congelar se não estiverem protegidas do frio e do vento. A isso chama-se ulceração.
A ulceração pode ter dois níveis: superficial ou profundo.
O superficial afecta somente a pele, que pode ser movida relativamente ao tecido inferior, é sentida uma dor forte como uma picada e a zona torna-se branca ou amarelada. A área é insensível ao toque.
Numa ulceração profunda os tecidos inferiores são igualmente afectados e a pele não se movimenta relativamente ao tecido mais profundo. A área torna-se dura como madeira, insensível e de uma cor branco-mármore.
A ulceração deve ser tratada aquecendo rapidamente a zona afectada. Se possível com água a cerca de 40º - 42ºC. A zona afectada nunca deve ser friccionada sob perigo de danificar a pele e se não tiver como se manter aquecido mais vale não descongelar a pele para que depois esta volte a congelar, isso provocaria ainda mais danos na zona afectada.

Para evitarmos problemas como os descritos há que ser cauteloso quando nos aventuramos nos campos.
Antes de mais há que ter a noção do que é a “sensação térmica”, que é aquilo que nos afecta directamente. Por exemplo, uma temperatura de -1ºC com vento de 40Km/h dá-nos uma sensação térmica de -17ºC sem vento. Este é um factor a ter em conta quando consultamos as condições atmosféricas ao preparar uma saída.

 

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Devemos vestir-nos com roupa escura e/ou colorida que ajuda a absorver a luz e ajuda a manter-nos quentes, ao contrário da roupa clara e leve nos ajuda a manter-nos frescos no verão. De noite ou de manhã cedo devemos usar roupa reflectora ou com fitas reflectoras caso caminhemos na estrada.8203556963 4f2f5a7e0f O

O ideal é vestirmos diversas camadas de roupa para podermos tirar uma a uma adaptando assim o que usamos à temperatura que irá variar ao longo do dia.
Ao usar várias camadas de roupa quentes e largas estamos como que a construir o isolamento de um forno. O ar entre cada camada ajuda a manter o ar quente junto do corpo.
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A melhor escolha para as camadas internas são o polipropileno, lã, seda ou alguma mistura sintética destes, mas o mais importante de tudo é que sejam tecidos que ajudem a retirar a transpiração da pele e mantenham o corpo aquecido (é preciso cuidado com o algodão visto que ensopa com a transpiração, mantém-se ensopado por não permitir evaporação e acaba por arrefecer a nossa temperatura). Esta camada deve ficar confortavelmente justa ao corpo.8203557031 7f748e90da O


As camadas do meio podem ser de lã, algodão ou sintéticas e têm como objectivo criar diferentes camadas de tecido que ajudam a manter o corpo aquecido. 8204673966 Bd6edc0ba3 OComo o objectivo é manter-nos quentes, estas camadas intermédias variam conforme a temperatura que formos encontrar.

Externamente deve usar-se um paravento de malha entrelaçada e impermeável permitindo desse modo a evaporação da transpiração. Se tiver um fecho de abrir ainda melhor porque podemos abri-lo caso tenhamos calor.

 

Tratada a protecção do tronco centremos agora atenção nas frágeis extremidades do corpo:
Estima-se que um chapéu consiga reter 80% do calor que um corpo perde no frio. Com a cabeça descoberta perdemos mais calor por ela do que por qualquer outra parte do corpo, por isso costuma dizer-se: Se queres manter os pés quentes, usa um chapéu!
Também deveremos usar um cachecol que cubra o pescoço e a cara. Em situações extremas podemos usar uma máscara como as de ski mas têm o revés de a transpiração e condensação da respiração poderem congelar em redor da boca.
As orelhas também são um ponto bastante sensível que convém proteger. Um gorro protege igualmente a cabeça e as orelhas e é sempre uma opção a considerar. Com uma balaclava, apesar de ficarmos a parecer um ninja, também não teremos frio em situações extremas.

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8203592851 C12050f112 OOs pés são bastante susceptíveis ao congelamento quando estão húmidos ou frios e também ficam propensos à formação de bolhas se as meias ou os sapatos estiverem molhados, por isso há que ter bastante cuidado para os manter secos e arejados.
Podem usar-se dois pares de meias, devendo o par interior ser mais leve que o exterior.
Em qualquer ocasião devemos garantir que a bota consegue acomodar os dois pares de meias sem que os dedos fiquem encavalitados, nem que para isso seja necessário usar botas um número acima daquele que calçamos normalmente.
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Para as mãos temos duas opções de luvas. Com as de dedos separados ganhamos em utilização dos dedos mas perdemos em  rentabilidade térmica. Com as de dedos juntos ganhamos em termos de temperatura mas perdemos em manobrabilidade. É uma questão de escolher qual preferimos.

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De qualquer modo temos que ter bastante atenção com a desidratação das mãos que tendem a ficar gretadas e secas. O uso de um bom creme hidratante é bastante aconselhado em tempo frio, não só nas mãos como em toda a pele exposta, como as maçãs-do-rosto que são muito fustigadas pelas baixas temperaturas, por exemplo.8203556627 32581aab5a O

Mesmo de Inverno não devemos descurar o protector solar se vamos andar com o corpo exposto e o sol brilha. Por estar frio não quer dizer que os raios ultravioletas não estejam prontos para queimar a nossa preciosa pele e a neve reflecte-os ainda mais potenciando o seu efeito.

 

8204708124 666967014f OIgualmente importante é evitar um sobreaquecimento uma vez que no Inverno é também possível ficar desidratado. Por essa razão é bastante importante beber antes, durante e depois das caminhadas já que o frio age como diurético e estimula a urinação e a perda de líquidos do corpo.
O ar seco e frio faz-nos perder mais líquidos do que aparenta e também compromete a sede que sentimos, por isso não nos podemos regular por ela para ingerir líquidos.
Um termo com uma bebida quente (não-alcoólica) é um excelente meio de nos mantermos quentes e hidratados.

