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ValenteCruz

ValenteCruz

Tuesday, 08 January 2019 17:00

BioRia - Percurso de Salreu

Descrição: O percurso de Salreu é de natureza circular, tendo o seu início e término junto ao Centro de Interpretação Ambiental do Bioria. É um percurso de 8 km, que atravessa áreas de enorme beleza paisagística, como campos de arroz, sapais, juncais e caniçais.

A presença do Rio Antuã e do Esteiro de Salreu, ligados por uma rede de valas, permite a comunicação entre todos os habitats, justificando os elevados índices de biodiversidade existentes.

Distância a percorrer: Cerca de 8 Km.

Duração do percurso: 2h30

Âmbito do percurso: Ambiental, paisagístico, cultural e desportivo

Grau de dificuldade: Fácil

Época aconselhada: Todo o ano

Percurso: Trilho

Brochura:Salreu

Numa tarde a cheirar a sol fomos, finalmente, calcorrear o percurso BioRia de Salreu. A facilidade do percurso e a paisagem promissora eram motivos suficientes para não adiarmos mais o trilho. Saindo do Centro de Interpretação (GC2DJP1), o plano estende-se em planura pelos caniçais e esteiros que desembocam na ria. Mesmo para quem aprendeu a baloiçar o fascínio natural pelos penhascos, a sucessão de motivos de interesse pelos espelhos de água faz com que o percurso seja de visita obrigatória.

Sendo um percurso circular, optámos por seguir pela direita, indo ao encontro do rio Antuã, e regressámos pelas curvas do esteiro de Salreu. O caminho foi-nos presenteando com campos que se estendiam pelo horizonte, lembrando o trabalho da terra e as dificuldades da vida de sol a sol. Ao chegarmos o rio Antuã, depois de passarmos por um moinho abandonado, prosseguimos sobranceiros pela sua margem. O delta do Vouga parecia estar já ali do outro lado, trazendo à memória outros trilhos.

Avistámos então a casa de paredes artísticas e a vizinha propriedade bucólica, ideal para um retido demorado à beira-ria, naquela que é porventura a parte mais fotogénica do percurso (GC11YA3). O istmo estende-se pelo caminho, rodeado por uma lagoa e pelo esteiro que desce desde Salreu. Mantendo a planura, o trilho regressa ao Centro. Fica a curiosidade de regressar na primavera para ver a BioRia florida.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

 

Saturday, 06 October 2018 17:00

Desfiladeiro das Xanas

Encantados com a região asturiana, num dia adicional por Somiedo fomos visitar o espetacular desfiladeiro das Xanas (GC75T22), um percurso esculpido na rocha e inserido numa paisagem verdejante, entre as aldeias de Villanueva e Pedroveya. Apesar das dúvidas na véspera, a previsão de chuva evaporou-se na neblina e decidimos ficar mais um dia do que o previsto para conhecermos este monumento natural.

Na ida descobrimos outro motivo para regressarmos à cordilheira, ao percorremos o vale da Senda del Oso. O longo percurso, convertido em ciclovia, acompanha algumas linhas de água no sopé da cadeia montanhosa e veio substituir uma antiga linha ferroviária de escoamento de minério.

Curva após curva, lá chegamos às Xanas. Depois de estacionarmos subimos pela estrada e entrámos então na desejada rota pela garganta do rio Xanas, reconhecido como uma pequena rota de Cares. Há alguns anos também descobrimos a rota original, mas em boa hora não descuramos esta. A dimensão e as distâncias podem ser distintas, mas a beleza e a vertigem do desfiladeiro tem pormenores semelhantes.

Fomos avançando no trilho, alternando o olhar entre as encostas escarpadas, os túneis escavados e os raros vislumbres do rio, do qual nos fomos aproximando aos poucos. Em algumas passagens, ao espreitar-se o fundo vazio, sente-se um certo arrepio pela altura, mas o trilho é tão seguro quão espetacular.

Quando encontramos o rio o percurso transformou-se; deixamos de caminhar pelas ravinas e fomos envolvidos por uma floresta muita densa, húmida e luxuriante, onde o sol raramente entra. Passámos depois pelas ruínas do antigo moinho (GLWV13P1) e pela ponte, contornando o caminho pelo ribeiro da Boya.

