20de Abril,2021

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20 February 2021 Written by 

Garganta de Loriga

Durante a semana fiquei a saber que um grupo de expedicionários preparava a aventura da subida da Garganta de Loriga. A vontade deixou de imediato a mente de sobreaviso, visto que as oportunidades de boa companhia e caminhadas pela montanha não devem ser desconsideradas. Infelizmente, a Valente tinha que ir trabalhar no dia em questão pelo que não pôde estar presente. Contudo, e como a experiência foi avassaladora e gratificante, acabei por deixar um sorriso fechado no mapa para que o possamos abrir num qualquer dia de regresso a esta serra de encantos.

Após alguma logística, seguimos para Loriga e estacionámos junto ao quartel dos bombeiros, iniciando pouco depois a marcha. Ao chegarmos ao planalto que fica sobre a aldeia, tivemos um primeiro encontro com a enormidade que se erguia diante de nós. Lá em baixo corria a ribeira de Loriga, que desce do planalto serrano, formando pequenas cascatas até chegar à praia fluvial, um ótimo recanto para alturas de maior estio. Prosseguimos então pelo trilho, relativamente bem marcado e fácil de seguir.

Todo o cenário, assim como o tempo, pareciam que se tinham engalanado para a nossa visita, proporcionando-nos uma experiência fantástica e que apenas ainda estava para começar. De máquina fotográfica em punho, lá fomos avançando, fazendo pequenas paragens para descanso e alimentação. Confesso que parecia uma criança irrequieta com um brinquedo novo na mão, tentando registar tudo o que podia.

Pelo meio fizemos um pequeno desvio para aceder a uma antiga mina de volfrâmio e chegámos ao Covão da Areia. O gelo e a neve começaram então a fazer-nos companhia, tornando o trilho mais espetacular e permitindo inúmeros momentos de criancice, que ficam sempre bem em todas as idades. Como levava a máquina acabei por não patinar muito, mas ocupei-me com outras distrações. Tínhamos de ter mais cuidado e ninguém chegou a cair, ou pelo menos não existem provas de tal. As estalactites de gelo pareciam troféus nas nossas mãos e imaginação.

Depois do Covão da Areia subimos para o Covão do Meio e pelo meio aproveitámos para mais um momento de geocaching (GC39QED). Ao chegarmos à barragem ficámos siderados com aquele espelho de água mágico, que amortecia com ternura as imagens das encostas geladas do vale nas suas águas. Seguiram-se muitas imagens para recordar, que ali nos assaltaram os sentidos e a memória dos cartões das máquinas.

Prosseguimos para o Covão Boeiro e ainda tivemos a oportunidade de experimentar uma sessão de patinagem numa lagoa gelada. Aqui, porém, já se registaram várias quedas. Ainda que alguns tentassem sabotar o gelo com buracos, tudo acabou por correr bem. Ao chegarmos à estrada, e depois de apenas termos avistado um fotógrafo na caminhada, parecia que Portugal inteiro estava em rota para a Torre. Para quem se aventura para lá da estrada que embica na Torre, existe um admirável e fantástico mundo novo para descobrir!

Para terminar o dia, regressámos ao mítico Cântaro Magro. Aqui não vale a pena deixar que algo tão vulgar como as palavras descrevam este lugar. Esta foi sem dúvida uma caminhada memorável, com a Estrela engalanada de gelo e neve, em excelente companhia, e com um tempo fantástico. Nas melhores condições para subir a Garganta de Loriga e na companhia de sphinx, royk, darkangel, neval, mafilll e mcm.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt



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