 

Quanto à comida existem alguns truques ou aspectos a ter em consideração:

- Se vamos preparar a nossa comida no campo o melhor é escolher uma que tenha poucos passos de preparação. Vamos estar de luvas e andar a cortar e medir ingredientes acaba por dar trabalho demais. Também é importante fazer em casa o que pode ser feito, como lavar fruta ou legumes.
- Escolher comida que não demore muito tempo a preparar. Por exemplo, ferver água em tempo muito frio é uma tarefa complicada e que consome muito combustível.
- Manteiga, margarina ou azeite. Qualquer um fornece a gordura e o sabor necessári8203626105 1d8ac49bb8 Oo a uma refeição.
- Sopas instantâneas. São simples de preparar e podem salvar-nos de uma hipotermia aquecendo-nos rapidamente e mantendo-nos hidratados.
-Preferir comida rica em hidratos de carbono e gorduras e evitar comida rica em proteínas.
A comida rica em proteínas aumenta o consumo de água e reduz a tolerância ao frio. 10 a 15% de calorias oriundas de proteínas são suficientes. (alimentos ricos em proteína: carnes brancas e vermelhas, ovos, peixe, lentilhas, grão, ervilhas, feijão).
-Levar comida rica em gorduras como queijo, manteiga de amendoim ou grãos de soja.
Jantares ricos em gordura irão manter-nos quentes no saco-cama e evitam que acordemos de noite com fome. Antes de dormir não há problema em consumir proteínas (o queijo é igualmente rico em gorduras e proteínas).
-Levar varios pequenos pacotes de snacks ricos em hidratos de carbono como frutos secos, barras energéticas, rebuçados, salgadinhos ou biscoitos para comer durante o dia.
-Ter à mão um conjunto de açucar de emergência como barras de chocolate ou M&Ms, que são rapidamente metabolizados e podem ser comidos se alguém começar a sofrer de hipotermia ou hipoglicémia.

Também ganha principal importância sair com companhia e avisar em casa acerca do nosso destino. Basta um descuido e lá ficamos no fundo de uma ravina com uma perna partida e sem rede no telemóvel...
3 companheiros é bom, 4 é perfeito.
Se alguém se aleijar um deles tem que ir buscar socorro. Se forem 3 fica o 3º com o ferido. Se houver um 4º, acompanha quem vai pedir socorro.

Um outro cuidado que devemos ter é com as mudanças de temperatura a que nos expomos. Quando estamos em casa ou dentro do carro com o aquecimento ligado vamos tirando camadas de roupa para nos adaptarmos à temperatura ambiente, mas quando saímos para o exterior não nos podemos esquecer de nos voltarmos a agasalhar. Toda a gente sabe que são estas mudanças de temperatura que mais nos afectam no dia-a-dia, mas muita gente continua a descurar este ponto.

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no-reply@geopt.org (Filipe Nobre) Guias Essenciais Thu, 22 Nov 2012 06:00:00 +0000
Geocaching no Inverno http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1949-geocaching-no-inverno http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1949-geocaching-no-inverno Geocaching no Inverno

Com a chegada do Outono e Inverno a face do geocaching muda bastante.

A chuva, o frio e até mesmo a neve levam a que a nossa actividade sofra mudanças quer queiramos quer não.

Antes de sairmos de casa e antes de qualquer outra coisa temos que ter consciência daquilo que vamos fazer e pensar de que modo podemos preparar-nos para fazê-lo minimizando os riscos para a nossa saúde e bem-estar. Igualmente importante é saber quando voltar para trás, um DNF não mata ninguém mas escorregar de uma rocha e cair de 10 metros de altura pode fazê-lo...

A chuva

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No que toca a proteger-nos da chuva podemos resumir dois pontos fundamentais: proteger-nos da água e evitar comportamentos perigosos.

Com tempo adverso temos que ter sempre presente que as condições atmosféricas tornam o terreno particularmente perigoso. As pedras e rochas ficam escorregadias, tal como os trilhos enlameados e os ribeiros podem ganhar correntes fortes bastante rapidamente.

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As trovoadas são outro fenómeno que podem tornar uma situação bastante perigosa e embora seja pouco provavel que sejamos atingidos por um raio durante uma trovoada existem algumas precauções que podemos tomar, tendo sempre presente que os raios tendem a atingir os pontos mais altos:

- não procurar abrigo debaixo de árvores, pedras grandes, fendas rochosas ou baracões isolados

- procurar zonas baixas de terreno

- afastar-se de água, vedações, postes e estruturas metálicas

- não usar bicicletas ou motorizadas durante uma trovoada e ficar dentro do automóvel se estiver por perto (os pneus funcionam como isolantes à electricidade).

- se estiver perto de um objecto alto que possa atrair o raio, sente-se em qualquer coisa seca, com os pés juntos sobre material isolante ou levantados do chão. Encoste os joelhos ao peito prendendo-os com os dois braços e não toque no chão com as mãos. Baixe a cabeça o mais possível.

Além disso temos que nos equipar convenientemente para um dia de chuva.

Bx7hqlExistem vários modelos de vestuário e vários tipos de tecido, e cada um tem as suas vantagens e desvantagens.

Uma jaqueta é um casaco curto, versátil e pouco volumoso.

Cobre até à linha de cintura e é completamente aberto na frente podendo ser fechado por um fecho de correr, botões ou velcro

Pode ainda ser impermeável e ter um capuz e até forro ou ser simplesmente forrado.

O1aNYlUm “anorak” é fechado na frente.

Pode ter um fecho para expandir a abertura do pescoço e pode até cobrir um pouco mais que a cintura.

Pode ser impermeável e ter forro ou não, mas normalmente tem um capuz integral.

NwjdblUma “parka” é completamente aberta na frente, normalmente com um fecho de correr para fechar e fornece cobertura aos quadris podendo cobrir até aos joelhos.

Por norma tem um forro para proteger do frio, um capuz integral e pode ser à prova de água.

MteEmlUm poncho é uma capa com capuz que cobre toda a pessoa, a mochila e se estende até às pernas proporcionando uma grande ventilação por ser totalmente aberto por baixo e ter grandes aberturas de lado para os braços, em vez de mangas.

