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Cercanias da Freita Featured
27 July 2019 Written by 

Cercanias da Freita

Nos preparativos para o aguardado Love Love Arouca, um pouco mais tarde do que o percurso merecia, fomos percorrer o Cercanias da Freita. A abordagem acabou por ser um pouco distinta, visto que contamos com a ajuda de um veículo todo o terreno. Chegados a Santa Maria do Monte, fizemos uma pequena paragem junto à singela capela e seguimos pelo caminho rural. Passando pelos campos cultivados, deixamos a aldeia para trás e entramos numa zona de floresta muito interessante.

Sempre rodeados pelo verde, fomos subindo a encosta até alcançarmos a Ameixieira. A aldeia parece ter ficado parada no século passado, fiel a uma tradição secular, onde as próprias casas parecem estar em equilíbrio com a natureza envolvente. A subida torna-se então mais ingrime e as vistas vão ganhando um domínio mais abrangente sobre o vale de Arouca. Mais acima, o percurso torna-se mais acidentado pelo que o veículo que seguia atrás teve alguns problemas. Porém, os obstáculos foram ultrapassados.

Na chegada aos fantásticos viveiros da Granja aproveitamos para uma paragem mais demorada. O espaço parece saído de um paraíso perdido do que seria a antiga floresta nacional. O local tem ainda mais um motivo de interesse, as Bolas Quartzodioríticas, cujo fenómeno geológico se assemelha a enormes cebolas que se vão descascando ao longo de milhões de anos. Apetecia ficar por ali mais tempo a apreciar a paisagem e os fenómenos, mas lá tivemos de investir para a recuperada aldeia de Chão-de-Espinho, um refúgio natural ideal para escapar ao bulício citadino.

Ganhamos depois vistas triunfais sobre os vales limítrofes e na aproximação de Povos passamos novamente por uma zona fantástica de floresta. Deixando a aldeia para trás, retomamos um caminho rural que nos levou por campos bucólicos. Em menos de nada estávamos de novo nas ruas apertadas de Santa Maria do Monte, satisfeitíssimos pela realização de mais um percurso nestas montanhas mágicas. Cada regresso é uma oportunidade para desvendar mais segredos da Natureza e espreitar para um Portugal primevo, onde estão descritas a linhas de quem fomos e de quem haveremos de ser.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

 



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