Ao chegarmos ao prado que fica antes de Pedroveya, e já com as vistas desafogadas sobre o vale, aproveitámos para almoçar. Continuámos depois pela aldeia e cruzámos ainda Dosango, que parecem ter parado no tempo. Apanhámos então a descida pela outra encosta, onde tivemos a oportunidade de ver alguns cavalos, e chegámos por fim ao nosso destino.

Inicialmente havíamos decidido realizar o percurso circular, para não voltarmos a passar nos mesmos sítios, mas se fosse agora teríamos voltado pelo desfiladeiro, pois a sua magnificência merece qualquer regresso!

O percurso pode ser visto/descarregado aqui.

Artigo publicado em cruzilhadas.pt

Sunday, 02 September 2018 17:00

Lagos de Somiedo

Quem vai a Somiedo inevitavelmente acaba por visitar o Lago del Valle (GC2E8GK). Parece haver uma força mística que nos leva a subir o vale e descobrir aquele local recôndito na base de um circo montanhoso de picos encantadores. Manhã cedo, seguimos de carro para Valle del Lago e estacionamos logo depois da aldeia pitoresca, encravada no leito de um vale talhado pelo tempo.

Ladeados por penhascos que nos roubam a atenção a cada vislumbre, lá iniciámos a caminhada. Um pouco mais acima o trilho divide-se entre o sol e sombra. Nós fomos pela sombra, que oferece vistas generosas sobre o vale, e regressamos pelo sol, mais suportável a descer. Ao longe, a vida dos cowboys seguia com a mesma cadência de calmaria secular.

Na chegada, cerca de 6 km depois, o lago surge como um encantador cálice natural, rodeado por encostas íngremes e penhascos sobrepostos. Decidimos então contornar o manto sereno de água. A meio da travessia fizemos uma paragem para um almoço especial, tendo sobre mesa a natureza.

Para além da imagem emoldurada do lago é ainda possível visitar uma casa típica das brañas de Somiedo, o teito. No regresso optámos por fazer um desvio do trilho oficial e descemos por um percurso pelos campos, onde tivemos a oportunidade de estar com dois cavalos muito curiosos.

Os lagos de Somiedo não se esgotam no Valle. Inicialmente tínhamos definido que juntaríamos este lago com os de Saliencia num percurso conjunto. Porém, bastou um pequeno vislumbre do quão espetacular é região para percebermos que valia a pena aproveitarmos os trilhos e os percursos com calma e em dias distintos.

A visita aos lagos de Saliencia acabou por coincidir com nossa despedida do parque, pelo que foi em grande e inesquecível. Após uma ascensão matinal à Peña Ubiña de contornos memoráveis, chegámos ao Alto de Farrapona, local mítico das Vueltas, por volta das 16h. Inicialmente ainda tivemos dúvidas se conseguiríamos fazer o percurso circular pretendido, mas tal acabou por ser viável.

O trilho inicial faz adivinhar que algo espetacular está prestes a acontecer e quando alcançamos o lago La Cueva ficamos cheios de certezas sobre a beleza do trilho. As vistas do caminho sobre o lago são fantásticas! No seguimento da caminhada fizemos uma paragem na placa informativa para um momento de geocaching (GC613EM) e ficarmos a conhecer mais alguns pormenores sobre os lagos.

Prosseguimos depois pelo trilho oficial e encontramos de seguida o seco e tristonho lago Almagrena seco, mas ainda assim verde. Contornámos depois o lago Cerveriz e chegámos por fim ao encantador lago Calabazosa. No penhasco, as vistas do ponto de chegada são incríveis! Possivelmente, é o mais fantástico da zona.

Contornámos o lago pela direita e prosseguimos depois até chegarmos à encosta sobre o lago La Cueva. Esta parte do trilho, sobranceira sobre o lago, é também fantástica. Parece tendencioso usar tantos adjetivos positivos, mas a verdade é que o trilho circular dos lagos é verdadeiramente espetacular. Quase a reencontramos o acesso ao Alto de Farrapona ainda tivemos tempo para apreciarmos mais um teito asturiano.

É possível juntar os dois percursos num único, mas Somiedo merece o nosso tempo e a nossa atenção. Eis os possíveis tracks dos percursos:

 Artigo publicado em cruzilhadas.pt

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