É também a opção mais barata e não tem forro.

Um capuz integral protege melhor da chuva, mas um destacável é mais prático. Alguns capuzes podem ser enrolados e guardados na gola.

É sempre de preferir capuzes que tenham um cordel para o ajustar ao rosto, aumentando a visibilidade e o conforto.

Outro pormenor a ter em conta é que os fechos, botões e quaisquer aberturas tenham uma tampa ou seja, uma parte do tecido que se sobreponha por cima da abertura resguardando e evitando que o vento entre mesmo quando o fecho está fechado.

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SEmvVl2PByDlAs calças com abertura lateral nas pernas são muito fáceis de vestir, permitem trocas rápidas e podem ser colocadas por cima de qualquer vestuário e até de calçado, mas são mais caras e oferecem menos protecção em períodos de chuvas contínua.

Polainas também são uma boa adição ao equipamento de qualquer geocacher.

São colocadas nas pernas e presas às botas e fornecem uma protecção quase perfeita fazendo com que a água escorra directamente para o chão e não para dentro das botas.

As botas devem ser tratadas com impermeabilizantes de modo a providenciar protecção extra à água. Se vamos andar dentro de água ou lama com alguma profundidade o melhor é mesmo obtar por umas botas de borracha. Em qualquer dos casos devemos preferir sempre botas com sola anti-derrapante para aderência adicional e devemos garantir que a bota tenha espaço para que os dedos não fiquem encavalitados nem que o pé ande a dançar lá dentro.

AMu7hIls meias deve ser de um material que absorva bem a humidade para manter os pés secos, como o algodão, e devem proporcionar um bom enchimento na sola e calcanhar.

É sempre boa ideia ter um par de meias extra para trocar caso as que temos calçadas fiquem molhadas.

Podemos cobrir as meias com sacos de plástico.

Por ridículo que pareça, ajudam a proteger os pés da água caso as botas a deixem passar.

Uma vez escolhido o tipo de vestuário, temos vários tecidos impermeáveis à escolha:

À prova de água respirável, resistente à água respirável e à prova de água não respirável.

VFCmdlOs tecidos à prova de água não respiráveis são fortes e duráveis, como nylon revestido a poliuretano ou PVC.

Fornecem uma excelente protecção contra chuvas fortes e não permitem que a água penetre, mas do mesmo modo também não permitem que o suor evapore.

São indicados para actividades leves sob chuvas fortes ou grandes ventanias. Estes são os tecidos mais baratos.

HBWJNlTecidos resistentes à água respiráveis não possuem qualquer tratamento contra a água mas por serem fortes (como nylon ripstop) protegem do vento e de chuvas fracas enquanto que não retém o suor e permitem que o corpo respire.
São indicados para actividades pesadas (corrida, ciclismo, ski) pois permitem maior ventilação e por isso são também mais apropriados para climas mais quentes.
Estas roupas são leves e menos volumosas e não tão caras como as seguintes, no entanto não fornecem protecção adequada para condições climáticas mais intensas ou grandes períodos de chuva.

PB3OVlOs tecidos mais caros de todos são os à prova de água e respiráveis. Estes tecidos têm um tratamento que impede a penetração da água e não impedem a dissipação do suor. Não sendo 100% à prova de água como os primeiros nem perfeitamente respiráveis, são os que oferecem melhor relação destas duas características e são os mais apropriados para a maioria das actividades e condições climáticas. Existem dois tipos destes tecidos:
laminados (têm uma membrana laminada à base de nylon ou poliéster) ou revestidos (têm um acabamento exterior que evita que o tecido absorva a água).

Para terminar alguns pontos que podem ajudar a manter-nos e ao nosso equipamento mais enxutos:

- guardar as coisas dentro de sacos de plástico, mesmo na mochila. Para os equipamentos que não podem mesmo apanhar água o melhor é investir mesmo em sacos estanques zip-loc para coisas como a máquina fotográfica, o telemóvel, outros aparelhos electrónicos, documentos, mapas, etc.

- usar uma capa de nylon para proteger a mochila da chuva. Alguns modelos têm uma capa embutida mas é possível comprar uma se não for o caso.

- organizar a mochila de modo a ficar por cima aquilo que vamos necessitar primeiro. Os lanches devem ficar sempre à mão, tal como a água para beber.

- minimizar o número de vezes que tiramos a mochila das costas, para evitar molhar a parte que fica em contacto com o nosso corpo.

- não remover a roupa impermeável assim que acaba de chover. A vegetação irá continuar molhada e vai-nos molhar como se de chuva se tratasse.

Ah, e um guarda-chuva também é um bom utensílio para trazer conosco.

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no-reply@geopt.org (Filipe Nobre) Guias Essenciais Thu, 08 Nov 2012 06:00:00 +0000
3 dicas rápidas para um Geocaching de sucesso http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1877-3-dicas-rapidas-para-um-geocaching-de-sucesso http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1877-3-dicas-rapidas-para-um-geocaching-de-sucesso 3 dicas rápidas para um Geocaching de sucesso

Imagem

Aperfeiçoar a vossa técnica de caça ao tesouro no Geocaching requer prática. A melhor maneira de adquirir essa prática é simplesmente procurar mais geocaches. Aqui ficam três dicas rápidas que podem ajudar os novos membros e os que ainda tem poucas geocaches encontradas a adicionar mais diversão ao geocaching.

1) Prepare-se para o Sucesso – Na sua primeira aventura no geocaching comece por procurar geocaches de dificuldade 1 e terreno 1. Verifique os logs para garantir que a geocache foi recentemente encontrada. Isso permitirá saber que a geocache está no local. Procure uma geocache regular ou large que costumam ter alguns pontos favoritos.

2) Conhecer os Containers (recipientes) das geocaches – As geocaches estão por norma bem escondidas. Elas podem estar camufladas para serem confundidas por exemplo com uma pedra ou integrarem-se no meio ambiente. Confira este vídeo para ver cinco geocaches em trinta segundos. Se ainda continua perplexo ao olhar para uma geocache, confira os logs (registos) recentes e a dica. Como último recurso, pode enviar um e-mail o proprietário da cache para obter uma dica adicional.

3) Encontre um amigo no Geocaching – Os geocachers gostam de partilhar a sua aventura sobre a procura da cache. Participe num evento de geocaching para conhecer outros geocachers. Os geocachers com mais experiência terão todo o prazer em o ajudar respondendo às suas dúvidas e partilhar ideias sobre o geocaching.

Agora que encontrou a sua primeira geocache, não se esqueça de registar o seu log de found na página, escreva um resumo da sua aventura e agradeça ao proprietário (owner). Pode apimentar o seu registo (log) com alguma linguagem própria do geocaching como o TFTC (obrigado pela cache) ou TNLN (não levei nada, não retirei nada). Num piscar de olhos vai ser um pro no geocaching. Veja os benefícios de ser Membro Premium de forma a subir um patamar no geocaching.

in: Latitude 47

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no-reply@geopt.org (Álvaro Santos) Guias Essenciais Sat, 22 Sep 2012 01:27:48 +0100
Tipos de Caches: Usuais http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1873-tipos-de-caches-usuais http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1873-tipos-de-caches-usuais Tipos de Caches: Usuais

Imagem Cache tradicional
Este é o tipo caixa (geocache) mais comum, e deve ser constituída no mínimo por um recipiente físico e um livro de registo (logbook) ou uma folha de registo (logsheet).
Recipientes maiores geralmente incluem também itens de troca. "Nano" ou "micro" caches são recipientes pequenos que apenas suportam uma folha de registo (logsheet).
As coordenadas publicadas na página da cache tradicional são a sua a localização exacta.

Imagem Multi-cache (Cache Offset)
As Multi-Cache ("múltiplas") envolvem dois ou mais locais a visitar. Mas na localização final tem de existir sempre um recipiente físico.
Existem muitas variantes, mas a maioria das Multi-Caches tem uma dica para encontrar a segunda cache, e esta uma dica para a terceira, e por ai em diante.
As cache offset (temos de visitar o local das coordenadas publicadas na pagina e obter dicas para o cache física) são consideradas Multi-Cache.
* Os pontos intermédios podem ser virtuais (recolher datas, contagem de algo no local) ou físicos (Micro ou nano com as coordenadas do ponto seguinte).

Imagem Caches mistério ou enigma
O "catch-all" de todos os tipos de cache, neste tipo de geocache para conseguirmos obter as coordenadas reais da cache temos de resolver primeiro alguns quebra-cabeças.
Caches mistério / enigmas tornam-se muitas vezes numa plataforma para geocaches inovadoras e personalizadas, que não se encaixam noutras categorias.

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Letterbox Híbrido
Letterboxing é outro tipo de caça ao tesouro com várias pistas em vez das coordenadas.
Em alguns casos o proprietário da letterbox criou o recipiente de maneira a ser paralelamente uma letterbox e uma multi-cache, publicando assim as coordenadas na pagina oficial do Geocaching.com.
As híbrido Letterbox devem conter um carimbo, sendo que este não é um item de troca, devendo permanecer na caixa para que os próximos visitantes o possam utilizar para "carimbar" a sua visita. (são parecidas com as multi-caches, a maior diferença é o carimbo na cache final)
Mais informação sobre letterboxing em: Letterboxing América do Norte

Imagem Wherigo ™ Cache
Wherigo é um conjunto de ferramentas para criar e jogar com um GPS aventuras no mundo real.
Ao participar e experimentar o Wherigo, chamado de cartucho, tornamos o geocaching numa experiência ainda mais rica, devido à maneira de conseguirmos encontrar a cache.
Entre outros usos, o Wherigo permite aos geocachers interagir com elementos físicos e virtuais, tais como objectos ou personagens, de maneira a que no final permita encontrar o recipiente físico. (são parecidas com as multi-caches)
É necessário um dispositivo de GPS que permita jogar o cartucho Wherigo. Saiba mais em Wherigo.com .

Imagem Cache evento
Os eventos, são convívios de geocachers, actividades, onde é possível discutir e trocar ideias sobre o geocaching.
A página do evento tem as coordenadas da localização onde este se vai realizar, e após a sua realização é arquivado.

Imagem Mega-Evento Cache
As cache Mega-eventos são parecidas com os eventos, mas neste caso tem de ter mais de 500 participantes.
Os Mega-Eventos costumam ter actividades planeadas. Por vezes são vários dias de actividades adicionais em torno de um mega-evento.
Esses grandes eventos atraem geocachers de todo o mundo e costumam ser realizadas anualmente.

Imagem Eventos CITO
Cache In Trash Out é uma actividade intimamente ligada ao geocaching.
Enquanto procuram caches, os geocachers devem apanhar o lixo que vão encontrando pelo caminho e deixa-lo nos locais apropriados.
Os eventos Cache In Trash Out são encontros de geocachers que incidem sobre a limpeza de lixo, remoção de espécies invasoras, esforços de reflorestação ou a construção de trilhos.

Imagem EarthCache
Uma EarthCache é um lugar especial que as pessoas podem visitar para aprenderem mais sobre a ciência e os fenómenos naturais do nosso planeta.
As páginas das EarthCache incluem um conjunto de explicações, juntamente com coordenadas do local a visitar. Ao visitarmos as EarthCaches podemos observar como o planeta foi formado por processos geológicos ao longo dos anos, como lidamos com os seus recursos naturais. Em geral é um local onde os cientistas conseguem reunir informações sobre a formação da Terra.
Para mais informações sobre as EarthCaches, visitem earthcache.org

Imagem Groundspeak Headquarters Cache
A Cache da sede está localizada na Groundspeak HQ em Seattle, WA.
Todos os Geocachers interessados ??em visitar o "Quartel General" e fazerem o seu registo na cache, deve enviar um email para contact@groundspeak.com

Imagem GPS Adventures Maze Exhibit
Os GPS Adventures Maze Exhibit representam a participação de jogos com recurso a aparelhos de GPS ou variantes deste.
Os GPS Adventures Maze Exhibit foram criados para ensinar pessoas de todas as idades sobre a tecnologia utilizada pelos GPS no geocaching, através de experiências interactivas.

Imagem Projeto APE Cache
Em 2001 catorze geocaches foram colocados em conjunto com a 20th Century Fox para apoiar o filme Planeta dos Macacos (Planet of the Apes).
Cada cache representava uma história da ficção, em que os cientistas revelavam alternativas à evolução dos primatas.
Estas caches eram recipientes de munições e identificados como fazendo parte do geocaching.com
Cada uma destas caches teve um propósito original do filme. Actualmente existe apenas uma cache APE.

Imagem Geocaching Block Party
Este icon foi criado exclusivamente para os Eventos Geocaching Block Party, que é a festa anual organizada em Seattle pelos Lackeys da Groundspeak.

:arrow: Tipos de Caches: Raras (Grandfathered)
Já não é possível a criação de novas caches deste tipo no Geocaching.com. Visite a pagina de waymarking para outras actividades deste género.

Imagem Cache Virtual
As Cache Virtuais consistem na descoberta de um local ao invés de um recipiente.
Os requisitos para registar uma Cache Virtual podem variar, podemos ter de responder a uma pergunta ou mais perguntas sobre a localização, tirar fotos, executar uma tarefa, etc. Em qualquer dos caso, devemos visitar as coordenadas publicadas na pagina, antes de registarmos a nossa visita.
Embora muitos locais sejam interessantes, uma cache virtual deve ser suficiente fora do comum para justificar uma visita ao local.
As virtuais são agora varias categorias do waymarking.com

Imagem Webcam Cache
Estas caches utilizam câmaras web colocada por indivíduos ou agências que monitorizam diversas áreas, como parques ou complexos de negócios.
A ideia é colocar-se em frente à câmara para registar a sua visita. A parte difícil é que necessita de alguém para visitar a pagina que exiba as gravações para poder gravar a sua a imagem, a fim de poder registar a sua visita na pagina da cache.
Se for possuidor de equipamento com acesso wi-fi, plano de dados, etc. à internet, pode-o fazer pessoalmente e guardar a sua imagem.
As Caches webcam estão agora na categoria Câmara Web em waymarking.com

Imagem 10 Anos! Cache evento
10 Anos! É um tipo especial de cache evento, para comemorar os 10 anos de geocaching, em eventos realizados entre os dias 30 de Abril e 3 de Maio de 2010.

Imagem Headquarters Celebration
Tratam-se de Eventos Lost & Found que se realizaram durante as celebrações do 10º Aniversário do Geocaching e contaram com a presença de alguns elementos do Staff da GroundSpeak, como aconteceu neste Evento.

Imagem Locationless (Reverse) Cache
As caches Locationless, poderiam ser consideradas o oposto de uma cache tradicional. Em vez de encontrar um recipiente escondido, temos de localizar um objecto específico e registar a sua coordenadas.
As caches Locationless evoluíram para o waymarking

Imagem NGS Benchmarks
Apesar do icon das NGS Benchmarks poder ser acrescentado ao perfil do geocaching.com, não está contemplado como "tipo de cache".
Na minha opinião, tal como as Virtuais insere-se, mais no espírito do Waymarking, e talvez por isso os seus logs apesar de serem efectuados no site do Geocaching e de aparecerem no Perfil, não são contabilizados como Found e esse "achamento" não é somado à conta de Founds.
As Benchmarks são pequenos discos de Metal existentes apenas nos Estados Unidos feitos especialmente para marcar posições estratégicas (com coordenadas milimétricas), sejam elas edifícios, estradas ou formações naturais como montanhas, afloramentos, nascentes de rios, etc.
Basicamente são usados por militares, engenheiros, construtores, etc, para saber exactamente onde determinado ponto se encontra.
À data deste post estão referenciadas 736.425 Benchmarks existentes nos Estados Unidos.
Em Portugal, a coisa mais semelhante que temos às Benchmarks são os Vértices Geodésicos, vulgarmente conhecidos por VG's, Talefes, ou Marcos Geodésicos.

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no-reply@geopt.org (Álvaro Santos) Guias Essenciais Thu, 13 Sep 2012 02:34:00 +0100
O significado dos icones usados no geocaching.com http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1872-o-significado-dos-icones-usados-no-geocaching-com http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1872-o-significado-dos-icones-usados-no-geocaching-com O significado dos icones usados no geocaching.com

Pela utilidade de conhecer exactamente o significado de cada um destes ícones, aqui fica a descrição do que realmente querem dizer. Utilizem-nos com sabedoria.

24 Green arrow = cache published

Significa que uma cache foi publicada pelo revisor local. Todos os geocachers com uma conta aberta no site http://www.geocaching.com têm a possibilidade de submeter uma cache, mas apenas os revisores têm autoridade para a publicar.

25 Red arrow - cache retracted

Significa que depois de publicada, o revisor detectou alguma anomalia com a cache. Com este log, indisponibiliza o acesso ao listing por parte de todos os geocachers, devolvendo-a novamente a um estado de revisão. É utilizado apenas em situações extremas e raras.

Icon Sad Sad face = did not find (DNF)

Significa que um geocacher procurou a cache e não a encontrou, independentemente de não ter tido habilidade para o fazer, de a cache não se encontrar no local, de a leitura das coordenadas estar desfasada da realidade ou até porque não estavam reúnidas as condições para garantir a segurança da cache. São uma ferramenta fundamental para alertar o owner para o eventual desaparecimento da cache.

2 Smiley face = found it!

Significa que o geocacher encontrou a cache e assinou o log-book como prova do seu achamento. No caso das caches Virtuais e Earthcaches, significa também que cumpriu os requisitos pedidos pelo owner.

11 Photo = webcam photo taken

Significa que foi tirada a foto através da webcam instalada no local. Por vezes, quando as webcams não estão operacionais os owners autorizam este tipo de log fazendo uma fotografia convencional no ground zero.

9 Envelope (RSVP) = will attend (event)

Este tipo de log serve para manifestar a intenção de participar no evento em causa. Por vezes quando o evento envolve alguma logística é solicitado que se informe no log a quantidade de pessoas participantes associadas àquela conta.

Imagem Megaphone = Announcement by event cache owner

É o icon mais recente introduzido pela GroundSpeak e serve para o owner (organizador do evento) anunciar publicamente informações relevantes acerca do mesmo, desde advertências para levar determinado material, ou alterações de horários, etc.. Todos os que tenham feito previamente o log de will attend, receberão um mail com o conteúdo do anúncio.

10 Two people = attended (event)

Significa que estiveram presentes no evento, independentemente de terem participado activamente nas actividades programadas ou não.

45 Red wrench = needs maintenance

Este log serve para pedir ao owner que faça manutenção à cache por esta se encontrar inoperacional, e o seu log seja impossível de realizar, seja porque meteu água e o log book está ensopado, ou porque não resta mais nenhum espaço no log-book para se efectuar o registo. Também se o local se encontra de alguma forma inacessível e não for temporariamente possível chegar à cache. São de evitar pedidos de manutenção porque falta um afia lápis ou a decoração do container está a perder a cor.

46 Green wrench = cache has been maintained

Este tipo de log só poderá ser efectuado pelo owner da cache, e significa que procedeu uma visita de manutenção e deixou a cache operacional, tenha sido ela a pedido de outro geocacher, ou simplesmente porque entendeu ser necessário fazê-lo. O owner consegue retirar o atributo de "needs maintenance" ao editar os atributos da listing, bastando desmarcar a seleção desse atributo.

Imagem Do not enter = cache disabled

Este log só poderá ser feito pelo owner da cache, ou na sua ausência prolongada por um revisor. Significa que a cache não está operacional, ou porque desapareceu ou há fortes indícios de que tenha desaparecido devido aos sucessivos logs de DNF, ou porque tem o log-book cheio ou inutilizável, e será escusado procurarem-na porque o log físico de found não poderá ser efectuado.

Imagem Green check mark = cache enabled

Este log poderá ser feito pelo owner da cache ou pelo revisor em situações extraordinárias e é usado, no caso de ter desactivado a cache com um log de “cache disabled”. Serve para informar que deixou a cache novamente operacional, verificando no local que sempre esteve lá, ou se for o caso substituindo o log-book ou até mesmo recolocando um container novo se o anterior estivesse desaparecido ou irrecuperável. Este log não substitui o log de “cache has been maintened” que deverá também ser feito caso haja um log prévio de “needs maintenance”.

4 Write note = note posted

Este log poderá ser efectuado por qualquer geocacher, owner inclusivé, sempre que deseje deixar alguma informação importante adicional à cache, registar uma segunda visita ou para fazer o drop de um trackable numa cache. É de evitar o seu uso abusivo com mensagens irrelevantes ou despropositadas, transformando o listing da cache num fórum de conversação.

7 Red folder = needs (to be) archived

Este log serve para pedir o arquivamento da cache junto do revisor local, sempre que haja fortes motivos que o justifiquem como por exemplo o facto de estar colocada de forma a que vá manifestamente contra as guidelines, que faça perigar a integridade física do geocachers ou porque esteja simplesmente abandonada a precisar de manutenção, sem que o seu owner dê sinais de vida.

5 File cabinet = cache archived

Este log serve para arquivar uma cache. Uma vez arquivada, a cache só poderá ser desarquivada até um período máximo de 4 meses, estando sujeito às Guidelines em vigor, tal como se de uma cache nova se tratasse.

12 Green folder = cache unarchived

Este serve para desarquivar uma cache (sendo que esta opção só poderá ser efectuada por um revisor). Uma vez arquivada, uma cache só poderá ser desarquivada até um período máximo de 4 meses, estando sujeito às Guidelines em vigor, tal como se de uma cache nova se tratasse.

47 GPS Location icon = coordinates updated

Este log permite ao owner ajustar ou alterar as coordenadas de uma cache, até um máximo de 0,1 milha (aproximadamente 161 metros). Alterações superiores a essa distância só poderão ser efectuadas pelo revisor em situações extraordinárias.

18 Reviewer note = reviewer note

Este tipo de log é usado pelo revisor para deixar alguma mensagem na cache e pelo owner de uma cache, durante o processo de revisão da mesma. É equivalente à “note posted” com fins institucionais.

13 = picked up from cache/event ("retrieved")

Este log indica que um trackable foi retirado de uma cache ou evento.

14 = dropped off at cache/event ("placed")

Este tipo de log indica que um trackable foi colocado numa cache ou deixado num evento por um geocacher.

48 = discovered at cache/event

Este tipo de log indica que um trackable foi visto/descoberto numa cache, num evento ou até nas mãos ou na coleção de outro geocacher.

19 = picked up from someone else ("grabbed")

Este tipo de log indica que um trackable foi trocado de mãos entre geocachers sem que para isso tenha sido depositado e depois retirado de uma cache ou evento.

Icon Visited = dipped ("auto-visit")

Este tipo de log indica que um trackable visitou uma cache. É um movimento semelhante a um drop seguido de um retrieve.

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no-reply@geopt.org (Flora Cardoso) Guias Essenciais Tue, 11 Sep 2012 03:00:00 +0100
Atributos, por favor! http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1870-atributos-por-favor http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/1870-atributos-por-favor Atributos, por favor!

No listing de uma cache, os atributos são definidos pelo owner e têm o propósito de comunicar ao geocacher algumas especificidades sobre o terreno e o local onde a cache está escondida.
São indicações muito úteis que irão permitir ao geocacher tomar algumas precauções e fazer um planeamento mais adequado da visita, antes de se lançar na busca.

Os Premium Members poderão também usar os atributos nos filtros que desejam utilizar quando efectuam pesquisas ou elaboram Poquet Querys.

Os atributos estão divididos em diversas categorias. Alguns exemplos:

Autorização (Permitido / Não permitido)

Imagem Animais de estimação
Imagem Bicicletas
Imagem Motociclos
Imagem Veículos todo terreno

Equipamento (Necessário / Desnecessário)

Imagem Lanterna
Imagem Material de Escalada
Imagem Luz UV
Imagem Ferramentas especiais

Condições (Recomendado / Não recomendado)

Imagem Acessível a Crianças
Imagem Pode ser visitada à noite
Imagem Cache turística
Imagem Necessita de manutenção

Perigo (Existente / Não existente)

Imagem Animais perigosos
Imagem Plantas venenosas
Imagem Área perigosa
Imagem Insectos / Carraças

Comodidades (Sim / Não)

Imagem Acessível a pessoas com mobilidade reduzida
Imagem Parqueamento nas proximidades
Imagem Acessível a carrinhos de bébés
Imagem Água potável nas proximidades

Especiais (Sim / Não)

Imagem Lost and Found Tour - Eventos comemorativos
Imagem Partnership Cache - Eventos promovidos pela Groundspeak em colaboração com outras entidades

Se és Owner de uma ou várias caches, por favor analisa os atributos com algum cuidado e confirma que são adequados e que se mantêm actualizados em relação ao terreno e à localização da cache.

Os geocachers agradecem!

 

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no-reply@geopt.org (Flora Cardoso) Guias Essenciais Tue, 04 Sep 2012 00:00:00 +0100
Stealth Geocaching em 12 Lições http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/191-stealth-geocaching-em-12-licoes http://geopt.org/index.php/geocaching-menu/geocaching/guias-essenciais/item/191-stealth-geocaching-em-12-licoes Stealth Geocaching em 12 Lições

Stealth Yes Este texto já não é grande novidade para a maioria, mas pela sua riqueza, objectividade e constante actualidade, pedi autorização ao seu autor para o reproduzir aqui.

Originalmente incluído no blog:

http://papacaches.wordpress.com

Prefácio: as técnicas descritas podem revestir-se de graus distintos de subjectividade, e, em última instância, serem desaconselhadas por alguns com perspectivas distintas. Trata-se portanto de uma colecção de conselhos de cunho pessoal e não dogmático.

Lição 1: um, dois, três. Tempo, tiempo, timing. Como em música. Um, aproximação. Esta é óbvia. Vai-se espreitando o GPSr e chega-se ao denominado ponto zero. O conselho vem a seguir: Dois, detecção. Começa a trabalhar só com os olhos. Pode ser que a coisa se resolva desde logo. Senão, terás que se proceder a trabalho manual. Mas uma coisa é certa: se há muggles, aconteça o que acontecer, não saques a cache pra fora ao primeiro contacto. Trabalha como um actor, não reveles emoções, continue à procura. Se alguém te estiver a “morder” não vai saber ao que andas e muito menos que já encontraste. Mantem a macacada durante um bocado. Agora que já sabes onde está, poderás esperar por uma aberta nas atenções para, num movimento rápido e preciso, proceder à extracção e posterior devolução. Com tudo isto, tudo o que o muggle conservará na ideia é que esteve ali um tipo estranho, mas não fará ideia dos seus propósitos e muito menos cheirará a cache. Trata-se de uma técnica de base a ser empregue em conjunto com algumas das que se seguem.

Lição 2: a monotonia é rainha. Se os muggles, na sua pérfida curiosidade, te mancaram, cansa-os. É um facto observável que a curiosidade se esgota na monotonia. Ninguém observa durante muito tempo algo que não lhe renova o interesse. Isto para o Geocacher significa: descobre o ponto zero, se possível topa o container sem lhe mexeres e abanca-te. Torna-te estátua. Finge estares em meditação ou lê. Passado alguns minutos tornaste-te parte da paisagem a a curiosidade muggle vai-se esbater. Funciona com todos os seres vivos deste mundo.

Lição 3: justifica-te. Não, não leves um megafone para apregoar aos sete ventos que andas à cata de caixas escondidas. Simplesmente fornece aos muggles uma razão válida para estares ali a fazer o que fazes. Uma máquina fotográfica e um interesse extremo por algo próximo do ponto zero costuma servir. Se procuramos algo numa estrutura metálica, vamos fingir que somos apaixonados pelo que estamos a ver. Tirar fotografias como se não houvesse amanhã. Geralmente isto obtém o seguinte resultado na mente retorcida do muggle típico: “o que é que aquele gajo está ali a fazer!? Ahhhh! Tira fotografias. É turista. Ou então é estudioso daquilo. Tá bem”.

Lição 4: a bandeira é a morte do artista. E sim, eu sei que a malta não anda por ai armada em porta-bandeira. A bandeira em questão é outra, também conhecida por “peixarada”, “barraca” ou, de forma linguisticamente mais elaborada, “dar nas vistas”. Ou seja, apesar de ser elementar, eu sei que há pessoal que se esquece que o que está a fazer deve ser discreto. E vai dai, fala alto, levanta calhaus à vista de todos, olha para o GPS. “Eh pá o ponto zero é aqui carago!”. Ora por muito pouca vocação que o muggle tenha para ser uma “pain in the ass”, não há alminha que resista a sê-lo perante este convidativo cenário. Portanto, malta, nada de dar bandeira! É meio caminho andado para a destruição de uma cache.

Lição 5: a bandeira pode não ser a morte do artista.
A aplicar com moderação e apenas em último caso. Ok, já vimos qual é o ponto zero. Quiçá até já fisgámos visualmente o contentor. O que fazer se do lado de lá da estrada está uma esplanada cheio de zézinhos locais? E que tal dar alta bandeira no vector diametralmente oposto ao da cache? Que tal chegar ao cachemobile, mandar umas “ca*****das” para o ar e começar a preparar para mudar o pneu, enquanto quase todo o team se dirige para o carrito com ar revoltado e pespegando uns murraços controlados na chapa? Não é preciso ser um génio para saber que neste momento, todos os atentos olhos estão derretidos de gozo na cena do carro. E enquanto isto, um voluntário do team resgatou a cache, assinou o log e devolveu-a à paz da eternidade esperada. As variantes da bandeira são inúmeras, limitadas apenas pela imaginação. Esta técnica tem um inconveniente óbvio: só pode ser practicada com um número considerável de elementos.

Lição 6: livre-directo. Também aqui é preciso uma equipa composta, e quantos mais melhor. A coisa é simples e explica-se numa linha: tá ali!? Pessoal, forma barreira. Um pouco para a direita…. mais um bocadinho… pronto! Não mexe mais! Deixa tar. E, perante este véu de invisibilidade, o membro da equipa selecionado para o efeito tratará dos negócios sem qualoquer risco para a operação ou para a cache.

Lição 7: matar de vergonha. É preciso um nível de lata acima da média, e tem um leque de variantes que pode ser enriquecido gradualmente pelas mentes mais retorcidas. Em suma, trata-se de criar um sentimento de constrição no observador que o leve a olhar decididamente para outro lado ou, na melhor das hipóteses, a fugir para bem longe. E como? Há quem proceda à abordagem directa e pergunte literalmente “está a olhar tanto para mim porquê, há algum problema?”. Outra ideia: vamos urinar ou fingir que nos preparamos para tal. Esta funciona! Já a experimentei e deu os resultados esperados. Se a team é um casal de namorados, dêem-lhes fogo! Até ao grau necessário. Mas nesse caso, haja o que houver, não tenham nada a haver com os preservativos que vão aparecendo nas caches.

Lição 8: descontração.
Esta é, como diziamos na Marinha, uma IP (instrução permanente). Ou seja, é para se usar sempre, em conjunto com uma ou mais das restantes lições deste breve guia. Quanto mais descarado for o geocacher (desde que deixe o alarido à porta) menos chamará a atenção de olhos estranhos. Porque aquilo de um tipo se aproximar com passo hesitante, olhando para todos os lados com aspecto amedrontado ou prudente, é como mel para abelhas. Em menos de nada, todos os muggles da região vão estar de antenas levantadas. Parece que sentem. Até os que estavam de costas se viram para ver o que se passa ali.

Lição 9: a multidão é amiga. Parece mentira mas é verdade. Mil vezes melhor procurar uma cache entre um mar de muggles do que a ir buscar a uma praça vazia com dois muggles à conversa na esplanada. O geocacher, mergulhado na multidão, perde identidade, torna-se invísivel, é mais uma partícula de água naquele oceano, e ninguém repara nele. Que o digam todos os que já procuraram e encontraram a cache Fernando Pessoa. O único problema é conseguir fisicamente chegar ao local. Ser “mordido” por um muggle é impossível. Por um? Qual um… a massa é tão uniforme que nem os muggles são individualizados, quanto mais o geocacher. Por isso, deixem os complexos em casa. Quantos mais melhor. Até porque os muggles têm esta agradável característica de se distrairem uns aos outros.

Lição 10: inspire confiança. Se se achar à altura, chegue à fala com o “inimigo”. Seja o tipo simpático, caia no goto do muggle. Tope-lhe a onda e comporte-se em conformidade. Os tipos ali não gostam dos da cidade? Então nos da cidade vamos cascar. Olá!? Um símbolo do Benfica? Não importa se somos lagartos ferrenhos, o Simão é o maior do mundo! O muggle anda ao peixe e não desgruda da falésia onde queremos procurar? Mostre-se interesse pela pescaria. Este método pode não resolver o problema, mas mal, nunca fará, e com sorte a quebra do clima de desconfiança permitirá uma pequisa desafogada ou a recolha de elementos preciosos: o muggle está mesmo em cima do ponto zero, mas agora já sabemos que dali por meia-hora se vai pôr na alheta para almoçar.

Lição 11: o GPSr é mau. Convenhamos que para a maioria do povo, o GPS é um aparelhómetro estranho, implicado numa teia de conceitos que, se explicados sem bases, podem ser de complicada apreensão. Não é portanto de estranhar que a utilização de um GPSr em locais públicos desperte curiosidades. Perigo! Isso é a última coisa que queremos. Por conseguinte, recomenda-se a consulta discreta ao bichinho. Nada de andar por ali de Garmin ou Magellan em punho em grandes passadas e com olhar inquiritivo para o que temos na mão. Se estamos num lugar semi-isolado e chega alguém que nos apanha em compenetrada consulta, o disfarçe clássico é fingir que se trata de um telemóvel e lá vai disto: levante-se o “tijolo” para o ouvido e converse-se com as almas do além. Já vi fazerem-me isso. E posso garantir que há poucas coisas neste mundo mais hilariantes do ver tentarem conosco o truque.

Lição 12: o iô-iô é suspeito. Habituar um muggle à nossa presença na paisagem pode ser trabalhoso, mas geralmente consegue-se. As coisas pioram é se temos que o fazer duas vezes. Apesar de tudo, eles não são parvos e não engolem sucessivamente a mesma pastilha. Se ficaram inicialmente curiosos ao ver um tipo bizarro ali, até se podem distrair. Mas se sentem que o bicho se afasta, isso fica-lhes registado. Nem pensar em regressar! É uma sentença de morte! Não há coisa que seja mais suspeita aos olhos de um muggle do que alguém que chega, vai e… regressa. Isso já é crime classificável como “andar a rondar”. Assim, sempre que for fisicamente possível, tenta logar no local. Desde que isso não implique riscos adicionais, o que pode suceder em algumas caches. Há uma excepção à regra exposta nesta lição: quando se trata de uma multidão, o geocacher não chega a ser uma entidade e os observadores estão em constante renovação. Ai, não há problema, pode ir e vir quantas vezes lhe apetecer.

Posfácio: se és um gajo alternativo, punk ou rasta, ou simplesmente és fora do comum, no alto dos teus quase dois metros de altura ou na largura herdada de uma vida passada nos McDonals deste mundo, esquece este artigo.

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no-reply@geopt.org (prodrive) Guias Essenciais Thu, 30 Aug 2012 23:00:00 +0100